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Bolsas de NY fecham em alta, mas registram perdas na semana

SÃO PAULO  –  Com ajuda tanto da abertura de uma janela de oportunidade após a queda acentuada nos últimos dias, quanto da fraqueza da inflação ao consumidor nos EUA, os mercados acionários americanos conseguiram se manter no território positivo nesta sexta-feira (11). Nem mesmo a continuidade do nervosismo global diante da troca de ameaças entre Estados Unidos e Coreia do Norte abalou as bolsas de Nova York no último pregão da semana.

Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,07%, a 21.858,32 pontos. O S&P 500 subiu 0,13%, a 2.441,32 pontos. O Nasdaq avançou 0,64%, a 6.256,55 pontos.

As altas de hoje, porém, não foram suficientes para reverter as perdas da semana. No período, o Dow Jones acumulou queda de 1,06%. O S&P 500 recuou 1,43%. O Nasdaq teve baixa de 1,50%.

No S&P 500, seis dos 11 setores terminaram no positivo, com destaques para tecnologia, que subiu 0,69%, e consumo discricionário, com alta de 0,51%.

No Dow Jones, os ganhos do dia foram liderados pelas ações de três gigantes da tecnologia: Microsoft, Cisco e Apple. Os papéis das companhias avançaram, respectivamente, 1,52%, 1,52% e 1,39%.

Tensão 

Nesta sexta, o presidente americano Donald Trump voltou a tuitar ameaças contra os norte-coreanos. O republicano escreveu que as armas estão “engatilhadas e carregadas”, caso o líder da nação asiática Kim Jong-un não se comporte com “sabedoria”.

O CBOE Volatility Index, ou VIX, considerado a métrica do medo em Wall Street, refletiu uma menor ansiedade em relação ao conflito verbal entre Washington e Pyongyang. O índice recuou 3,43% a 15,49, embora ainda tenha se mantido perto da máxima do ano após subir mais de 40% ontem.

“O ambiente atual se tornou muito fluido. Tipicamente veríamos um movimento de venda… Mas vimos pessoas comprando a queda [das ações]”, afirmou Quincy Krosby o estrategista chefe de mercados da Prudential Financial.

Segundo analistas, após vários dias seguidos de provocações, os agentes dos mercados foram, hoje, menos sensíveis às notícias — apesar da manutenção da retórica belicista entre americanos e norte-coreanos, os desenvolvimentos recentes não acrescentaram novidades.

“A Coreia do Norte ainda domina as manchetes, mas não podemos nos esquecer que estamos perto de fechar uma temporada de balanços impressionante”, afirmou Ryan Detrick, estrategista sênior de mercados da LPL Financial. “Confirmados os números atuais, terá sido a primeira vez, desde 2011, que tivemos dois trimestres seguidos de crescimento de dois dígitos dos lucros, e tão impressionante quanto isso tem sido a própria recuperação global dos lucros”, ponderou.

Inflação 

Com os investidores menos tensos e mais contidos em relação ao desenrolar da troca de farpas entre Washington e Pyongyang, o foco da sexta-feira recaiu sobre os dados do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA em julho, abaixo do esperado.

Segundo relatório do Departamento de Comércio, tanto o CPI quanto o núcleo do indicador, que exclui categorias voláteis como alimentos e energia, avançaram apenas 0,1% em julho ante o mês anterior. A expectativa de consenso no levantamento do “The Wall Street Journal” apontava para uma subida de 0,2%. Na comparação anual, a alta foi de 1,7% tanto para o índice cheio como para o núcleo.

A nova indicação de fraqueza das pressões inflacionárias impulsionou as expectativas para uma atuação mais moderada pelo Federal Reserve em relação ao ritmo de altas de juros. A maior parte do mercado passou a apostar que o banco central americano não voltará a elevar a meta para a taxa de curto prazo neste ano.

Os futuros de Fed Funds, usados para apostas nas tendências da política monetária americana, passaram a indicar, após o CPI, 38% de chances de uma nova subida de juros pelo BC. Antes dos dados de inflação, a probabilidade alcançava 45% e, um mês atrás, 59%, de acordo com dados do CME Group.

“Com o crescimento fraco da inflação, ou sinalizando até mesmo que pode estar perto de começar a cair, fica muito mais difícil para o Fed fazer qualquer coisa”, afirmou Bruce Bittles , estrategista chefe de investimentos da Baird. “Você subiria as taxas neste ambiente?”, questionou.

A perspectiva de um Fed ainda mais gradualista ajudou a fornecer sustentação para as bolsas, bem como enfraqueceu significativamente o dólar. Porém o ambiente geopolítico ainda turbulento manteve a procura por ativos de segurança, como o ouro e os Treasuries. Com isso, o metal registrou nova subida, enquanto a demanda pela renda fixa empurrou os yields, que se movem em sentido contrário aos preços dos papéis, ainda mais para baixo.

Fonte: Valor Econômico

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