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Juro futuro mais longo fecha pressionado

O mercado doméstico de renda fixa voltou a operar sob pressão. Os juros longos tiveram ontem as maiores altas em cerca de uma semana, puxados por um firme ajuste de posições na esteira de notícias sobre depósitos compulsórios, que acabaram fortalecendo a “rotação” de investimentos da renda fixa para a variável.

Essa reorientação tem sido percebida desde setembro, mas começou outubro ainda em ritmo forte. Alguns sinais confirmam a continuidade dessa dinâmica. Na véspera, as taxas de DI de prazos mais dilatados retomaram e ampliaram as altas na parte da tarde, mesmo período em que o Ibovespa arrancou a uma nova máxima recorde, rumo aos 77 mil pontos.

Contribuiu para a demanda compradora de juros a informação de que a gestora Adam Capital, que tem à frente Márcio Appel, um dos mais respeitados gestores do país, zerou, em um de seus fundos, posição aplicada em renda fixa local durante o mês de setembro.

A tese da “grande rotação”, porém, atrai ponderações de algumas casas. A gestora Icatu Vanguarda, por exemplo, considera que o movimento faça “sentido no atual estágio do ciclo e nos atuais níveis de preço”, num cenário que tecnicamente favorece a bolsa. Mas ainda enxerga “valor” em trechos intermediários da curva de juros prefixados, à espera de compressão de prêmios de risco e em meio a um hiato do produto “ainda bastante aberto” – portanto, que oferece condições de mais cortes da Selic.

“Os movimentos verificados fazem parte de um processo mais estrutural de busca por ativos alternativos aos juros, que foram os ‘queridinhos’ do mercado por quase dois anos. Pontualmente, podemos vivenciar esse tipo de dicotomia, mas ainda acho cedo para afirmar que este tema de investimento tenha se encerrado”, diz a Icatu Vanguarda.

Apesar de ter se intensificado na parte da tarde, a alta dos juros veio desde a abertura do pregão, apenas com uma pausa no fim da manhã. O jornal “O Globo” informou que o Banco Central estuda mudanças nos depósitos compulsórios. A reação em alta dos DIs mais longos ocorreu porque reduzir compulsório é o equivalente a aumentar a quantidade de dinheiro disponível na economia, o que seria visto como inflacionário.

Mas analistas questionam o sentido de uma mudança nessa área neste momento, especialmente porque a demanda por crédito segue limitada. De toda forma, reconhecem que o dia fraco de catalisadores abriu espaço para investidores operarem em cima da informação – mesmo que apenas para operações de giro, aquelas que não representam abertura de novas posições.

De forma geral, o entendimento é que o mercado segue à espera de fatores mais relevantes antes de montar novas estratégias. No curto prazo, o principal evento é a divulgação do resultado do IPCA de setembro, marcada para sexta-feira.

No fechamento, o juro com vencimento em janeiro de 2021 registrava alta, a 8,870% ao ano, frente a 8,790% do encerramento pregão anterior.

No mercado de câmbio, o dólar teve queda de 0,25%, para R$ 3,1465. O mercado deve operar hoje na expectativa por indicadores econômicos nos EUA e pelo discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, BC americano), Janet Yellen.

Fonte: Valor Econômico

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