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Dólar mantém alta forte seguindo ajuste global

SÃO PAULO  –  O dólar passou a manhã desta quarta-feira (27) em alta forte e se aproximou do nível dos R$ 3,20 no pior momento do dia. O movimento continua sendo completamente atrelado à correção da moeda americana no mercado internacional.

Além dos ajustes das apostas para o rumo da política monetária americana, pesa sobre os preços hoje a expectativa pelo anúncio da proposta de reforma tributária do governo dos Estados Unidos.

Às 13h30, o dólar subia 0,66% para R$ 3,1868. Na máxima, atingiu R$ 3,1983. O dólar para outubro avançava 0,79%, para R$ 3,1930.

“O mercado estava com uma probabilidade muito baixa de alta de juros pelo Fed [Federal Reserve, banco central americano] em dezembro, de 20%, e agora voltou para 75%. As moedas emergentes estão se ajustando a isso”, afirma o estrategista de um banco.

Para o economista-chefe da Garde Asset Management, Daniel Weeks, a alta do dólar ainda deve ser visto como uma correção do câmbio internacional, e não como uma mudança de tendência positiva que ainda prevalece para mercados emergentes. “O dólar vinha meio ‘jogado’ e está passando por uma correção, o que não muda o ambiente econômico doméstico, ainda positivo”, afirma.

Juros

Os juros futuros tiveram mais uma rodada de leve alta nesta quarta-feira, seguindo o movimento do dólar. A correção tem como pano de fundo ainda o sinal de aumento de juros pelo Federal Reserve, que provoca uma reprecificação de alguns ativos, mais especificamente do dólar no mundo. E também a expectativa pela divulgação da proposta de reforma tributária americana, que será apresentada oficialmente nesta tarde.

Boa parte da proposta já foi antecipada por congressistas republicanos. Segundo documento obtido por agências internacionais, a reforma tributária do Partido Republicano propõe uma redução de 35% para 20% na taxa máxima de impostos cobrados das empresas. A promessa de Trump era diminuir os impostos corporativos para 15%.

Além disso, para as chamadas empresas “pass-through” – aquelas em que a receita e as deduções são repassadas para os registros individuais dos proprietários -, a taxa foi reduzida para 25%.

A reforma ainda visa simplificar o sistema de declaração do imposto de renda das pessoas físicas. O plano sugere reduzir os níveis de renda dos contribuintes de sete para três, determinando taxas de 12%, 25% e 35% de acordo com a renda, e a possibilidade de criação de uma quarta faixa. Atualmente, a taxa de imposto mais alta paga por indivíduos americanos está em 39,6%.

Esse ambiente de cautela que se vê no exterior não deve alterar, na visão dos especialistas, o clima ainda favorável ao mercado local, sobretudo o de juros, que segue operando num cenário de inflação baixa e perspectiva de mais alívio monetário.

No noticiário do dia, merece atenção o relatório de crédito referente a agosto, que o BC divulgou. Houve crescimento das concessões de crédito de 8,9% e avanço de 0,5% da média diária. Já o juro médio das operações de crédito caiu 0,5 ponto percentual. A inadimplência, por sua vez, permaneceu estável em 3,7%.

Na BM&F, DI janeiro/2019 era negociado a 7,310%, ante 7,260% ontem. Já o DI janeiro/2021 tinha taxa de 8,830%, ante 8,760% ontem.

Bolsa

O mercado de bolsa no Brasil inicia a segunda etapa do pregão de hoje demonstrando maior estresse dos investidores, de olho em ajustes no exterior e à espera do discurso de Trump com detalhes sobre a reforma tributária no país.

No ambiente doméstico, o mercado se volta com maior ênfase aos riscos envolvendo a reforma da Previdência, conforme aumenta entre os investidores a leitura de que há dificuldades envolvendo negociações com a base do governo.

Às 13h35, o Ibovespa tinha queda de 1,60%, aos 73.131 pontos. 

A leitura de operadores e de analistas, porém, é que a tendência de alta para a bolsa ainda não se perdeu e que, depois de romper níveis históricos rapidamente, correções fortes são esperadas.

Para Newton Rosa, da SulAmérica Investimentos, o recuo do mercado vem também em conjunto com o leilão de usinas da Cemig, que pode preocupar os investidores. “Ressalto isso porque considero muito sintomático a queda da Eletrobras nesse momento”, afirma. 

A Eletrobras PNB (-5,55%) lidera as perdas do Ibovespa no horário das 13h38, seguida por Usiminas PNA (-5,26%), Smiles ON (-4,33%), Qualicorpo ON (-4,17%) e Gerdau Metalúrgica PN (-4,15%). 

Entre as maiores altas do índice no horário, estão Fibria ON (2,75%), Embraer ON (2%), Klabin Unit (1,03%), Estácio ON (0,54%) e Rumo ON (0,26%).

Fonte: Valor Econômico

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