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Bolsas mantém tendência de alta na terceira semana do mês; dólar segue em queda


São Paulo, 20/02 (Enfoque) –

As bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos fecharam a terceira semana de fevereiro acumulando ganhos importantes. Lá fora, os índices acionários atingiram mais uma vez níveis recordes, enquanto por aqui a bolsa mantém o rali positivo mesmo em um cenário ainda bastante incerto.

Nos EUA, a semana foi marcada pela divulgação de importantes indicadores, mas principalmente pela fala da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, no Congresso. A titular da autoridade monetária deu indícios que a trajetória de queda dos juros irá continuar.

No cenário interno, um dos destaques da semana foi a volta do Banco Central ao mercado de câmbio, realizando leilões de rolagem de contrato de swap cambial, o que serviu para manter a tendência de queda do dólar comercial.

Mercado Externo

O primeiro indicador de destaque da semana foi o de índice de preços ao produtor, que teve alta de 0,6% em janeiro, sendo que o mercado estimava avanço de 0,3% e resultado anterior de 0,2%. O núcleo do indicador registrou avanço de 0,4%.

Na quarta-feira foi a vez o índice de preços ao consumidor, que variou em janeiro 0,6%, sendo que a aposta do mercado era de 0,3% e resultado de dezembro também de 0,3%. O núcleo do indicador teve avanço 0,3%.

Ainda na quarta-feira, o Departamento de Comércio relatou que as vendas do varejo americano tiveram alta em janeiro de 0,4%, sendo que a estimativa do mercado era de 0,1%. Os números de dezembro foram revistos para alta de 1,0%.

O índice de atividade manufatureira na região de Nova York registrou no levantamento de fevereiro um total de 18,7 pontos, sendo que o mercado tinha a expectativa de um total de 7,5 pontos e resultado anterior de 6,5 pontos.

Pouco mais tarde, o Federal Reserve relatou que a produção industrial nos EUA teve queda de 0,3% em janeiro, sendo que a aposta do mercado para o indicador era de estabilidade. Os números de dezembro foram revistos de 0,8% para 0,6%.

Na quinta-feira, último dia de indicadores da semana, foi divulgado o resultado da pesquisa sobre as casas iniciadas em janeiro, com a leitura registrando um total de 1,246 milhão de unidades, ante aposta de 1,232 milhão.

Já os pedidos de auxílio desemprego registraram um total de 239 mil solicitações do benefício, sendo que o mercado estimava um total de 246 mil pedidos após registrar 234 mil na pesquisa anterior. Na média de quatro semanas, o resultado foi de 245,25 mil solicitações.

Finalmente, foi divulgado também o resultado do índice do Fed da Filadélfia, que em fevereiro teve variação de 23,6 pontos para 43,3 pontos.  A aposta do mercado para o indicador era de 19,3 pontos.

Diante deste cenário, o Dow Jones encerrou a semana acumulando alta de 1,8% aos 20.624,1 pontos, enquanto o S&P 500 somou, no mesmo período, 1,5% aos 2.351,16 pontos.

Mercado Interno

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira, a primeira edição elaborada em 2017 e com dados também de 2018. O documento , mais uma vez, a projeção do IPCA no ano de 2017 de 4,64% para 4,47%, ficando assim dentro da meta do BC. Já a projeção para o final de 2018 foi de 4,50%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram queda para 2017 de R$ 3,40 para R$ 3,36. Para o próximo ano, a estimativa foi de R$ 3,50 para R$ 3,49. Depois da surpreendente queda da Selic na última reunião do Copom, o mercado estima agora que a taxa deve fechar o ano a 9,50%. No caso de 2018, a projeção é de juros a 9,00%.

Em relação ao Produto Interno Bruto de 2017, o mercado reduziu a projeção em 0,49% para 0,48%, sendo que também houve elevação da taxa de crescimento de 2018, de 2,25% para 2,30%.

Na segunda semana de fevereiro de 2017, a balança comercial registrou superávit de US$ 956 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,847 bilhões e importações de US$ 2,891 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 6,110 bilhões e as importações, US$ 4,943 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,167 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 21,022 bilhões e as importações, US$ 17,129 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,892 bilhões.

O indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) – elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV tendo como fonte de dados a Ifo World Economic Survey (WES) – recuou de 70 pontos, em outubro de 2016, para 69 pontos, em janeiro de 2017, mantendo a trajetória de suave queda iniciada em julho de 2016.

O resultado reflete a combinação do aumento de 5 pontos no Indicador da Situação Atual (ISA) e queda de 11 pontos do Indicador de Expectativas (IE). Ressalve-se se que o ISA (36 pontos) mantém-se muito distante da média histórica dos últimos 10 anos (89 pontos) e numa zona onde predominam avaliações desfavoráveis. Já o IE recuou 11 pontos, para 111 pontos), mantendo-se numa zona favorável e acima da média histórica (98 pontos).

O ICE Mundial manteve a trajetória ascendente ao avançar 5 pontos e alcançar a zona favorável do ciclo econômico. O resultado é explicado pela melhora na avaliação da situação atual (6 pontos), com expectativas mantendo-se estáveis. Nos países desenvolvidos foi registrada melhora no clima econômico: alta nos EUA (5 pontos); na União Europeia (9 pontos) e no Japão (17 pontos), puxados pelo aumento no indicador da avaliação atual e das expectativas. 2017. Na segunda maior economia mundial, a China, o comportamento foi similar: aumento de 25 pontos no ISA, 5 pontos no IE e 16 pontos no ICE. Nos países em desenvolvimento, os resultados do ICE foram menos favoráveis, com uma calibragem para baixo de expectativas bastante disseminada.

Com o recuo de 2% no volume de vendas de novembro para dezembro do ano passado, o comércio varejista do país fechou 2016 com queda acumulada de 6,2%. Este é o pior resultado do comércio varejista do país desde o início da série histórica, em 2001.

No ano passado, o setor teve resultado negativo de 4,3%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) que foram divulgados hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os números do fechamento do ano passado.

O volume do setor de serviços apresentou, no mês de dezembro, crescimento de 0,6% frente a novembro, na série com ajuste sazonal, após ter registrado alta de 0,2% em novembro e recuo de 2,3% em outubro. No confronto com igual mês do ano anterior, o setor registrou queda de 5,7%, a maior para o mês de dezembro nessa comparação desde o início da série em 2012. A taxa acumulada no ano de 2016 ficou em -5,0%. A receita nominal registrou variação de 0,5%, em dezembro frente a novembro, na série com ajuste sazonal, e na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,5%. A taxa acumulada da receita no ano de 2016 ficou em -0,1%.

O IPC-S de 15 de fevereiro de 2017 apresentou variação de 0,49%, 0,12 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (3,34% para 2,50%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 7,01% para 4,21%.

O Monitor do PIB-FGV de fevereiro, mostra retração de 3,6% da economia em 2016. A economia brasileira chegou, em 2016, ao terceiro ano da mais grave e duradoura recessão jamais experimentada pelo Brasil nos últimos 100 anos. Em termos monetários, o PIB em valores correntes alcançou a cifra aproximada de 6 trilhões, 209 bilhões de Reais. Este valor equivale a um produto per capita de R$ 30.128,00, inferior ao de 2010, na comparação a preços de 2016 ”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Neste número, o Monitor do PIB-FGV, além dos resultados usuais, passa a divulgar informações de valores correntes e a preços de 1995. Na página 4 deste relatório, encontra-se uma análise mais detalhada sobre os dados anuais, em valores correntes e a preços de 2016, da produtividade e do PIB per capita.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de fevereiro, variação de 0,02%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,76%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de -0,15%, no segundo decêndio de fevereiro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,91%. A taxa de variação dos Bens Finais passou de 0,56% para -0,73%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,90% para -1,75%.

O Indicador Antecedente Composto da Economia(IACE) para o Brasil, divulgado pelo FGV/IBRE e pelo The Conference Board (TCB), subiu 2,8% entre dezembro e janeiro atingindo 104,6 pontos (2010 = 100). Das oito séries componentes, sete contribuíram para a alta do indicador.  O Índice de Produção Industrial de Bens de Consumo Duráveis foi o único destaque negativo.

 

O Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, também elaborado pelo FGV/IBRE e pelo TCB, que mensura as condições econômicas atuais, subiu 0,4% entre dezembro e janeiro, alcançando 98,4 pontos (2010 = 100).

“Apesar da volatilidade que ainda deve marcar a evolução dos diferentes indicadores ligados ao nível de atividade neste início do ano, o resultado do ICCE em janeiro caracteriza um quadro de recuperação no futuro visível “, afirma Paulo Picchetti. “Após um longo período marcado por quedas, a taxa anualizada do indicador caminha consistentemente para o terreno positivo, corroborando a evolução anterior do IACE” afirma Picchetti.

Diante disso, o Ibovespa somou valorização de 2,5% aos 67.748 pontos em cinco dias.

Mercado Cambial

A volta do Banco Central ao mercado de câmbio marcou a semana de negócios com o dólar comercial, o que favoreceu a tendência de queda da divisa no acumulado da semana, apesar da alta dos últimos dois dias do período. Ao final da sexta-feira, a alta acumulada foi de 0,5% a R$ 3,0940.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 20/02/2017 07:45:10

Ricardo Eletro - Finance One
CVC - Hoteis - Finance One

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