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Bolsa opera em alta e dólar ronda R$ 3,12 com cena externa

SÃO PAULO  –  O Ibovespa operou durante a manhã num tom levemente positivo. Segundo operadores, o ambiente externo e as perspectivas de retomada da discussão da reforma da Previdência seguem favorecendo o mercado, embora sejam necessárias notícias mais concretas para que o avanço do índice prossiga.

Às 13h49, o Ibovespa subia 0,13%, aos 66.861 pontos. Na máxima, alcançou os 67.104 pontos.

Hoje, o evento mais esperado do dia era a divulgação do mercado de trabalho americano, que mostrou geração líquida de 209 mil vagas, acima do consenso, de 180 mil. O número confirma o cenário de crescimento econômico americano, mas não é suficiente para ampliar apostas em aumento de juros pelos Estados Unidos. Leitura que favorece os ganhos das bolsas.

A alta do minério de ferro hoje, de 1,63% em Qingdao, favoreceu o avanço dos papéis de Vale e das empresas de siderúrgica. Vale ON ganhava 2,41%, Vale PNA subia 2,06%, Gerdau subia 2,02%, enquanto Usiminas avançava 1,45%.

CSN era destaque e liderava as valorizações do Ibovespa ao registrar alta de 4,51%. Braskem também estava entre as maiores altas do dia (4,21%). Segundo apurou o Valor, os sócios da Braskem (Petrobras e Odebrecht) trabalham para transferir a sede da companhia para os Estados Unidos e lançar ações na bolsa de valores de Nova York. Os planos preveem a pulverização do capital da empresa e a rescisão do atual acordo de acionistas.

Na ponta negativa, Cielo perdia 1,50%. Em três dias, a ação acumula desvalorização de 8,20%, em reação à divulgação de resultados decepcionantes nesta semana, ficou a percepção de que há uma mudança no perfil do investimento.

Câmbio

O exterior ampara o ajuste no câmbio no Brasil nesta sexta-feira. O dólar caminha para sua sexta semana consecutiva de queda ante o real e o movimento só não é mais amplo por causa de sinais de robustez no mercado de trabalho americano, que amparam um avanço generalizado da divisa dos Estados Unidos pelo mundo.

Os emergentes, entretanto, registram perdas apenas moderadas, e alguns papéis até ganham terreno. Isso porque, por ora, não parece ter sido revertida a leitura de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) só voltará a elevar juros no ano que vem.

Às 14 horas, o dólar comercial era transacionado a R$ 3,1193, com valorização de 0,21%. 

O contrato futuro para setembro, por sua vez, avançava 0,16%, a R$ 3,1350.

Juros

Os juros futuros operam em alta moderada na última sessão da semana. O avanço se apoia na recuperação do dólar e dos juros dos títulos do Tesouro americano, na esteira de sinais relativamente positivos da economia americana. Os prêmios na curva, entretanto, mostram pouca variação. A leitura é de que ainda não se observam argumentos suficientes para justificar um aperto monetário mais duro nos Estados Unidos, enquanto domesticamente o cenário político continua em observação sob o prisma dos esforços de ajuste fiscal.

A situação fiscal do país é vista como um dos principais pontos de atenção, com possibilidade de desencadear rebaixamento do rating do Brasil. Mas isso não parece estar nos preços. “Caso a meta seja alterada, isso pode começar a entrar no radar”, diz Nepomuceno.

Às 14 horas, o DI janeiro/2021 estava em 9,160% (9,150% no ajuste anterior).

Ainda entre os vértices intermediários da renda fixa, o DI janeiro/2018 registrava 8,185% (8,185% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 mostrava 7,990% (7,960% no ajuste anterior).

Fonte: Valor Econômico

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