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Bolsas do Brasil e EUA fecham semana com rumos opostos

Os mercados acionários do Brasil e dos Estados Unidos encerraram a última semana de março com rumos opostos, em uma semana marcada pela divulgação de dados da economia americana e também uma importante reunião dos ministros das Finanças da zona do euro.

Por aqui, as incertezas com as políticas internas para desonerar a indústria puxaram a bolsa de valores para o território negativo. Já a procura pela moeda americana seguiu aquecida, mas o Banco Central voltou a intervir sempre que a divisa ensaiasse uma desvalorização.

Nos EUA, os dados divulgados no decorrer da semana contribuíram para o bom desempenho dos mercados acionários. O crescimento do PIB dentro do previsto, e um avanço maior do que o esperado na confiança do consumidor, marcou a semana.

Mercado Externo

A semana começou com a divulgação do índice nacional de atividade do Federal Reserve de Chicago, que registrou em fevereiro -0,09 pontos, sendo que em janeiro o resultado havia sido de 0,22 pontos. Com isso, a média móvel dos últimos três meses do indicador foi a 0,30 pontos.
 
Já as vendas de casas pendentes registraram queda de 0,5% em fevereiro, de acordo com informações da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis.  O resultado, porém, segue acima do de fevereiro do ano passado. 
 
No caso do índice que mede a atividade econômica na região de Dallas, de acordo com o escritório local do Federal Reserve, caiu para 10,8 pontos em março, enquanto o mercado apostava em 15,5 pontos.

Na terça-feira destaque para os preços de casas, que caíram pelo quinto mês consecutivo em janeiro, para o nível mais baixo desde o início de 2003. De acordo com o levantamento, os preços ficaram estáveis na série com ajuste sazonal e queda de 0,8% sem o ajuste e na base mensal. Já na anual, e sem o ajuste, a queda foi de 3,8%.
 
Já a confiança do consumidor norte-americano registrou em março queda, puxada pela baixa expectativa em relação à situação do emprego no país. No período, foram registrados 70,2 pontos, abaixo do esperado, de alta moderada para 70,9 pontos.
 
Destaque ainda para o Federal Reserve de Richmond, que divulgou que o Manufacturing Index registrou uma grande queda no mês de março, para 7 pontos, ante uma previsão de 18 pontos.

O Departamento de Comércio dos EUA divulgou, na quarta-feira, que os pedidos de bens duráveis subiram 2,2% em fevereiro em meio a uma forte demanda por uma ampla variedade de produtos comerciais e militares. Os analistas de mercado esperavam alta de 2,9%.


Na quinta-feira, o indicador mais importante da semana. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA fechou o quarto trimestre de 2011 com crescimento de 3,0%, o que representa o mesmo valor da prévia do indicador.
 
O mercado estimava que o indicador se mantivesse em 3,0%. No período, os dados da exportação foram revistos para baixo e o resultado do crescimento econômico foi compensado pelo forte investimento empresarial com softwares.
 
Os gastos dos consumidores cresceram 2,1% no quarto trimestre, mesmo valor das estimativas anteriores. Um dos principais índices de inflação, o núcleo do índice de consumo pessoal, também se manteve em 1,3%.
 
Os novos pedidos de auxílio-desemprego registraram caíram em 5 mil na semana passada, para total de 359 mil, de acordo o Departamento de Trabalho dos EUA. Na semana anterior, o resultado foi revisado para cima, em 364 mil, contra 348 mil estimados anteriormente.
 
Já na sexta-feira, o Departamento de Comércio informou que os gastos dos consumidores no país aumentaram 0,8% em fevereiro, embora o rendimento tenha apresentado uma subida bem mais modesta, apenas 0,2%. Os analistas de mercado esperavam que o rendimento crescesse 0,3% e os gastos 0,6%.
 
O Chicago PMI desacelerou em março, mas mesmo assim marcou seu quinto mês consecutivo acima dos 60 pontos. O PMI caiu para 62,2% pontos neste mês ante 64,0 pontos em fevereiro.
 
O índice de confiança do consumidor encerrou março com elevação para 76,2 pontos, sendo que na leitura anterior o resultado havia sido de 74,3 pontos. Este é o melhor resultado em mais de um ano.

Com isso, o Dow Jones encerrou a semana acumulando ganhos de 1,3% aos 13.212 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,8% aos 1.408,41 pontos. Confira os gráficos:

Mercado Interno

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas – composto por cinco quesitos contidos na Sondagem de Expectativas do Consumidor – avançou 2,8% entre fevereiro e março de 2012, ao passar de 119,4 para 122,7 pontos1, o maior nível desde julho de 2011 (124,4 pontos).
 
Houve melhora tanto nas avaliações sobre o momento atual quanto nas expectativas em relação aos próximos meses. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,6%, ao passar de 140,5 para 142,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas cresceu 3,6%, de 108,3 para 112,2 pontos.
 
A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou leve alta e passou de 5,27% para 5,28%, segundo o boletim Focus, divulgado hoje (26) pelo Banco Central (BC). Para 2013, a estimativa permanece em 5,5%.
 
Essas projeções estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%.Cabe ao BC perseguir essa meta, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Um dos instrumentos para controlar os preços é a alteração na taxa básica de juros, a Selic. Na previsão dos analistas, a Selic deve encerrar 2012 em 9% ao ano e 2013 em 10% ao ano.

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou, em março, taxa de variação de 0,37%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,42%. No ano, o índice acumula variação de 1,46% e nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 7,85%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,40%.
 
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), subiu de 0,01% para 0,1% na terceira prévia de março. Essa alta foi puxada, principalmente, pelo grupo transportes com variação de 0,21% ante 0,12%. Os alimentos também pressionaram a inflação com aumento de 0,15% ante (-0,25%), interrompendo a sequência de quedas que vinham sendo registradas desde a primeira prévia de fevereiro.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,43%, em março. Em fevereiro, o índice variou -0,06%. Em 12 meses, o IGP-M elevou-se 3,23%. A taxa acumulada no ano é de 0,62%.
 
O Banco Central reduziu a projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano. Segundo o Relatório de Inflação divulgado hoje, a estimativa ficou em 4,4%, 0,3 ponto percentual menor do que o projetado no documento anterior, em dezembro.
 
A presidenta Dilma Rousseff apelou para que a comunidade internacional passe a respeitar e a valorizar mais os países que integram o Brics – grupo que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. Ela lembrou que apenas o bloco será responsável por 56% da economia do mundo, de acordo com previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).
 
A Previdência Social apresentou um déficit de R$ 5,1 bilhões em fevereiro. O valor é 70,5% superior ao de janeiro e 47,1% maior do que o registrado em fevereiro de 2011.
 
A economia de recursos para pagar os juros da dívida pública somou R$ 5,375 bilhões em fevereiro, o melhor resultado da história para o mês.
 
No acumulado de 2012, o superávit primário soma R$ 26,299 bilhões, montante 57% maior que os R$ 16,737 bilhões registrados em janeiro e fevereiro do ano passado.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas avançou 0,5% em março de 2012 em relação ao mês anterior, ao passar de 102,5 para 103,0 pontos. Apesar de registrar o quarto mês consecutivo de alta do ICI, o resultado mostra que essa reação perdeu fôlego nos dois últimos meses, quando acumulou apenas 0,7% de expansão, ante um acréscimo de 1,6% nos dois primeiros meses. Com isso, o índice atual se mantém inferior à média dos últimos cinco anos, de 106,3 pontos.
 
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Atividade Econômica cresceu 0,4% em janeiro de 2012 frente ao mês imediatamente anterior, atingindo o valor de 98,5. Foi a sexta variação mensal positiva consecutiva do indicador que, por sua metodologia de construção, possui a propriedade de antever os movimentos cíclicos da atividade econômica com seis meses de antecedência.
 
No penúltimo dia em Nova Delhi, na Índia, a presidenta Dilma Rousseff reiterou que os países do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – mostrarão que as perspectivas econômicas no mundo podem ser positivas. Mas ela condiciona esse quadro positivo ao fato de os emergentes passarem a ser mais respeitados e a ocupar espaços adequados nas instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Com isso, o Ibovespa teve em cinco dias perdas de 2,0% aos 64.449 pontos. Confira o gráfico de longo prazo, além das maiores altas, baixas e as ações mais negociadas da semana:


Maiores Altas

Ativo

Código

Último

Variação
MARFRIG

MRFG3

11,50

7,78%
DURATEX

DTEX3

11,52

5,69%
CEMIG

CMIG4

43,43

4,58%
CIELO

CIEL3

61,61

4,42%
BR MALLS PAR

BRML3

23,60

3,74%

Maiores Baixas

Ativo

Código

Último

Variação
BRASIL TELEC

BRTO4

9,68

-23,96%
GAFISA

GFSA3

4,32

-10,00%
B2W VAREJO

BTOW3

8,24

-8,75%
USIMINAS

USIM5

12,01

-8,32%
LLX LOG

LLXL3

3,41

-8,09%

Mais Negociadas

Ativo

Código

Último

Volume

Segmento
VALE

VALE5

R$ 41,30

2.068.916.896,00

Minerais Metálicos
PETROBRAS

PETR4

R$ 23,25

1.855.329.344,00

Exploração e/ou Refino
OGX PETROLEO

OGXP3

R$ 15,12

1.278.952.480,00

Exploração e/ou Refino
ITAUUNIBANCO

ITUB4

R$ 34,90

998.186.000,00

Bancos
PDG REALT

PDGR3

R$ 6,29

813.028.944,00

Construção Civil



Mercado Cambial


O dólar comercial teve durante a semana um período marcados por altas e baixas, como Banco Central sempre entrando no mercado para impedir que a moeda se aproximasse do patamar de R$ 1,80. Com isso, a divisa acabou acumulando ganhos de 0,7% no período, transacionada a R$ 1,8230. Confira o gráfico:





Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
30/03/2012 17:14:36

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