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Bolsa e dólar registram leve queda nesta segunda-feira

SÃO PAULO  –  A bolsa de valores brasileira opera em leve queda nesta segunda-feira (17). Os investidores estão evitando mudar de posição, enquanto debatem os cenários para a política e a economia do país.

O Índice Bovespa recuava 0,19%, para 65.313 pontos, às 13h42. 

Para alguns analistas, a alta de 5% do Índice Bovespa na semana passada pode ter sido exagerada, considerando que o nível de incertezas no Brasil segue elevado.

A grande discussão, neste momento, diz respeito aos efeitos do recesso parlamentar – se positivos para o mercado, já que a pausa pode esfriar as disputas acerca da permanência de Michel Temer (PMDB-SP) na presidência, ou se prejudiciais, pelo adiamento do desfecho da crise institucional.

O setor de commodities registra alta, depois que indicadores econômicos mostrando um crescimento acima do esperado na China, maior parceiro comercial do Brasil, animaram as exportadoras.

A ação preferencial da CSN sobe 2,06% no horário, seguida pela da Vale, com alta de 1,86%. No time das maiores altas também estão MRV ON (1,81%) e Sabesp (2,75%).

A Braskem disparava 6,51%, depois de o banco de investimentos Morgan Stanley elevar a sua recomendação para o papel de neutro para o equivalente a compra diante da expectativa de que o ciclo positivo do setor petroquímico se mantenha em 2018.

Câmbio

O dólar opera em viés de queda nesta segunda-feira e estende a sequência de baixas acumuladas no mês de julho. O recuo da divisa americana, entretanto, ainda é tímido enquanto os agentes financeiros buscam novos catalisadores para direcionar os negócios. A leitura no mercado é de que o início do recesso parlamentar nesta semana deve aliviar o fluxo de notícias vindas de Brasília, mas não elimina o ambiente de cautela com os chamados “fatos novos” da política.

O ambiente externo, por sua vez, segue favorável para os ativos emergentes. O destaque da sessão lá fora é o crescimento de 6,9% do PIB da China no segundo trimestre. O resultado supera a expectativa de expansão de 6,8% e ameniza, assim, as preocupações sobre um possível enfraquecimento da segunda maior economia do mundo.

Ao mesmo tempo, ainda repercutem no mercado os sinais de que a liquidez internacional deve permanecer ampla por algum tempo. A percepção é de que as pressões inflacionárias são limitadas em economias desenvolvidas e, por isso, a redução de estímulos monetários deve ser apenas gradual.

“Atualmente, a pressão de queda do dólar é maior que de alta, mas ainda não há confiança para apostar numa direção mais clara da moeda”, diz o operador de uma corretora paulista. Para o profissional, o recesso parlamentar oferece um momento para o mercado respirar. Por outro lado, a cautela com alguma surpresa no campo político ainda evita um volume maior de operações. “Nesse período, as operações devem ser mais pontuais. O principal driver ainda é a política”, afirma.

Por volta das 13h49, a divisa americana marcava R$ 3,1791, em queda de 0,19% no balcão. O contrato futuro para agosto, por sua vez, caía 0,05%, a R$ 3,188.

Juros

Os juros futuros recuam desde a abertura da sessão desta segunda-feira. O movimento é amparado pela trajetória favorável da inflação e a percepção de que a liquidez internacional não deve sofrer grandes mudanças por algum tempo. A descompressão das taxas também conta com o início do recesso parlamentar nesta semana, que pode atenuar, pelo menos por ora, o peso da crise política.

O executivo de uma gestora doméstica aponta que a pausa nos trabalhos do Congresso ocorre num momento positivo para os ativos financeiros. “Aqui dentro, o cenário está menos conturbado que há alguns dias. Tivemos a aprovação da reforma trabalhista e há relatos de tentativa de avanço da (reforma da) Previdência, mas a chance é baixa”, afirma o profissional. Sendo assim, o mercado de renda fixa segue numa inércia positiva.

No campo econômico, a inflação segue em trajetória de queda. Ambos os indicadores de preços divulgados mais cedo seguiram em terreno negativo, reforçando a leitura de que a conjuntura econômica tem espaço para cortes da Selic. O IGP-10 caiu 0,84% em julho e marcou sua quarta deflação seguida. Já o IPC-S da segunda quadrissemana do mês recuou 0,05%.

As atenções se voltam ainda para o IPCA-15 de julho, cuja divulgação está prevista para esta quinta-feira. A estimativa no Bradesco é de variação negativa de 0,09%, refletindo o recuo dos preços dos alimentos.

Com isso, são reforçadas as apostas de que o Banco Central pode cortar a taxa básica de juros em 1 ponto percentual na próxima reunião do Copom. Uma atuação ainda mais agressiva não é descartada, mas ainda é vista com alguma cautela.

Por volta das 13h52, o DI janeiro/2018 recua a 8,640%, ante 8,670% no ajuste anterior, e o DI janeiro/2019 cai a 8,550%, ante 8,600% na mesma base de comparação.

O DI janeiro/2021, por sua vez, marca 9,620%, de 9,700%.

Fonte: Valor Econômico

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