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Dólar resiste à pressão externa e cai com sinais de fluxo positivo

SÃO PAULO  –  O dólar terminou a sessão em queda, deixando para trás a pressão observada mais cedo, por causa da decisão do Federal Reserve. A sinalização de que o banco central americano pode elevar juros já em dezembro fez com que o dólar ganhasse força no mundo, movimento que foi seguido pelo câmbio doméstico. Mas a reação foi pontual.

No fim da sessão, o dólar caiu 0,21%, para R$ 3,1299. Na mínima, registrada antes do Fed, chegou a R$ 3,1146. Logo após a decisão do BC americano, tocou a máxima de R$ 3,1388. O contrato futuro para outubro recuou 0,16%, para R$ 3,1355.

A percepção dos analistas é a de que o ambiente doméstico segue positivo para o câmbio. Além do arrefecimento de incertezas de ordem política, há indícios de fluxo positivo, vindo tanto da bolsa quanto de operações de captação externa e venda de ativos.

Em relatório, o BNP Paribas afirmou que a correção no mercado de câmbio vista hoje após a decisão do Fed “é uma oportunidade de compra”. Segundo os analistas do banco francês, apesar do início da redução do balanço patrimonial e da possibilidade de nova alta de juros em dezembro, o Federal Reserve ainda trouxe fatores benéficos para emergentes. Um deles é que a taxa de juros neutra foi novamente revisada para baixo.

“Essa redução é boa para a moeda brasileira (apesar da reação inicial negativa do mercado), razão pela qual decidimos aumentar nossa estratégia comprada em US$ 10 milhões. Continuamos com nossa projeção de que o dólar vai cair abaixo de R$ 3,00 nos próximos meses”, diz o texto. De fato o dólar chegou a praticamente zerar sua queda ante o real após o Fed, mas voltou a cair e terminou em baixa de 0,21%, a R$ 3,1299 no mercado à vista.

Os dados de fluxo cambial divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central, no Brasil, confirmam que os ingressos foram reforçados e, desta vez, pelo lado financeiro. Na semana passada, quando os mercados financeiros viveram um período de forte entusiasmo, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 3,413 bilhões. A conta financeira ficou superavitária em US$ 2,785 bilhões. A conta comercial, por sua vez, registrou resultado positivo de US$ 627 milhões.

Com esse desempenho, o fluxo cambial passou a registrar saldo positivo no mês de setembro de US$ 2,161 bilhões – fruto de US$ 834 milhões pela via comercial e US$ 1,327 bilhão pela conta financeira. No ano, os ingressos de recursos externos superam os saques em US$ 6,295 bilhões. Mas, nesse caso, é o saldo comercial que garante o dado positivo: enquanto entraram US$ 39,918 bilhões pela conta comercial, saíram US$ 33,623 bilhões pela financeira.

Fonte: Valor Econômico

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