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Bolsas sobem e dólar cai em semana de impeachment e dados do mercado de trabalho americano


São Paulo, 02/09 (Enfoque) –

Os mercados de ações do Brasil e dos Estados Unidos tiveram uma semana de bastante movimento, com os investidores com todas as atenções voltadas para os noticiários políticos e econômicos, tanto por aqui, quanto lá fora.

Por aqui, as atenções estiveram principalmente voltadas para Brasília, onde na quarta-feira o Senado selou o destino da Dilma Rousseff ao condena-la com a perda do cargo de presidente da república. Com isso, Michel Temer assumiu a presidência até o final do mandato.

Em Wall Street, as atenções estiveram voltadas para os dados da economia americana, principalmente em relação ao mercado de trabalho. Os números, que ficaram abaixo do esperado, reduziram as chances de um aumento dos juros na próxima reunião do Fomc.

Mercado Externo

A semana teve início com a divulgação, na segunda-feira, dos dados da renda pessoal e dos gastos dos consumidores em julho. O mercado apostava em uma elevação de 0,4% nos rendimentos, o que aconteceu. Os números de maio apontavam para alta de 0,3%. No caso dos gastos dos consumidores, o avanço foi de 0,3%, também dentro do esperado pelos analistas.

Na terça-feira foi a vez da divulgação do índice de preços de casas da S&P, que teve em julho queda de 0,1%, abaixo da expectativa de 0,1% para o indicador com ajuste sazonal. Já o índice de confiança do consumidor, da Universidade de Michigan, que foi a 101,1 pontos em agosto, sendo que a aposta do mercado era de 97,3 pontos.

Na quarta-feira, destaque para os números do mercado trabalho, com a consultoria ADP informando que em agosto foram gerados 177 mil vagas de trabalho no setor privado americano, sendo que a aposta do mercado era de 175 mil.

No caso do Chicago PMI, o indicador registrou, em agosto, 51,5 pontos, sendo que os analistas estavam contando com resultado de 55.2 pontos. Já o índice de vendas de casas pendentes apontou para uma elevação de 1,3% nos contratos não finalizados em julho, o que ficou acima dos 0,6% estimados pelo mercado.

Já na quinta-feira, os pedidos de auxílio-desemprego registraram 263 mil novas solicitações na semana, sendo que o mercado apostava 265 mil no período. Na semana anterior, o resultado havia sido de 261 mil.

No segundo trimestre de 2016 a produtividade do trabalhador americano recuou 0,6%, resultado que ficou dentro do esperado pelo mercado. No entanto, foi a alta de 4,3% no custo do trabalho que surpreendeu os analistas, que apostavam em alta de 2,1%.

Ainda na quinta-feira, o ISM Manufacturing de agosto registrou 49,4 pontos, ante resultado de 52,2 pontos esperado pelo mercado. Já os gastos com construção ficaram estáveis, sendo que o mercado apostava em alta de 0,6%.

Finalmente, na sexta-feira, o Departamento de Trabalho dos EUA relatou que em agosto foram abertos 151 mil postos de trabalho, sendo que o mercado apostava em 175 mil. Com isso, a taxa de desemprego manteve-se em 4,9%.

No caso da balança comercial americana, o resultado de julho apontou para um déficit de US$ 39,5 bilhões diante de uma expectativa de resultado negativo de US$ 41,3 bilhões.

Assim sendo, o Dow Jones teve em cinco dias alta acumulada de 0,2% aos 18.491,8 pontos, enquanto o S&P 500 somou 0,5% no mesmo período aos 2.179,98 pontos. Confira os gráficos:

 

Mercado Interno

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,0 ponto em agosto, para 86,1 pontos, interrompendo a sequência de cinco altas consecutivas que levaram a um ganho acumulado de 12,4 pontos entre março e julho.

“A queda do ICI em agosto pode ser interpretada como uma acomodação após uma sequência de altas expressivas, sem alterar a tendência de alta do índice no ano.  A combinação de resultados mostra continuidade da tendência de ajuste de estoques associada a uma calibragem para baixo do nível de atividade. Apesar dos avanços nos últimos meses, o setor continua desapontado com a lentidão da recuperação da demanda interna e incerto em relação à política econômica que vigorará daqui por diante”, afirma Aloisio Campelo Junior, Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,0 ponto em agosto, para 86,1 pontos, interrompendo a sequência de cinco altas consecutivas que levaram a um ganho acumulado de 12,4 pontos entre março e julho.

“A queda do ICI em agosto pode ser interpretada como uma acomodação após uma sequência de altas expressivas, sem alterar a tendência de alta do índice no ano.  A combinação de resultados mostra continuidade da tendência de ajuste de estoques associada a uma calibragem para baixo do nível de atividade. Apesar dos avanços nos últimos meses, o setor continua desapontado com a lentidão da recuperação da demanda interna e incerto em relação à política econômica que vigorará daqui por diante”, afirma Aloisio Campelo Junior, Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda semana de julho. O documento elevou a projeção do IPCA no ano de 2016 de 7,31% para 7,34%, enquanto a projeção para o final de 2017 foi de 5,12% para 5,14%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram caíram após quatro semanas consecutivas, indo de R$ 3,30 para R$ 3,29, sendo que há dez semanas o valor era de R$ 3,60. Para o próximo ano, o valor ficou em R$ 3,45. No caso da Selic, a expectativa de 2016 a aposta foi mantida 13,75%, enquanto a de 2017 foi elevada de 11% para 11,25%.

O mercado elevou a aposta do PIB de -3,20% para -3,16%. Para o ano que vem, a projeção foi de 1,20% para 1,23%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,15%, em agosto. Em julho, o índice variou 0,18%. Em agosto de 2015, a variação foi de 0,28%. A variação acumulada em 2016, até agosto, é de 6,25%. Em 12 meses, o IGP-Mregistrou alta de 11,49%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,04%. No mês anterior, a taxa foi de -0,01%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,15%, em agosto. Em julho, este grupo de produtos mostrou variação de 1,41%. Contribuiu para este recuo o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 3,00% para 0,27%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,22%. Em julho, a taxa foi de 1,22%.

O Produto Interno Bruto (PIB) apresentou queda (-0,6%) na comparação do segundo trimestre de 2016 contra o primeiro trimestre do ano, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. Na comparação com igual período de 2015, a variação do PIB também foi negativa (-3,8%). No acumulado dos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2016, o PIB registrou decréscimo (-4,9%) em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, verificado também no resultado acumulado do no primeiro semestre (-4,6%), em relação a igual período de 2015. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2016 alcançou R$ 1,5 trilhão.

O IPC-S de 31 de agosto de 2016 apresentou variação de 0,32%, 0,07 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 5,22%, no ano e, 8,48%, nos últimos 12 meses.

 Nesta apuração, sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (1,11% para 0,50%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item show musical, cuja taxa passou de 12,02% para 6,53%.

O Banco Central anunciou que irá realizar nesta sexta-feira mais um leilão de swap cambial reverso, com duração de 10 minutos e marcado para ter início às 9h30. Serão ofertados até 10 mil contratos com vencimento em outubro, novembro ou dezembro deste ano, ou ainda em janeiro de 2017.

Dentro deste cenário, o Ibovespa teve em cinco dias alta de 3,0% aos 59.540 pontos. Confira o gráfico, além das maiores altas, baixas e ações mais negociadas da semana:

Maiores Altas

Ativo

Código

Último

Variação

BRASKEM

BRKM5

24,62

14,25%

SUZANO PAPEL

SUZB5

10,78

9,22%

SID NACIONAL

CSNA3

9,58

8,86%

CEMIG

CMIG4

9,54

8,16%

PETROBRAS

PETR4

13,54

7,89%


Maiores Baixas

Ativo

Código

Último

Variação

ULTRAPAR

UGPA3

73,53

-0,90%

KROTON

KROT3

13,91

-0,86%

RUMO LOG

RUMO3

7,17

-0,42%

ESTACIO PART

ESTC3

17,00

-0,12%

 

Mais Negociadas

Ativo

Código

Último

 Volume

Segmento

PETROBRAS

PETR4

R$ 13,57

2.510.399.744,00

Exploração e/ou Refino

ITAUUNIBANCO

ITUB4

R$ 36,77

1.469.994.944,00

Bancos

VALE

VALE5

R$ 15,49

1.316.407.584,00

Minerais Metálicos

AMBEV S/A

ABEV3

R$ 19,87

1.287.848.064,00

Cervejas e Refrigerantes

BRADESCO

BBDC4

R$ 28,83

1.063.970.784,00

Bancos

 

Mercado Cambial

O dólar comercial teve na semana que fechou agosto e abriu setembro com queda acumulada de 0,7% a R$ 3,2490. Confira o gráfico:

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 02/09/2016 17:11:05

Ricardo Eletro - Finance One
CVC - Hoteis - Finance One

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