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Ibovespa cai com Vale e incerteza política; dólar sobe

SÃO PAULO  –  A bolsa de valores brasileira opera em queda, no final da manhã desta quinta-feira, com a Vale acompanhando a baixa do minério de ferro, enquanto recrudescem as incertezas políticas no país.

A forte queda do ferro na China hoje – de 2,15%, para US$ 61,96 a tonelada – alimenta a opinião, entre especialistas, de que o metal vai se manter oscilando perto do nível de US$ 60, deixando, assim, pouco espaço para a negociação das ações de companhias desse segmento. Nos últimos dias, segundo os analistas, só as operações de “day trade” têm frutificado com tais papéis.

Para as companhias que dependem da demanda interna, a principal discussão hoje diz respeito a uma possível nova mudança de governo.

Alguns investidores começam a avaliar o cenário sob uma eventual gestão Rodrigo Maia (DEM-RJ) caso Michel Temer (PMDB) seja afastado, depois do crescimento dos relatos na imprensa de que aumentou o interesse do presidente da Câmara dos Deputados em ocupar o cargo.

O Ibovespa, principal índice acionário local, caía 0,80%, para 62.647 pontos, às 13h40.

O papel preferencial da Vale há pouco recuava 0,30%, para R$ 26,86, enquanto o ordinário perdia 0,48%, a R$ 28,79.

A Petrobras, que no começo do dia avançou com a alta do petróleo, perdeu um pouco de força devido às dúvidas sobre a sustentabilidade da alta do combustível. Enquanto o barril do óleo tipo Brent subia 1,51% em Londres, a US$ 48,50 o barril com entrega em setembro, a ação PN da petroleira ficava estável, a R$ 12,21, e a ON caía 0,92%, a R$ 12,94.

As perdas dessas gigantes ofuscam a disparada do setor elétrico com as notícias de uma profunda reforma do mercado de energia no Brasil.

O Índice de Utilidade Pública da B3 tinha elevação de 1,62%, o maior entre sete grupos setoriais, após o Valor informar hoje que o Ministério de Minas e Energias colocou em consulta pública medidas para reformular o mercado das elétricas. Entre as propostas, está a de uma privatização de hidrelétricas hoje operadas pela Eletrobras que pode render até R$ 53 bilhões.

Assim, a estatal de energia lidera os ganhos no Índice Bovespa, disparando 14,38%, para R$ 15,59. A Copel exibia alta de 3,58%, a R$ 25,45, e a Cemig avançava 3,49%, para R$ 8,61.

Dólar

O real volta a operar numa direção mais próxima dos emergentes nesta quinta-feira, apesar de variações mais acentuadas por aqui. O dólar avança ante as principais moedas destas praças enquanto se precifica a leitura de que as economias desenvolvidas caminham para uma normalização da política monetária. Os bancos centrais seguem com discurso de gradualismo e cautela nesse processo, mas as taxas nos mercado de renda fixa buscam patamares cada vez mais elevados.

Nesta manhã, o Banco Central Europeu (BCE) divulgou a ata de sua última reunião. A instituição buscou reduzir alguma tensão nos mercados, ao sugerir um tom neutro para suas avaliações. Se por um lado, o BCE se mostrou mais otimista com a recuperação econômica, por outro argumentou que a perspectiva para inflação não mudou. No entanto, os juros na Alemanha e em outros locais na Europa, além dos EUA, seguiam em alta.

O ambiente de incertezas políticas no Brasil cobra um prêmio de risco adicional por aqui. O dólar marcou, mais cedo, a máxima de R$ 3,3211, com alta de 0,88%. A variação foi a mais acentuada em uma semana e, naquele momento, deixava o câmbio brasileiro no posto de pior desempenho diário entre 33 divisas globais.

No começo da tarde, a alta era limitada pela forte alta do petróleo e o dólar voltava a R$ 3,30, após dados mostrarem queda nos estoques da commodity no EUA. Vale destacar, contudo, que o real seguia entre as quatro maiores desvalorizações da sessão, devolvendo o ganho da sessão anterior.

Por volta das 13h40, o dólar comercial subia 0,40%, cotado a R$ 3,3052.

Profissionais de mercado citam, entre os pontos de atenção, os relatos de delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha. O risco é de que Cunha traga à luz informações que poderiam atingir o presidente Michel Temer, que tem buscado garantir apoio para barrar denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no Congresso. Na visão do mercado, Temer tem encontrado mais dificuldade que o esperado para impedir que a denúncia chegue ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“As incertezas fragilizam o investidor, que até gosta de risco. Fica mais difícil de vislumbrar um cenário positivo. Por isso, acaba ocorrendo busca por proteção no dólar”, diz o gerente de câmbio na Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio. A falta de previsibilidade incide principalmente na agenda de reformas e, na avaliação do Galhardo, vai se perdendo a crença de aprovação da proposta previdenciária.

Juros

Os juros futuros, principalmente de prazos mais longos, operam em viés de alta nesta quinta-feira. O movimento reflete o avanço das taxas nos principais mercados globais, enquanto os agentes financeiros avaliam o processo de normalização da política monetária dos bancos centrais de economias desenvolvidas.

O DI janeiro/2021 subia a 10,010%, ante 9,980% no ajuste anterior. Entre vencimentos mais longos, o Di janeiro/2023 ganhava a 10,530%, de 10,500% no ajuste anterior, e o DI janeiro/2025 avançava a 10,780%, de 10,720% na mesma base de comparação.

O DI janeiro/2018 cai a 8,790%, ante 8,810% no ajuste anterior, e o DI janeiro/2019 marca 8,760%, estável na mesma base de comparação.

Fonte: Valor Econômico

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