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Bolsas de NY encerram semana em alta e com recorde triplo nesta sexta

SÃO PAULO  –  As bolsas de Nova York responderam à inflação abaixo do esperado nos EUA em junho com um recorde triplo. O otimismo mostrado pelos investidores com a fraqueza das pressões de alta de preços, na verdade, foi uma extensão do bom humor visto após os depoimentos da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, no Congresso americano.

Após ajustes, o Dow Jones terminou em alta de 0,39%, para 21.637,74 pontos, na terceira máxima consecutiva na semana. O S&P 500 subiu 0,47%, para 2.459,27 pontos, também no seu patamar mais elevado de fechamento em todos os tempos. O Nasdaq completou o recorde triplo em Wall Street nesta sexta-feira ao avançar 0,61% aos 6.312,46 pontos.

Na semana, o Dow Jones acumulou 1,04% de alta. O S&P 500 avançou 1,41%. O Nasdaq ganhou 2,59% no período.

O único setor a apresentar recuo no S&P 500 hoje foi o financeiro, de 0,48%. A queda refletiu os resultados variados de três gigantes bancários americanos, o J.P. Morgan Chase, o Citigroup Inc. e o Wells Fargo, que abriam informalmente a temporada de balanços do segundo trimestre. Apesar das instituições terem apresentado lucro acima do previsto, o mercado reagiu negativamente a ajustes para baixo de projeções para os próximos períodos.

A fila das altas no S&P 500 foi encabeçada pelos setores imobiliário e de tecnologia, com ganhos de 1% e 0,89%, respectivamente.

No Dow Jones, o novo recorde teve como maiores contribuições os avanços de 1,72% de WalMart, de 1,41% da Microsoft, e de 1,29% da Intel. Apenas cinco papéis terminaram o dia no negativo, com as maiores perdas pertencendo a J.P.Morgan e Goldman Sachs, de 0,91% e 0,78%, nesta ordem.

Entre quarta e quinta-feira, a comandante do mais poderoso BC do mundo respondeu às perguntas de deputados e senadores americanos sobre o momento atual da economia, da inflação, do emprego e da política monetária. Nos testemunhos, revelou que os integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) começam a reavaliar o cenário das altas de juros e anteveem um ciclo de aperto mais curto e suave do que o previamente considerado. De acordo com a presidente do Fed, as taxas nominais não teriam de subir muito mais para alcançar a posição neutra.

Yellen também adotou uma ligeira mudança de tom sobre o momento da inflação e reconheceu haver mais incertezas sobre o cenário de alta de preços do que o Fed havia avaliado até o mês passado. Mas a comandante do BC reiterou sua visão de que a fraqueza da subida da inflação se deve a fatores “transitórios”.

Os mercados comemoraram a visão de um Fed mais “dovish”, ou seja, menos inclinado ao aperto monetário. Desse modo, os preços dos ativos se ajustaram a uma perspectiva de um maior grau de acomodação e por um período mais extenso do que o antecipado, no caso das bolsas, além do cenário de uma inflação persistentemente baixa, o que levou os yields (retorno ao investidor) dos Treasuries – títulos do Tesouro americano – a cair.

Nesta sexta-feira, os olhos dos investidores estavam voltados à divulgação do índice preços ao consumidor dos EUA em junho (CPI, na sigla em inglês). Uma leitura forte poderia corroborar a percepção de uma fraqueza transitória. Porém, o resultado veio bem abaixo do esperado e reforçou a expectativa de que Fed pode decidir manter uma postura cautelosa em relação à normalização dos juros.

O CPI apontou uma estabilidade dos preços em junho, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho dos EUA. Na base anual, o índice acumulou alta de 1,6%, abaixo da expectativa de consenso de subida de 1,9% no ano.

Fonte: Valor Econômico

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