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IPCA fica em 0,38% em janeiro


São Paulo, 08/02 (Enfoque) –

Período

 TAXA
JANEIRO de 2017
0,38%
Dezembro de 2016
0,30%
Janeiro de 2016
1,27%
No ano 2017
0,38%
Acumulado nos 12 meses
5,35%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro variou 0,38%, superando os 0,30% de dezembro em 0,08 ponto percentual (p.p.). Este foi o IPCA mais baixo para os meses de janeiro desde 1994, quando foi criado o Plano Real. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice desceu para 5,35%, ficando abaixo dos 6,29% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2016 a taxa foi 1,27%. Clique aqui para acessar a publicação completa.

As tarifas dos ônibus urbanos, que subiram 2,84%, lideraram o ranking dos principais impactos individuais, com 0,07 p.p.. Importante na despesa do consumidor, os ônibus urbanos têm expressiva participação de 2,61% na formação do IPCA. Com isto, o grupo transportes apresentou a mais elevada variação de grupo.

GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
DezembroJaneiroDezembroJaneiro
Índice Geral
0,30
0,38
0,30
0,38
Alimentação e Bebidas
0,08
0,35
0,02
0,09
Habitação
-0,59
0,17
-0,09
0,03
Artigos de Residência
-0,31
-0,10
-0,01
0,00
Vestuário
0,32
-0,36
0,02
-0,02
Transportes
1,11
0,77
0,20
0,14
Saúde e Cuidados Pessoais
0,49
0,55
0,05
0,06
Despesas Pessoais
1,01
0,45
0,11
0,05
Educação
0,07
0,29
0,00
0,01
Comunicação
0,02
0,63
0,00
0,02

Das 13 regiões pesquisadas, as tarifas dos ônibus urbanos ficaram mais caras em oito, especialmente em Brasília (14,75%) e Vitória (15,19%). Em Brasília, o reajuste de 25% vigorou de 02 a 18 de janeiro, quando foi interrompido e retornou à tarifa anterior por decisão da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A partir do dia 28 de janeiro o reajuste de 25,00% voltou a ser aplicado.

Ônibus urbano
Região
Variação (%)
Reajuste (%)
Data
Fortaleza
9,09
16,36
14/01
Salvador
8,50
9,09
02/01
Belo Horizonte
8,38
9,40
03/01
Brasília
14,75
25,00
02/01
Belém
5,56
14,81
19/01
Campo Grande
6,61
8,61
22/12
Recife
6,92
14,28
15/01
Vitória
15,19
16,60
01/01

Ocorreu reajuste, também, nas tarifas dos ônibus intermunicipais em quatro regiões. Na região metropolitana de São Paulo, o reajuste de 6,65% concedido pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) aos ônibus intermunicipais vigorou de 08 a 11 de janeiro, com suspensão a partir do dia 12. Tal reajuste não voltou a ser aplicado no período de referência do índice.

Ônibus intermunicipal
Região
Variação (%)
Reajuste (%)
Data
Belo Horizonte
8,15
9,46
01/01
Salvador
5,43
8,42
26/12
São Paulo
1,22
6,65
08/01
Rio de Janeiro
6,84
12,00
14/01

Os combustíveis (1,28%) também pressionaram as despesas com transporte, já que o litro do etanol subiu 3,10%, com destaque para Campo Grande (6,12%), enquanto o litro da gasolina subiu 0,84%. Mesmo assim, transporte, apesar da variação de grupo mais elevada, apresentou forte desaceleração na taxa de crescimento de preços de dezembro para janeiro, ao passar de 1,11% para 0,77%. Isto se deve, principalmente, às passagens aéreas, que passaram de 26,29% em dezembro para -7,36% em janeiro.

Por outro lado, os grupos alimentação e bebidas, que foram de 0,08% para 0,35%, e habitação, de -0,59% para 0,17%, mostraram significativa aceleração, contribuindo para elevar o IPCA de um mês para o outro. No primeiro, a alimentação consumida fora de casa passou de 0,33% para 0,69%, sendo que os alimentos para consumo em casa foram de -0,05% para 0,17%.

Principais índices alimentícios em alta
Item
Variação mensal
(%)
Variação Acumulada
12 meses
(%)
Dezembro
Janeiro
Cenoura
0,30
7,98
-35,26
Óleo de soja
6,17
7,66
18,29
Farinha de mandioca
1,60
5,51
44,09
Bolo
0,19
3,34
9,22
Hortaliças
1,04
3,32
-8,88
Açaí
-3,47
2,76
-0,55
Margarina
0,48
2,40
11,11
Pescado
2,84
2,39
8,27
Chocolate em barra e bombom
-1,80
2,05
20,00
Atomatado
0,75
1,41
7,86
Café moído
1,33
1,40
19,86
Cerveja fora
0,46
1,24
5,41
Iogurte
1,01
1,15
16,58
Chocolate e achocolatado em pó
-0,10
1,11
13,60
Carnes industrializadas
0,73
1,01
6,50
Pão doce
0,82
0,91
6,86
Lanche fora
0,92
0,76
10,70
Açúcar refinado
1,14
0,71
16,05
Refeição fora
-0,12
0,68
5,07
Leite longa vida
-3,97
0,66
11,77
Pão francês
-0,07
0,65
4,60

Nos alimentos, alguns ficaram bem mais baratos, a exemplo do feijão-carioca (-13,58%), enquanto outros, como o óleo de soja (7,66%), subiram.

Principais índices alimentícios em queda
Item
Variação mensal
(%)
Variação Acumulada
12 meses
(%)
Dezembro
Janeiro
Feijão-carioca
-13,77
-13,58
17,95
Batata-inglesa
-16,12
-8,48
-43,41
Tomate
-2,04
-5,83
-46,59
Feijão-preto
-0,25
-3,75
66,03
Cerveja
0,81
-1,38
5,79
Cebola
4,98
-1,13
-48,56
Leite em pó
-1,36
-1,06
24,50
Farinha de trigo
-1,70
-0,86
1,56
Queijo
-1,05
-0,70
10,87
Frango em pedaços
0,32
-0,66
4,01

No grupo habitação, a queda nas contas de energia elétrica foi menos intensa. Em dezembro, as contas ficaram 3,70% mais baratas, o principal impacto para baixo. Isto devido ao fim da cobrança do adicional de R$1,50 referente à bandeira amarela. Em janeiro, a queda foi de 0,60% e se deve à redução do PIS/COFINS na maioria das regiões pesquisadas. Do lado das altas, destaca-se, em habitação, a taxa de água e esgoto, cuja variação de 0,61% se refere a Campo Grande (7,37%), onde ocorreu reajuste de 8,42% em 03 de janeiro, e ao Rio de Janeiro (5,12%), com reajuste de 7,13% em primeiro de janeiro.

Nos demais grupos sobressaem, em alta, os seguintes itens: excursão (2,51%), leitura (2,27%) e telefone celular (1,67%).

Os artigos de residência (-0,10%) e de vestuário (-0,36%) foram os dois grupos que apresentaram queda no índice do mês.

Na ótica dos índices regionais, o mais elevado foi o de Brasília (0,72%), onde o item ônibus urbano apresentou alta de 14,75% refletindo o reajuste de 25,00% que vigorou de 02 a 18 de janeiro, quando foi interrompido e voltou a ser cobrado em 28 de janeiro. O menor índice foi o da região metropolitana de Porto Alegre (0,18%).

Região
Peso
Regional (%)
Variação mensal (%)
Variação
Acumulada
12 meses (%)
Dezembro
Janeiro
Brasília
2,80
1,12
0,72
5,41
Vitória
1,78
0,63
0,69
4,63
Salvador
7,35
0,32
0,67
5,64
Belo Horizonte
10,86
0,24
0,64
6,02
Fortaleza
3,49
0,60
0,62
7,45
Campo Grande
1,51
0,70
0,56
6,65
Rio de Janeiro
12,06
0,25
0,40
4,84
Belém
4,65
0,20
0,37
6,05
Recife
5,05
0,43
0,32
6,05
Curitiba
7,79
0,14
0,31
4,01
São Paulo
30,67
0,35
0,23
5,22
Goiânia
3,59
0,05
0,20
4,22
Porto Alegre
8,40
-0,04
0,18
5,49
Brasil
100,00
0,30
0,38
5,35

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de dezembro de 2016 a 30 de janeiro 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 29 de dezembro de 2016 (base).

INPC varia 0,42% em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,42% em janeiro e ficou acima da taxa de 0,14% de dezembro em 0,28 p.p.. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice desceu para 5,44%, ficando abaixo dos 6,58% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2016 o INPC registrou 1,51%.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,35% em janeiro, enquanto, no mês anterior, registraram 0,05%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,45%, bem acima da taxa de 0,18% de dezembro.

Quanto aos índices regionais, o mais elevado foi o de Brasília (1,08%), onde o item ônibus urbano apresentou alta de 14,75%, refletindo o reajuste de 25,00% que vigorou de 02 a 18 de janeiro, quando foi interrompido e voltou a ser cobrado em 28 de janeiro. O menor índice foi o da região metropolitana de São Paulo (0,07%).

Região
Peso
Regional (%)
Variação mensal (%)
Variação
Acumulada
12 meses (%)
Dezembro
Janeiro
Brasília1,880,871,085,18
Salvador10,670,200,886,14
Vitória1,830,390,814,66
Belo Horizonte10,600,090,735,72
Fortaleza6,610,510,677,64
Belém7,030,060,576,22
Campo Grande1,640,520,576,27
Rio de Janeiro9,51-0,070,534,32
Recife7,170,500,386,57
Curitiba7,29-0,150,233,78
Porto Alegre7,38-0,120,105,38
Goiânia4,15-0,030,084,08
São Paulo24,240,140,075,11
Brasil100,000,140,425,44

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de dezembro de 2016 a 30 de janeiro 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 29 de dezembro de 2016 (base).

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 08/02/2017 09:00:32

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