Gráficos e cotações de Hoje

Dólar R$ 3,132
Bovespa 74.538,54
CDI 8,14% a.a
Poupança (mês) 0,5000%
Euro R$ 3,753
Libra R$ 4,234
Conversor de Moeda
Veja a Cotação do Dólar Hoje e Euro hoje


Índice de Preços ao Produtor (IPP) varia 0,78% em novembro


São Paulo, 06/01 (Enfoque) –

Novembro de 2016
 
0,78%
Outubro de 2016
0,09%
Novembro de 2015
-0,42%
Acumulado em 2016
0,40%
Acumulado em 12 meses
0,05%

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) variou 0,78% em novembro, acima dos 0,09% registrados no mês anterior. Com isso, o acumulado no ano chegou a 0,40%, contra -0,37% em outubro. O acumulado em 12 meses foi para 0,05%, acima dos -1,14% de outubro. O IPP mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação e das indústrias extrativas. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.


Tabela 1
Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação
(Indústria Geral) e Seções – Últimos três meses

 
Indústria Geral e SeçõesVariação (%)
M/M-1Acumulado AnoM/M-12
SET/16
OUT/16
NOV/16
SET/16
OUT/16
NOV/16
SET/16
OUT/16
NOV/16
Indústria Geral
0,47
0,09
0,78
-0,46
-0,37
0,40
0,52
-1,14
0,05
B – Indústrias Extrativas
8,19
-1,94
2,20
12,16
9,98
12,40
-3,33
-7,10
5,58
C – Indústrias de Transformação
0,24
0,15
0,73
-0,82
-0,67
0,06
0,64
-0,94
-0,12
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

Em novembro de 2016 (0,78%), 21 das 24 atividades subiram os preços na comparação com outubro, contra 11 do mês anterior. As quatro maiores altas se deram em metalurgia (3,67%), fumo (3,62%), outros equipamentos de transporte (3,24%) e indústrias extrativas (2,20%). Em termos de influência, sobressaíram metalurgia (0,26 ponto percentual – p.p.), outros equipamentos de transporte (0,08 p.p.), alimentos (0,07 p.p.) e indústrias extrativas (0,07 p.p.).

O indicador acumulado no ano (novembro de 2016 contra dezembro de 2015) atingiu 0,40%, contra -0,37% de outubro. Entre as atividades que tiveram as maiores variações percentuais, sobressaíram indústrias extrativas (12,40%), outros produtos químicos (-12,36%), impressão (10,53%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (8,88%). Os setores de maior influência foram alimentos (1,73 p.p.), outros produtos químicos (-1,32 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-0,51 p.p.) e veículos automotores (0,34 p.p.).

Ao comparar novembro de 2016 com novembro de 2015 (acumulado em 12 meses), a variação de preços foi de 0,05%, contra -1,14% em outubro. As quatro maiores variações de preços ocorreram em outros produtos químicos (-14,72%), impressão (13,04%), alimentos (9,45%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (8,96%). Neste indicador, os setores de maior influência foram alimentos (1,87 p.p.), outros produtos químicos (-1,61 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-0,52 p.p.) e veículos automotores (0,41 p.p.).

Entre as grandes categorias econômicas na comparação com o mês anterior, houve variação de 1,34% em bens de capital; 0,63% em bens intermediários; e 0,87% em bens de consumo (0,29% em bens de consumo duráveis e 1,04% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis). A influência das grandes categorias econômicas foi a seguinte: 0,12 p.p. de bens de capital; 0,35 p.p. de bens intermediários; e 0,31 p.p. de bens de consumo (0,29 p.p. de bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,02 p.p. de bens de consumo duráveis).

Na perspectiva do acumulado no ano (0,40%), as variações foram de -0,65% em bens de capital (com influência de -0,06 p.p.); -1,98% e bens intermediários (-1,12 p.p.); e 4,57% de bens de consumo (1,58 p.p.). No último caso, este aumento foi influenciado em 0,24 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e 1,34 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Na taxa anual (acumulado em 12 meses) as variações foram de -0,59% em bens de capital (com influência de -0,05 p.p.); -2,81% em bens intermediários (-1,60 p.p.); e 4,96% em bens de consumo (1,70 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,26 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 1,44 p.p..


Tabela 4
Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral)
e Grandes Categorias Econômicas – Últimos três meses

 
Indústria Geral e SeçõesVariação (%)
M/M-1Acumulado AnoM/M-12
SET/16
OUT/16
NOV/16
SET/16
OUT/16
NOV/16
SET/16
OUT/16
NOV/16
Indústria Geral
0,47
0,09
0,78
-0,46
-0,37
0,40
0,52
-1,14
0,05
Bens de Capital (BK)
0,93
0,11
1,34
-2,08
-1,96
-0,65
-2,09
-2,17
-0,59
Bens Intermediários (BI)
0,62
-0,50
0,63
-2,10
-2,60
-1,98
-2,21
-4,37
-2,81
Bens de consumo(BC)
0,14
1,00
0,87
2,64
3,67
4,57
5,80
4,55
4,96
Bens de consumo duráveis (BCD)
-0,15
0,10
0,29
2,58
2,69
2,99
3,19
2,81
3,29
Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND)
0,23
1,28
1,04
2,65
3,97
5,05
6,62
5,09
5,46
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

21 das 24 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços

Em novembro de 2016, 21 das 24 atividades pesquisadas tiveram alta de preços, com destaque para as seguintes:

Indústrias extrativas: em novembro, os preços do setor avançaram 2,20%. Com este resultado, o acumulado no ano ficou em 12,40%, a maior variação dentre todas as atividades da indústria. Nos últimos 12 meses, o setor também acumula variação positiva de 5,58%. Além de o setor ter se destacado, entre todas as atividades pesquisadas, como a principal variação acumulada observada no ano, também apresentou a quarta maior variação mensal e a quarta maior influência na comparação com o mês anterior (0,07 p.p. em 0,78%). Dentre os quatro produtos analisados na atividade, apenas os preços de óleos brutos de petróleo recuaram no período.

Alimentos: a variação dos preços dos produtos alimentícios foi de 0,32%, maior do que a do mês anterior (0,29%). Com este resultado, o acumulado no ano chegou a 8,66% e, na comparação com o mesmo mês de 2015 (acumulado em 12 meses), os preços estavam 9,45% maiores, a menor taxa desde agosto de 2015 (7,84%). Três produtos aparecem tanto entre as quatro maiores variações quanto entre as maiores influências: açúcar demerara, inclusive açúcar VHP, óleo de soja refinado e resíduos da extração de soja. Dos três, apenas resíduos da extração de soja teve variação negativa, com movimento novamente contrário ao do óleo de soja. O quarto produto em termos de influência positiva foi açúcar cristal. Os quatro produtos mais influentes responderam por -0,09 p.p., sentido oposto à média de variação dos demais produtos do setor e que resultaram na variação de 0,32%.

Refino de petróleo e produtos de álcool: em novembro, os preços do setor voltaram a subir na comparação com o mês anterior, registrando 0,12%, enquanto havia sido de 0,74% em outubro. Esta variação positiva no confronto com os preços do mês anterior não impediu que o acumulado em 2016 registrasse o 11º resultado negativo (-4,84%) seguido, a maior sequência de recuos para este indicador. A sequência de quedas no acumulado também repercute na comparação anual, cujo resultado de -5,00% é o menor para toda a série histórica do IPP. As variações de preços aqui encontradas aparecem entre as maiores influências em duas das três comparações feitas: a terceira maior influência no acumulado, -0,51 p.p. em 0,40% e também a terceira maior influência no acumulado em 12 meses, -0,52 p.p. em 0,05%. Destaca-se, também, o peso de 10,23% que o setor representa na indústria geral, contribuição superada apenas pela fabricação de produtos alimentícios (22,35%) e pela fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (11,18%). Contribuíram para a variação positiva no mês e exerceram influência no mesmo sentido os produtos álcool etílico (anidro ou hidratado), naftas, e querosene de aviação. Em contraposição, para o comportamento dos demais indicadores a maior influência é a variação negativa dos preços de óleo diesel e outros óleos combustíveis, por ser o produto de maior peso no cálculo do setor, superando os 50%.

Outros produtos químicos: a indústria química no mês de novembro apresentou variação de preços de 0,15% em relação a outubro, o que resultou em um acumulado do ano em -12,36% (maior variação observada entre todas as atividades do setor de transformação). Quando comparados com valores do mesmo mês do ano anterior (acumulado em 12 meses), os preços do setor caíram (-14,72%), sendo esta a maior variação registrada e a maior redução de preços na pesquisa. Os produtos borracha de estireno-butadieno e polipropileno (PP) apresentaram resultados positivos, em contrapartida aos produtos herbicidas para uso na agricultura e propeno (propileno) não saturado e foram os de maior influência no resultado mensal, representando um resultado negativo em 0,15 p.p. no resultado de variação de 0,30% no mês, ou seja, os demais 28 produtos contribuíram positivamente com 0,45 p.p.

Metalurgia: em novembro, houve uma reversão das quedas registradas em outubro e setembro, alcançando uma variação positiva de 3,67% (maior variação no mês) e, desta forma, acumulando no ano uma alta de 3,96% em 2016 e, nos últimos 12 meses, uma variação de preços de 3,01%. Três produtos ligados à metalurgia de matérias não metálicos (alumínio não ligados em formas brutas; barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre e ligas de alumínio em formas brutas) figuram entre os de maior variação, sendo que os dois primeiros também são destaques em influência, todos pressionando o resultado positivamente. O último produto em destaque, em termos de variação e de influência, foi bobinas a quente de aços ao carbono, não revestidos. Lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono é o quarto destaque em influência no mês. Os quatro produtos representam 2,91 p.p dos 3,67% de variação no mês contra o mês anterior.

Veículos automotores: em novembro, a alta do setor foi de 0,44%, quarta alta seguida da atividade. Isto fez com que o acumulado no ano alcançasse 3,27%. A título de comparação, em novembro de 2015, o acumulado era de 5,60%. Nos últimos 12 meses, o setor acumulou uma variação de 3,96%. Além de ser um dos setores de maior peso no cálculo do indicador (atrás apenas de alimentos), veículos automotores foi a quarta maior influência na variação acumulada no ano (0,34 p.p. em 0,40%) e também a quarta maior influência no acumulado em 12 meses (0,41 p.p. em 0,05%). Entre os quatro produtos de maior influência na comparação com outubro, todos tiveram impacto positivo no índice, sendo que três deles são os de maiores pesos na atividade: automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência, peças para motor de veículos automotores e caminhão-trator para reboques e semi-reboques. O quarto produto é carrocerias para ônibus. A influência desses produtos foi de 0,45 p.p. em 0,45%, ou seja, os demais 21 produtos da atividade anularam seus resultados.

Outros equipamentos de transporte: os preços de outros equipamentos de transporte tiveram um aumento de 3,24% em novembro, invertendo a queda do mês anterior (-1,28%). Foi a terceira maior variação de preços entre as atividades pesquisadas. Este aumento, no entanto, não foi suficiente para reverter as quedas de preço no acumulado no ano (-8,49%) e no acumulado em 12 meses (-6,75%). Estes índices apresentam variações negativas desde março/16 e agosto/16, respectivamente.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/01/2017 08:24:01

Ricardo Eletro - Finance One
CVC - Hoteis - Finance One

Mais lidos

Bolsa a 100 mil pontos entra no radar
Mesmo depois de ter renovado a máxima histórica, os analistas de ações não só mantêm o otimis...
Otimismo do investidor com Brasil pode ser um sonho
As ações brasileiras têm se saído muito bem neste ano. O índice Ibovespa acumula valorização ...
Ibovespa mostra força e fecha em leve queda, aos 75.974 pontos
SÃO PAULO  -  Em dia de baixa das ações do setor de siderurgia e minério de ferro em queda, o ...
Ibovespa mostra força e fecha com leve queda, aos 75.974 pontos
SÃO PAULO  -  Em dia de baixa das ações do setor de siderurgia e minério de ferro em queda, o ...
Dólar fecha próximo da máxima do dia e mantém patamar de R$ 3,13
SÃO PAULO  -  O câmbio doméstico teve desempenho marginalmente melhor que de pares emergentes n...
Juros futuros caem, com apostas de Selic abaixo do previsto pelo Focus
SÃO PAULO  -  O mercado financeiro acredita numa desaceleração da inflação ainda mais acentua...

Publicidade