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Bolsas fecham primeira semana de 2017 no azul; dólar acumula desvalorização


São Paulo, 06/01 (Enfoque) –

As bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos encerram a primeira semana de 2017 acumulado ganhos. O cenário externo, com a alta dos preços de commodities, favoreceu os negócios.  O otimismo com a economia da China foi um dos fatores positivos para a semana.

Lá fora, o período foi mais curto por conta do feriado na segunda-feira. O período foi marcado por dados do mercado de trabalho mais fracos do que o esperado pelo mercado, bem como pela divulgação da ata do Fomc. O documento do Federal Reserve trouxe uma preocupação do comitê com o presidente eleito Donald Trump.

Por aqui, os negócios foram favorecidos pela cena externa, principalmente pelo noticiário da China. Com isso, os preços das commodities subiram, entre elas o petróleo. O mercado também já havia precificado durante a semana o aumento do preço do diesel, confirmado pela Petrobras na quinta-feira.

Mercado Externo

Na terça-feira, destaque para a divulgação do ISM do setor industrial americano, que em dezembro registrou 54,7 pontos. A aposto do mercado para o indicador era de 53,8 pontos, sendo que em novembro o resultado havia sido de 53,2 pontos.

Já o índice que mede os gastos com construção nos EUA, no mês de novembro, teve variação positiva de 0,9%, sendo que a expectativa dos analistas era de 0,6%. O indicador de outubro foi revisto de alta de 0,5% para 0,6%.

A quarta-feira teve como principal destaque a divulgação da ata da última reunião do Fomc. O documento do Federal Reserve mostra a intenção do comitê de manter a trajetória da alta dos juros. No entanto, os membros estão preocupados com a forma que o presidente eleito Donald Trump irá conduzir a política monetária.

Na quinta-feira, a consultoria ADP relatou que em dezembro foram gerados 153 mil postos de trabalho no setor privado, mas a projeção dos investidores era de um total de 172 mil novos empregos. O resultado de novembro foi revisto de 216 mil para 215 mil.

Já os pedidos de auxílio-desemprego tiveram variação negativa, indo de 263 mil solicitações para um total de 235 mil novos pedidos do benefício. A aposta do mercado era de 260 mil  novos pedidos. Na média de quatro semanas, o resultado foi de 256,75 mil.

Ainda na quinta-feira, o ISM do setor de serviços foi divulgado, indo para 57,2 pontos, diante de uma aposta do mercado de 56,8 pontos. O resultado de novembro deste indicador tinha sido de 57,2 pontos.

Finalmente, na sexta-feira, o Departamento de Trabalho dos EUA relatou que em dezembro foram gerados 156 mil novos postos de trabalho, diante de uma expectativa de 175 mil e resultado anterior de 204 mil. Com isso, a taxa de desemprego avançou de 4,6% para 4,7%, ficando dentro do esperado.

A balança comercial americana teve em novembro déficit de US$ 45,2 bilhões, diante de uma aposta de resultado negativo de US$ 44,5 bilhões. Os números de outubro foram revistos de –US$ 42,6 bilhões para –US$ 42,4 bilhões.

Já o indicador de pedidos às fábricas teve variação em novembro de -2,4%, resultado que foi ligeiramente melhor do que os -2,5% esperados pelo mercado. Em outubro, o indicador registrou alta de 2,8%.

Diante deste cenário, o Dow Jones teve alta acumulada de 1,0% aos 1.996,8 pontos, enquanto o S&P 500 somou 1,7% de valorização aos 2.276,98 pontos. Confira os gráficos:

Mercado Interno

O IPC-S de 31 de dezembro de 2016 apresentou variação de 0,33%, 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumulou alta de 6,18%, entre janeiro e dezembro de 2016.

 Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (0,55% para 0,78%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 0,76% para 2,05%.

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira. O documento reduziu a projeção do IPCA no ano de 2016 de 6,40% para 6,38%, ficando assim dentro do teto da meta do BC. Já a projeção para o final de 2017 avançou de 4,85% para 4,87%

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram estabilidade, ficando em R$ 3,37. Para o atual ano, o valor foi reduzido de R$ 3,50 para R$ 3,48 No caso da Selic, a expectativa de 2016 a aposta foi mantida 13,75%; enquanto a de 2017 caiu de 10,50% para 10,25%.

O mercado manteve a aposta do PIB em 3,49%. Para 2017, a projeção ficou em 0,50%.

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) do mês de dezembro apresentou variação de 0,19%, taxa 0,13 ponto percentual (p.p.) acima da apurada em novembro, quando o índice registrou variação de     0,06%. Com este resultado, o indicador acumulou alta de 6,22%, em 2016.

 Em dezembro, o IPC-BR registrou variação de 0,33%. A taxa do indicador no ano ficou em 6,18%, próxima a apurada pelo IPC-C1.

Em novembro de 2016, a produção industrial nacional cresceu 0,2% frente ao mês imediatamente anterior (série com ajuste sazonal), após recuar 1,2% em outubro e avançar 0,7% em setembro. No confronto com igual mês do ano anterior (série sem ajuste sazonal), o total da indústria apontou queda de 1,1% em novembro de 2016, 33ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos intensa desde março de 2014 (-0,4%).

No índice acumulado para os 11 meses do ano, o setor industrial recuou 7,1%. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com recuo de 7,5%, reduziu o ritmo de queda frente ao registrado em junho (-9,7%), julho (-9,5%), agosto (-9,3%), setembro (-8,7%) e outubro (-8,4%).

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,83%, em dezembro. A variação registrada em novembro foi de 0,05%. Em dezembro de 2015, a variação foi de 0,44%. A taxa acumulada em 2016, de janeiro até dezembro, foi de 7,18%. Em 2015, o IGP-DI acumulou alta de 10,70%. O IGP-DI de dezembro foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 1,10%, em dezembro. Em novembro, a taxa foi de -0,01%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 0,24%. No mês anterior, a taxa de variação foi de -0,55%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -7,78% para -1,91%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de 0,18%, ante 0,40%, no mês anterior.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) variou 0,78% em novembro, acima dos 0,09% registrados no mês anterior. Com isso, o acumulado no ano chegou a 0,40%, contra -0,37% em outubro. O acumulado em 12 meses foi para 0,05%, acima dos -1,14% de outubro. O IPP mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação e das indústrias extrativas.

Com isso, depois de cinco dias, o Ibovespa acumulou alta de 2,4% aos 61.665 pontos. Confira o gráfico:

Mercado Cambial

O dólar comercial iniciou o ano de 2017 com tendência de queda, com a divisa chegando a ser negociada abaixo do patamar de R$ 3,20 no pregão de quinta-feira. O Banco Central ainda não sinalizou nenhuma intervenção no mercado. Ao final dos cinco dias, a variação negativa foi de 0,9% a R$ 3,2250. Confira o gráfico:

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/01/2017 21:09:10

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