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Índice de Preços ao Produtor de setembro foi de 0,47%


São Paulo, 26/10 (Enfoque) –

Período
 
TAXA
Setembro/2016
0,47%
Agosto/16
-0,25%
Setembro/15
2,99%
Acumulado no ano
-0,46%
Acumulado em 12 meses
0,52%

Em setembro, os preços da Indústria Geral variaram, em média, 0,47% em relação a agosto, acima do observado entre agosto e julho (-0,25%). No ano, o IPP acumula recuo (-0,46%) e, em 12 meses, uma variação de 0,52%. Entre as 24 atividades investigadas, 14 apresentara m variações positivas de preços, contra 11 no mês anterior. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mede a evolução dos preços de produtos ‘na porta de fábrica’, sem impostos e fretes.

A publicação completa do IPP pode ser acessada aqui.


Tabela 1
Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação
(Indústria Geral) e Seções – Últimos três meses

 
Indústria Geral e SeçõesVariação %
MêsAcumulado AnoAcumulado 12 meses
JUL/16
AGO/16
SET/16
JUL/16
AGO/16
SET/16
JUL/16
AGO/16
SET/16
Indústria Geral
-0,57
-0,25
0,47
-0,68
-0,93
-0,46
4,29
3,03
0,52
B – Indústrias Extrativas
-11,94
4,15
8,19
-0,46
3,67
12,16
-11,88
0,53
-3,33
C – Indústrias de Transformação
-0,21
-0,38
0,24
-0,69
-1,06
-0,82
4,84
3,11
0,64
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

Em setembro/2016, em relação a agosto/2016, os preços de 14 das 24 atividades subiram, contra 11 do mês anterior. As quatro maiores variações foram nas seguintes atividades industriais: Indústrias extrativas (8,19%), metalurgia (-1,24%), farmacêutica (-1,07%) e alimentos (0,94%). Já as maiores influências vieram de Indústrias extrativas (0,24 p.p.), alimentos (0,20 p.p.), metalurgia (-0,09 p.p.) e outros produtos químicos (0,07 p.p.).

Em setembro/2016, o acumulado no ano atingiu -0,46%, contra -0,93% em agosto/2016. As atividades com as maiores variações neste indicador foram: outros produtos químicos (-12,47%), indústrias extrativas (12,16%), outros equipamentos de transporte (-10,22%) e fumo (-10,09%). Já os setores de maior influência foram: alimentos (1,60 p.p.), outros produtos químicos (-1,33 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-0,59 p.p.) e indústrias extrativas (0,34 p.p.).

O acumulado em 12 meses foi de 0,52%, contra 3,03% em agosto/2016. As quatro maiores variações de preços ocorreram em impressão (15,10%), outros produtos químicos (-12,95%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (12,56%) e alimentos (12,07%). Os setores de maior influência foram: alimentos (2,35 p.p.), outros produtos químicos (-1,41 p.p.), papel e celulose (-0,34 p.p.) e veículos automotores (0,32 p.p.).

Em setembro de 2016, as variações de preços frente a agosto entre as grandes categorias econômicas (tabela) foram: 0,93% em bens de capital; 0,62% em bens intermediários; e 0,13% em bens de consumo, sendo que -0,15% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 0,22% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

A influência das grandes categorias sobre o resultado da indústria (0,47%) foi: bens de capital (0,08 p.p.); bens intermediários (0,35 p.p.) e bens de consumo (0,05 p.p.). No caso de bens de consumo, 0,06 p.p. vieram dos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e -0,01 p.p. dos bens de consumo duráveis.


Tabela 4
Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e
Grandes Categorias Econômicas – Últimos três meses

 
Indústria Geral e SeçõesVariação (%)
MêsAcumulado AnoAcumulado 12 meses
JUL/16
AGO/16
SET/16
JUL/16
AGO/16
SET/16
JUL/16
AGO/16
SET/16
Indústria Geral
-0,57
-0,25
0,47
-0,68
-0,93
-0,46
4,29
3,03
0,52
Bens de Capital (BK)
-1,48
-0,09
0,93
-2,89
-2,98
-2,08
2,14
-0,24
-2,09
Bens Intermediários (BI)
-1,07
-0,46
0,62
-2,26
-2,71
-2,10
2,02
0,77
-2,21
Bens de consumo (BC)
0,43
0,03
0,13
2,47
2,50
2,63
8,62
7,64
5,80
Bens de consumo duráveis (BCD)
0,01
0,92
-0,15
1,80
2,74
2,58
3,73
4,00
3,19
Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND)
0,55
-0,25
0,22
2,67
2,42
2,65
10,19
8,80
6,62
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

No acumulado no ano, as variações foram: -2,08% em bens de capital (com influência de -0,18 p.p.), -2,10% de bens intermediários (-1,19 p.p.) e 2,63% de bens de consumo (0,91 p.p.). No último caso, este aumento foi influenciado em 0,21 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e 0,70 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

No acumulado em 12 meses, as variações foram: bens de capital, -2,09% (-0,18 p.p.); bens intermediários, -2,21% (-1,26 p.p.); e bens de consumo, 5,80% (1,96 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,26 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 1,71 p.p..

A seguir, os setores que estavam entre os quatro principais destaques em maiores variações de preços ou maiores influências em setembro 2016, nas três comparações: mensal, acumulada no ano e acumulada em 12 meses.

Indústrias extrativas: em setembro, os preços da atividade subiram 8,19%. Foi a segunda alta mensal consecutiva. O acumulado no ano passou de 3,67%, em agosto, para 12,16%, em setembro, e esta foi a maior variação positiva acumulada no ano para o conjunto das atividades industriais. Em relação a setembro de 2015, os preços recuaram (-3,33%).

Os preços dessa atividade exerceram a principal influência sobre o indicador mensal (0,24 p.p.) e a segunda principal influência positiva sobre o acumulado do ano (0,34 p.p.) no conjunto das indústrias extrativas e de transformação.

A alta acumulada nos preços das indústrias extrativas em 2016 decorre da retomada da demanda na siderurgia chinesa e também da recuperação dos preços do minério ao longo do ano. Os preços de “óleos brutos de petróleo” também influenciam positivamente o resultado.

Alimentos: em setembro, os preços do setor subiam 0,94%, enquanto houve queda em agosto (-0,69%). A alta de setembro foi menor do que as observadas entre maio e julho (todas superiores a 1,00%). O acumulado no ano foi 8,01%, o maior de 2016. Em setembro de 2015, a taxa havia sido de 10,14%. Naquele mês, o Real havia sido depreciado em 11,0% frente ao dólar, enquanto em setembro/16 a depreciação foi de 1,5%. Em relação ao mesmo mês de 2015, os preços subiram 12,07% em setembro, 20,20% em julho e 17,10% em agosto.

O setor teve a segunda influência mais intensa no mês (0,20 p.p. em 0,47%) e a maior nos acumulados no ano (1,60 p.p. em -0,46%) e em 12 meses (2,35 p.p. em 0,52%).

A normalização da captação do leite, nas bacias leiteiras, e a contração da demanda, em resposta ao aumento do preço no período crítico de seca, explicam o recuo dos preços dos derivados do leite em setembro. O período de entressafra da soja explica em parte o aumento observado em “resíduos da extração de soja”. Já a baixa disponibilidade de bois para abate repercutiu no preço de “carnes de bovinos frescas ou refrigeradas”. Por fim, uma oferta interna pequena e uma crescente demanda, inclusive de mercados externos, explicam o aumento de “carnes e miudezas de aves congeladas” em setembro.

Papel e celulose: o setor teve, em setembro, a oitava queda seguida (- 0,36%) em relação ao mês anterior. Desde dezembro de 2015, apenas o resultado de janeiro foi positivo (2,28%). O setor acumula queda de -7,24% em 2016, e de – 8,76% nos últimos 12 meses.

Os quatro produtos que mais influenciaram a variação no IPP do setor em setembro foram: “papel higiênico”, “celulose”, “cadernos” e “papel para escrita, impressão e outros usos gráficos, não revestidos de matéria inorgânica”. Esses quatro produtos foram responsáveis por – 0,47 p.p. dentro da variação de – 0,36% do setor. Das variações de preços observadas nestes produtos, apenas a de “celulose” foi positiva, mesmo tendo havido uma ligeira depreciação do câmbio em setembro (1,5%). Esse aumento foi explicado, em casos pontuais, pela entrega de produtos negociados anteriormente.

Refino de petróleo e produtos do álcool: em setembro, o setor apresentou variação de preços de -0,16%, depois de -0,75% em agosto, num ano em que apenas duas taxas mensais foram positivas (junho, 1,61%; e julho, 0,25%). Com o resultado de setembro, o setor acumula uma variação de -5,66%. Os preços de setembro de 2016 estavam, em média, 1,54% menores do que os do mesmo mês de 2015. Esta taxa é a quarta menor da série, que tem como destaque o resultado de -3,22%, de março de 2015, quando, por exemplo, ao contrário de setembro agora, houve queda dos preços da “gasolina automotiva”, segundo produto em peso no cálculo do setor (perto de 15,0%).

Em termos de influência, o setor teve destaque no cálculo do acumulado no ano, sendo, nesta perspectiva, a segunda maior influência (em módulo) no total das indústrias extrativas e de transformação (-0,59 p.p. em -0,46%).

Entre os produtos de maior influência, apenas “álcool etílico (anidro ou hidratado)” apresentou variação positiva. Os demais, todos do refino de petróleo, pressionaram negativamente o índice, com destaque para “naftas”. Os quatro produtos (além dos já citados, “querosenes de aviação” e “óleos lubrificantes básicos”) tiveram influência, no M/M-1, de -0,18 p.p. em -0,16%.

O aumento do “álcool etílico (anidro ou hidratado)”, esteve ligado a uma menor oferta, influenciada por uma maior produção de açúcar (estimulada pela demanda externa).

Outros produtos químicos: a indústria química teve em setembro uma variação positiva de 0,76% em relação a agosto, invertendo as quedas dos dois meses anteriores. O acumulado do ano está negativo (-12,47%) e mostra a mais intensa variação entre todas as atividades. Em relação ao mesmo mês do ano passado, os preços do setor recuaram (-12,95%), mostrando a segunda variação mais intensa e a maior redução de preços na pesquisa. Esses recuos se devem ao mercado internacional dos derivados de petróleo, especialmente da nafta.

Entre as principais variações no mês, nenhuma foi nos produtos com maior peso de cálculo, o que não ocorre entre os de maior influência, onde dois dos quatro produtos em destaque estão nesta categoria. Os produtos “adubos ou fertilizantes à base de NPK”, “PEBD” e “propeno (propileno) não saturado” apresentaram resultados positivos, em contrapartida ao produto “etileno (eteno) não-saturado”.

Os quatro produtos de maior influência sobre a variação no mês representaram 0,93 p.p. no resultado de 0,76%. Os demais 28 produtos contribuíram negativamente.

Metalurgia: houve queda (-1,24%) em relação a agosto, a mais intensa entre as atividades da pesquisa, quebrando a série de quatro aumentos consecutivos nos meses anteriores. O setor acumulou alta de 2,01% no ano e, nos últimos 12 meses, uma variação de 0,05%.

Entre os produtos com mais influencia no mês, estão dois dos quatro com maior peso na atividade: “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aço ao carbono”, com a maior influência negativa entre todos, e “alumínio não ligado em formas brutas” com influência positiva e refletindo em parte o avanço do dólar frente ao real no mês de 1,5%. Os demais em destaque são “bobinas ou chapas de aços inoxidáveis, inclusive tiras”, com variação positiva, e “chapas grossas de aços ao carbono, não revestidos”, com variação negativa.

Entre os 22 produtos selecionados para a pesquisa, os quatro produtos com as maiores influências no mês representaram -1,30 p.p. da variação no mês (-1,24%). Os demais 18 produtos influenciaram em 0,06 p.p.

O produto “bobinas a frio de aços ao carbono, não revestidos” foi destaque no acumulado do ano e “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono”, no acumulado em 12 meses. Ambos com resultados positivos.

Veículos automotores: em setembro, a variação média observada em veículos automotores foi de 0,58%. O acumulado no ano alcançou 2,40%. Em setembro de 2015, o acumulado no ano havia sido de 5,69%. Já o acumulado em 12 meses (3,00%) foi o menor desde julho de 2014 (2,88%).

Além de ser um dos setores de maior peso sobre o indicador geral, a atividade de veículos automotores foi a quarta maior (em módulo) influência sobre o acumulado em 12 meses (0,32 p.p. em 0,52%).

Entre os produtos com maior influência no mês, apenas “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência” teve impacto negativo, em grande parte pelo fato de algumas montadoras estarem com preços promocionais.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 26/10/2016 09:33:15

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