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Em dia de votação da reforma trabalhista, dólar cai e bolsa sobe

SÃO PAULO  –  O real voltou a mostrar um desempenho mais forte do que seus pares nesta terça-feira (11), em um movimento atribuído ao fluxo corrente de recursos e também a um certo atraso da moeda brasileira em relação às demais.

O noticiário político continua sendo acompanhado com atenções pelos investidores e justifica ainda movimentos mais contidos no mercado: o volume de negócios mantém-se limitado, refletindo a baixa convicção dos agentes para assumir novas posições.

Logo no início dos negócios, o dólar chegou a subir, acompanhando o comportamento do mercado internacional, onde investidores corrigiram posições após a expressiva queda da moeda americana de ontem. Mas, durante a manhã, o real passou a ganhar terreno, tornando sua performance ainda mais positiva. Isso, a despeito da suspensão da votação da reforma trabalhista no plenário do Senado hoje.

Às 13h54, o dólar caía 0,29% para R$ 3,2508. Na mínima do dia, o dólar foi a R$ 3,2468 e, na máxima, tocou R$ 3,2697. O dólar futuro para agosto caía 0,28% para R$ 3,2625.

Fluxo de recursos – corrente e esperado – e também um ajuste do prêmio de risco que foi colocado nas últimas semanas sobre a cotação explicam esse comportamento. Segundo Marcos Mollica, da Rosenberg Investimento, o real acompanha a dinâmica global, de perda de força do dólar antes as principais moedas emergentes. Mas consegue nos últimos dias mostrar ganhos mais intensos do que seus pares principalmente por causa do fluxo de recursos via balança comercial e também para investimento direto.

Depois do superávit recorde do primeiro semestre, de US$ 36 bilhões, a balança comercial voltou a registrar saldo positivo de US$ 1,045 bilhão na primeira semana de julho. Segundo dados do Banco Central, houve saldo positivo no fluxo cambial (que inclui o fluxo comercial e o financeiro) de US$ 978 milhões. “O choque positivo da safra agrícola ainda tem efeito sobre o balanço de pagamentos e isso está favorecendo o câmbio, apesar de toda a incerteza política”, afirma.

A expectativa de fluxos externos destinados a IPOs também contribui para a melhora do desempenho do dólar, dizem analistas.

Mollica explica que, diante desse quadro e do elevado custo de carregamento, o mercado evita posições compradas em dólar, mesmo diante dos riscos do cenário local. “Não estamos otimistas com Brasil. Mas se tivermos que fazer uma aposta contra, não achamos que o câmbio é o melhor instrumento, dado o custo de carregar essas posições”, afirma.

A nova onda da crise política, deflagrada no dia 17 de maio, fez com que o real registrasse desempenhos mais fracos – o que significa que a moeda brasileira pode estar “atrasada”. Assim, a aposta de que a reforma trabalhista e uma agenda secundária ainda possam ser aprovadas pelo governo ajudam o mercado a se reacomodar. E isso ajuda a explicar os ganhos mais expressivos do real nestes dias.

A atuação do Banco Central, que sinaliza para a rolagem integral do vencimento de swaps cambial, de US$ 6,181 bilhões em agosto, tem pouco efeito sobre essa dinâmica, em sua opinião. “O mercado já trabalhava com essa perspectiva de rolagem, então acredito que o efeito dessa estratégia seja neutro”, afirma.

Juros

Os juros futuros têm mais uma sessão de baixa, refletindo o ambiente global, ainda favorável ao risco, e também o cenário de política monetária local, que encoraja posições vendedoras nesse mercado.

Segundo profissionais, o recente noticiário sobre inflação ainda repercute sobre os preços. Tanto o IPCA de junho, que registrou deflação de 0,23%, quanto a Focus, que trouxe nova rodada de queda das projeções para inflação, confirmam que o risco é de uma queda mais intensa da Selic do que está precificado. E isso alimenta o fluxo vendedor. Algumas casas começam a ver chance de o juro cair um pouco além do que hoje está projetado, para a casa dos 7%.

Esse movimento ocorre a despeito das inúmeras incertezas que seguem o cenário. A mais importante delas tem a ver com a permanência ou não de Michel Temer na Presidência, e o que isso significará para a agenda de reformas.

Para o economista-chefe da Garde Investimentos, Daniel Weeks, em qualquer cenário, a reforma da Previdência deve ficar para depois das eleições. Mas Temer poderia ter mais condições de conseguir uma maioria simples no Congresso e, com isso, passar uma reforma secundária. “Não está tão claro se Maia teria esse apoio do Congresso e ele também pode vir a ser alvo de denúncias”, afirma. Além disso, enquanto com Temer a permanência da equipe é uma certeza, uma mudança no Executivo deixaria essa incerteza. “O mais provável é que Maia manteria a equipe, mas essa não é uma certeza”, diz.

Na BM&F, DI janeiro/2019 era negociado a 8,72%, de 8,76% no ajuste de ontem; DI janeiro/2021 tinha taxa de 9,92% (9,97% ontem).

Bolsa

O mercado de ações brasileiro firmou-se em território positivo no início da tarde desta terça-feira, apoiado nos ganhos das siderúrgicas, que seguem o avanço do minério de ferro.

O Ibovespa, principal índice da bolsa, ganhava 1,01%, aos 63.662 pontos, às 14h02. Depois de o minério de ferro avançar 2,11% na China, para US$ 65,40 a tonelada, a ação ON da CSN disparava 6,33%, liderando os ganhos na Bovespa.

O time das ações que mais se valorizam no horário se completa com Petrobras ON (3,15%), Petrobras PN (3,01%), Cyrela ON (2,78%) e Banco do Brasil ON (2,38%).

Já entre as maiores quedas estão Eletrobras ON (-2,16%), Natura ON (-1,50%), Eletrobras PNB (-1,44%), Copel PNB (-1,38%) e Raiadrograsil ON (-1,13%). 

A bolsa aguarda, ainda hoje, a votação do projeto de reforma das leis trabalhistas no plenário do Senado. A sessão foi interrompida por volta do meio-dia, quando um grupo de senadoras do PT e do PCdoB contrárias à reforma ocupou a mesa diretora da Casa, impedindo que Eunício Oliveira (PMDB-CE) comandasse a sessão.

A aprovação da proposta, dada como certa no mercado, daria a Temer uma vitória em meio à forte crise que seu governo enfrenta.

Fonte: Valor Econômico

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