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Bolsas de NY fecham em alta com rali de petróleo e ações de tecnologia

SÃO PAULO  –  O petróleo funcionou nesta segunda-feira como combustível para as altas nos mercados globais. Isso porque a Organização de Países Produtores de Petróleo (Opep) e um grupo de grandes exportadores de fora do cartel resolveram usar artilharia pesada para sustentar os preços: os dois maiores produtores mundiais, Arábia Saudita e Rússia, assinaram comunicado conjunto de apoio à extensão do acordo de corte para março de 2018.

Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,41%, a 20.981,94 pontos. O S&P 500 fechou acima dos 2,4 mil pontos pela primeira vez na história ao ganhar 0,48%, a 2.402,32 pontos. O Nasdaq avançou 0,46%, a 6.149,67 pontos e alcançou o 32º recorde apenas neste ano.

Os setores de matérias-primas e de energia deram as maiores contribuições do dia para a marca do S&P 500 ao subir 0,97% e 0,83%, respectivamente. Isso em um dia em que todas as 11 áreas do índice terminaram no positivo.

No Dow Jones, dois terços dos 30 componentes do índice encerraram o pregão com valorização. As maiores altas pertenceram aos papéis de Johnson&Johnson, Cisco e Caterpillar, que avançaram, respectivamente, 2,72%, 2,33% e 1,71%.

Na prática, o informe divulgado nesta segunda-feira pelas duas principais potências dentro do grupo que firmou o acordo de corte de produção no fim do ano passado tira as névoas sobre o cenário para a extensão do programa, alvo de forte especulação nas últimas semanas.

Os ministros de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, e da Rússia, Alexander Novak, afirmaram que o plano de redução deve ser prorrogado por nove meses, até o fim de março de 2018. Os cortes passaram a ser implementados no início deste ano, mas o acordo passará por uma revisão em 25 de maio.

Especialistas preveem que o excesso de oferta global pode ser eliminado até o fim de 2017 com a prorrogação dos cortes promovidos pela Opep e outros grandes produtores, como a Rússia. Nesse contexto de reequilíbrio, o Goldman Sachs reiterou a projeção de que o barril do Brent deve chegar a US$ 57 no terceiro trimestre.

Após o comunicado, o petróleo engatou uma forte alta e chegou a se valorizar mais de 3% na máxima da sessão. A subida puxou também as altas de commodities metálicas e forneceu suporte ao apetite pelo risco. Com isso, o dólar passou a se enfraquecer ante as principais moedas internacionais.

Além das altas do petróleo e das commodities metálicas, os índices acionários de Nova York beneficiaram-se hoje também pela demanda por ações de tecnologia, impulsionadas pelo ataque cibernético global da sexta-feira passada. Governos e empresas reportaram um número maior de computadores infectados no fim da semana passada. Estima-se que o ataque tenha atingido ao menos 150 países.

Nesta segunda-feira, governos e companhias da Ásia, entre as quais o conglomerado japonês Hitachi e uma cadeia de cinemas da Coreia do Sul, reportaram novas infecções.

Fonte: Valor Econômico

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