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Ibovespa cai com preocupação fiscal e tensão externa; dólar estável

SÃO PAULO  –  O Ibovespa responde à piora da leitura do mercado sobre o quadro fiscal e também ao ambiente internacional, que tornou-se mais arisco diante dos embate entre os Estados Unidos e Coreia do Norte. O índice perdeu os 67 mil pontos, conquistados no dia em que a Câmara rejeitou a denúncia contra o presidente Michel Temer. E assim praticamente devolveu todo o ganho acumulado durante o mês de agosto.

Às 13h10 o Ibovespa caía 1,09% para R$ 66.937 pontos. O giro financeiro é robusto e projeta um volume próximo de R$ 9 bilhões.

No mesmo horário, as bolsas de Wall Street apontavam perdas expressivas. Nasdaq caía 1,22%, enquanto S&P 500 perdia 0,83% e Dow Jones recuava 0,45%.

Para Eduardo Roche, gestor e sócio da Canepa Gestão de Recursos, o exterior dá força à correção do mercado, dado o aumento das incertezas que coloca em xeque a disposição dos investidores em assumir risco. Mas ele ressalta que também na cena local há fatores pensado a favor da venda generalizada de ações que se vê hoje.

Roche lembra que, desde que a Câmara rejeitou o pedido de processo contra o presidente Michel Temer, o mercado mudou de humor na expectativa de que o governo teria forças para encaminhar uma agenda de reformas, ainda que com limites. “Mas esse elemento tornou-se negativo também. A capacidade de implementar as reformas não está tão clara, a discussão sobre aumento de impostos não pegou bem”, resume. Esses fatores, diz Roche, já deveriam pelo menos limitar o avanço da bolsa.

Segundo apurou o jornalista Fábio Graner, do Valor, o governo deve ficar as metas de déficit primário de 2017 e de 2018 nos mesmos R$ 159 bilhões.

No entanto, a piora do humor internacional dá um impulso adicional à queda da bolsa e justifica as variações mais fortes dos preços. “A realização está sendo acelerada pelo externo, num movimento semelhante ao que se vê no dólar e nos juros”, diz. “O que determina o ritmo da bolsa é o desempenho das bolsas americanas. Se houver uma melhora lá fora, o índice aqui pode reduzir a baixa”, diz o operador de uma gestora, que prefere não ser identificado.

Roche reconhece que é cedo para dizer que o ambiente favorável ao mercado foi revertido, mas diz que há claramente uma interrupção de uma dinâmica favorável na bolsa.

Esse movimento de aversão ao risco pode ser melhor traduzido quando se olha para ações de grande peso sobre o índice e que acumulam ganhos elevados nos últimos dias, como Petrobras ON (-1%), Petrobras PN (-0,96%), Vale ON (-0,60%), Vale PNA (-0,31%), assim como ações de bancos (Bradesco PN recuava há pouco 1,34%, enquanto Itaú PN perdia 1,19%).

Mas há a influência dos balanços e de notícias locais que acaba afetando com mais força alguns papéis. É o caso de Ultrapar, que perde 3,05% depois de um balanço considerado negativo (o lucro líquido da empresa caiu 32,4% para R$ 246,1 milhões no segundo trimestre, enquanto o Ebitda cedeu 22,2% para R$ 784,2 milhões), e de Embraer ON, com queda de 3,07%, reagindo ao relatório do Goldman Sachs de cortar a recomendação da ação para venda e alterar o target para US$ 18,00, de US$ 26.

Até mesmo as ações do Banco do Brasil, que mostraram uma reação positiva no início do dia ao balanço, mostrando crescimento de 47,1% no lucro líquido ajustado para R$ 2,649 bilhões, passaram a operar em queda (-0,06%).

Dólar

O dólar opera perto da estabilidade, na casa dos R$ 3,15. Apesar da oscilações contidas, o mercado local de câmbio tem um desempenho diário pouco pior que de outros emergentes. Lá fora, os pares do real se valorizam ligeiramente com ajustes após os movimentos globais de busca por proteção na véspera. A cautela no exterior persiste, mas com um pouco mais acomodação nos ativos. Por aqui, entretanto, há ainda a preocupação com o ajuste de contas públicas.

Há relatos de que o governo pode anunciar hoje uma revisão da meta fiscal de 2017, para déficit primário próximo de R$ 160 bilhões. Atualmente, o alvo é de R$ 139 bilhões. A mudança não seria uma grande surpresa, tendo em vista que o valor já é bem próximo do estimado pelos agentes financeiros. O relatório Prisma Fiscal, por exemplo, mostra que o mercado projeta déficit de R$ 154,841 bilhões neste ano.

A conta para 2018, entretanto, também pode sofrer revisão. A meta atual é de déficit de R$ 129 bilhões e, como aponta o Valor, o governo ainda buscaria formas para limitar um rombo adicional de até R$ 50 bilhões. A equipe econômica quer passar algum sinal de melhora em relação a 2017, mas esbarra em dificuldades com a resistência política à alta de tributos.

Às 13h10, o dólar comercial opera perto da estabilidade a R$ 3,1500, queda de 0,06%.

Por aqui, há a visão de que, apesar dos obstáculos fiscais, a equipe econômica já encontrou o diagnóstico para parte dos problemas domésticos e segue se esforçando para atingi-los. “Embora a fotografia fiscal seja pior hoje, o mercado enxerga um cenário que não é de tamanho estresse quanto no passado”, na avaliação do executivo de uma gestora. “O cenário externo ainda é bom, assim como a economia dá sinais de estabilidade, com juros baixos e contas externas bastante em ordem”, acrescenta.

Juros

Os mercados de renda fixa voltam a mostrar sensibilidade ao debate fiscal no Brasil. Os juros futuros de prazos mais longos operam em alta firme e retornam aos níveis de duas semanas atrás, distanciando-se ainda mais dos vértices curtos. O aumento dessa diferença, que serve de termômetro para percepção de risco, se acentua agora pela quarta sessão consecutiva. Desta vez, o movimento reflete as incertezas em torno de uma possível revisão da meta fiscal de 2018.

O Di janeiro/2023 sobe a 9,980% (9,920% no ajuste anterior). Na máxima, a taxa tocou 10,030%, maior nível desde a sessão de 26 de julho quando marcou 10,050%

O DI janeiro/2018 marca 8,180% (8,170% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 opera a 8,070% (8,070% no ajuste anterior).

O DI janeiro/2021 sobe a 9,370% (9,330% no ajuste anterior), enquanto o dólar comercial avança opera bem próximo da estabilidade a R$ 3,1520.

Fonte: Valor Econômico

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