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Com Fomc, bolsas acumulam alta e dólar recua na semana


São Paulo, 23/09 (Enfoque) –

Na semana que marcou a decisão do Fomc de manter as taxas de juros da economia americana inalteradas, as bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos encerram o período acumulando ganhos. Além disso, o Banco do Japão anunciou a redução do programa de compra de títulos, o que animou os investidores.

A decisão do Fed de manter os juros já era esperada pelo mercado. No entanto, a autoridade monetária sinalizou que deverá mexer na taxa ainda este ano, mas que o ritmo de alta ao longo dos próximos anos será menor do que o esperado.

Por aqui, com a cena eleitoral centralizando os noticiários, as atenções dos investidores estiveram voltadas para o exterior, o que fez com que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tivesse uma semana positiva.

Mercado Externo

A semana começou coma divulgação do índice de confiança do setor de construção de casas, que registrou uma importante melhora em setembro, indo de 59 para 65 pontos. O mercado estimava elevação para 60 pontos.

Na terça-feira, foi a vez do indiciador de casas iniciadas, que em agosto variou de 1,212 milhão para 1,142 milhão. O mercado tinha como aposta para o índice 1,190 milhão.

Já a quarta-feira foi o dia mais esperado da semana. Na parte da tarde, o Federal Reserve anunciou a manutenção da taxa de juros no país. Mas, a informação mais importante foi a sinalização de que os juros devem subir uma vez, ainda em 2016. Além disso, a autoridade monetária informou que o ritmo desta elevação será mais lento do que o estimado anteriormente.

Na quinta-feira foi a vez da divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego, que registraram na ultima semana um total 252 mil novas solicitações, ante aposta de 261 mil e resultado anterior de 260 mil. Na média de quatro semanas, o resultado foi de 258,50 mil.

O índice nacional de atividade do Fed de Chicago registrou em agosto -0,55 pontos, sendo que na pesquisa anterior o resultado havia sido de 0,24 pontos. Na média dos últimos três meses o resultado ficou em -0,07 pontos.

No caso das vendas de casas existentes, o resultado foi de 5,33 milhões em agosto, sendo que a aposta do mercado era de 5,44 milhões e resultado de julho em 5,38 milhões.

Dentro deste contexto, o Dow Jones teve valorização acumulada de 0,8% aos 18.261,7 pontos, enquanto o S&P 500 teve ganhos de 1,2% aos 2.164,71 pontos. Confira os gráficos:

 

Mercado Interno

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de setembro, variação de 0,27%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,09%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de 0,30%, no segundo decêndio de setembro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de -0,01%. A taxa de variação dos Bens Finais passou de 0,25% para -0,24%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 0,02% para -5,40%.

“O Monitor do PIB-FGV de setembro, com informações até julho do corrente ano, mostra crescimento de 0,26% em comparação a junho. Esta é a segunda variação positiva consecutiva em 2016, nesta comparação. No trimestre móvel mai-jun-jul, a variação foi de -0,49%, em comparação ao trimestre fev-mar-abr; a taxa menos negativa em seis trimestres consecutivos. Estes dois resultados apontam melhora da atividade econômica com relação ao ano de 2015”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda semana de julho. O documento rebaixou a projeção do IPCA no ano de 2016 de 7,36% para 7,34%, enquanto a projeção para o final de 2017 ficou em 5,12%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram alta, indo de R$ 3,25 para R$ 3,30, sendo que há quase três meses o valor era de R$ 3,60. Para o próximo ano, o valor ficou em R$ 3,45. No caso da Selic, a expectativa de 2016 a aposta foi mantida 13,75%, o mesmo acontecendo com a de 2017, ficando em 11,00%.

O mercado melhorou a aposta do PIB de -3,18% para -3,15%. Para o ano que vem, a projeção avançou de 1,30% para 1,36%.

Na terceira semana de setembro de 2016, a balança comercial registrou superávit de US$ 879 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,864 bilhões e importações de US$ 2,985 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

No mês, as exportações somam US$ 8,820 bilhões e as importações, US$ 6,455 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,365 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 132,391 bilhões e as importações, US$ 97,654 bilhões, com saldo positivo de US$ 34,737 bilhões.

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil, divulgado pelo FGV/IBRE e pelo The Conference Board (TCB), avançou 0,7% entre julho e agosto. Após a sétima alta consecutiva, o Indicador alcançou 98,9 pontos (2010 = 100). Dos oito componentes, cinco contribuíram positivamente para o índice em agosto: o SWAP 360; os Índices de Expectativas das Sondagens de Serviços e do Consumidor; o Índice de Ações Ibovespa; e o Índice de Termos de Troca.

 O Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, também elaborado pelo FGV/IBRE e pelo TCB, que mensura as condições econômicas atuais, apresentou queda de 0,5% entre julho e agosto, atingindo a marca de 97,2 pontos (2010 = 100). Nos dois meses anteriores, considerando-se a revisão de dados, o indicador havia recuado 0,4% em julho e avançado 0,3 % em junho.

A prévia da Sondagem da Indústria de setembro de 2016 sinaliza aumento de 1,2 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final do mês anterior, ao passar de 86,1 para 87,3 pontos, compensando a queda de 1,0 ponto no mês anterior.

A alta do ICI na prévia de setembro combina piora das avaliações sobre a situação atual e melhora das expectativas em relação aos meses seguintes, indicando que o setor continua mais otimista com o futuro que satisfeito com o presente. O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 0,5 ponto, para 84,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,7 pontos, para 90,0 pontos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,23% em setembro e ficou 0,22 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de agosto (0,45%). Esse foi menor IPCA-15 para os meses de setembro desde 2009 (0,19%). O IPCA-E (IPCA-15 acumulado nos meses de julho, agosto e setembro) foi 1,22%. Em setembro de 2015, o IPCA-E havia sido 1,42%. O acumulado no ano está em 5,90%, bem abaixo dos 7,78% registrados em igual período de 2015. O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 8,78%, abaixo dos 8,95% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2015, o IPCA-15 havia sido 0,39%.

O IPC-S de 22 de setembro de 2016 apresentou variação de 0,18%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação.

 Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,44% para 0,11%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item laticínios, cuja taxa passou de -0,21% para -1,86%.

Sendo assim, o Ibovespa acumulou a semana com valorização de 2,8% aos 58.666 pontos. Confira o gráfico, além das maiores altas, baixas e as ações mais negociadas da semana:

Maiores Altas

Ativo

Código

Último

Variação

P.ACUCAR-CBD

PCAR4

55,95

11,43%

VALE

VALE5

15,31

9,75%

SID NACIONAL

CSNA3

8,74

9,11%

VALE

VALE3

17,63

7,43%

CEMIG

CMIG4

8,92

6,57%


Maiores Baixas

Ativo

Código

Último

Variação

FIBRIA

FIBR3

22,39

-5,33%

RUMO LOG

RUMO3

6,28

-4,85%

SUZANO PAPEL

SUZB5

10,00

-4,58%

QUALICORP

QUAL3

18,86

-3,92%

KROTON

KROT3

14,79

-2,70%

 

Mais Negociadas

Ativo

Código

Último

Volume

Segmento

PETROBRAS

PETR4

R$ 13,68

2.858.825.728,00

Exploração e/ou Refino

VALE

VALE5

R$ 15,31

1.336.615.584,00

Minerais Metálicos

ITAUUNIBANCO

ITUB4

R$ 36,01

1.284.940.288,00

Bancos

BRADESCO

BBDC4

R$ 29,72

1.113.689.712,00

Bancos

BRASIL

BBAS3

R$ 23,02

673.099.672,00

Bancos

 

Mercado Cambial

Com o cenário favorável na mudança na política monetária do Japão e a manutenção dos juros nos EUA, o espaço ficou aberto para uma nova série de desvalorização do dólar comercial, que fechou a semana a R$ 3,2390. Confira o gráfico:

 

 

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 23/09/2016 17:13:03

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