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Bolsas de NY caem após ameaça de Trump de paralisar governo por muro

SÃO PAULO  –  Na sessão seguinte ao melhor dia em meses para as bolsas de Nova York, as incertezas em torno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltaram a deflagrar novo movimento de vendas em Wall Street. Os principais índices acionários americanos, porém, registraram quedas contidas nesta quarta-feira (23).

Após ajustes, o Dow Jones fechou em baixa de 0,40% a 21.812,09 pontos. O S&P 500 recuou 0,35%, a 2.444,04 pontos. O Nasdaq cedeu 0,30%, a 6.278,40 pontos.

No S&P 500, oito dos 11 setores terminaram a sessão no negativo. As maiores perdas ficaram com os papéis de indústrias e consumo discricionário de 0,80% e 0,81%.

No Dow Jones, ao contrário de ontem, quando apenas quatro ações apresentaram recuo, 24 dos 30 componentes terminaram o pregão abaixo da linha dos ganhos. Encabeçaram a lista de maiores perdas as ações de Johnson & Johnson, Disney e Cisco, com quedas de, respectivamente, 1,43%, 1,24% e 1,12%.

Segundo analistas, o movimento negativo desta quarta-feira refletiu as dúvidas de investidores sobre as chances de as ameaças do presidente se tornarem reais ou de, na verdade, serem um tipo de blefe para coagir deputados e senadores a aceitar suas reivindicações.

Trump voltou a balançar os mercados ao ameaçar uma paralisação do governo, caso o Congresso não aprove o financiamento para a construção de um muro na fronteira com o México. “Vou construir o muro mesmo se tiver de fechar a administração”, afirmou na noite de terça (22), em discurso no Arizona.

O Congresso precisa conseguir, até 30 de setembro, um acordo de extensão do teto de endividamento para assegurar o financiamento do muro ao governo. Caso os legisladores não entrem em consenso, os órgãos federais terão de fechar as portas diante da falta de recursos para funcionar.

Os integrantes do partido Democrata, no entanto, vão apoiar um acordo apenas se este não incluir recursos para a construção do polêmico muro. Trump pode vetar ou escolher não assinar uma medida aprovada pelo Congresso, caso o financiamento da barreira física na fronteira sul do país fique de fora do texto votado. Nesse caso, o presidente levaria, intencionalmente, a administração federal à paralisação das atividades.

“Parece inconcebível que o teto de endividamento não seja alterado. Mas, à medida que se aproxima o prazo final, a tendência é de que haja nervosismo”, afirmou Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell.

A presidente da Tower Bridge Advisors, Maris Ogg, mantém-se cética sobre a possibilidade de o presidente levar adiante a ameaça. “A maioria de nós já não presta mais atenção a Donald Trump” afirmou.

O presidente americano também retomou as críticas ao Nafta, o tratado de livre comércio entre EUA, Canadá e México. O republicano ameaçou tirar o país do acordo, depois que a primeira rodada de negociações para reformá-lo mostrou pouco avanço. “Acho que, provavelmente, acabaremos com o Nafta em algum momento”, disse.

“Com tantas incertezas pesando sobre as ações americanas, em um cenário na qual os ativos parecem sobrevalorizados, as duas ameaças são novas incertezas das quais poderíamos ter passado sem”, afirmou Komal Sri-Kumar, presidente da Sri-Kumar Global Strategies.

A cautela desta quarta-feira também ganhou força em meio às expectativas dos mercados para o encontro dos líderes dos principais bancos centrais do mundo a partir desta quinta (24) em Jackson Hole.

A conferência do Federal Reserve começa amanhã e vai até sábado (26). Os discursos mais esperados, da presidente do Fed, Janet Yellen, e do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, ocorrem no mesmo dia, na sexta-feira.

Fonte: Valor Econômico

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