Gráficos e cotações de Hoje

Dólar R$ 3,128
Bovespa 74.538,54
CDI 8,14% a.a
Poupança (mês) 0,5000%
Euro R$ 3,753
Libra R$ 4,244
Conversor de Moeda
Veja a Cotação do Dólar Hoje e Euro hoje


Juros futuros caem, com maior recuo da percepção de risco em 7 semanas

SÃO PAULO  –  A percepção de risco no mercado de juros futuros da B3 sofreu nesta quarta-feira a maior queda em sete semanas, num dia em que tanto fatores externos quanto internos colaboraram para um rali dos ativos brasileiros. Ainda há dúvidas sobre a sustentabilidade do movimento, mas o conjunto de notícias de hoje reforça a ideia de que há espaço para os juros caírem mais. Isso confere prêmio ao mercado e, portanto, espaço para ganhos adicionais na renda fixa.

Os mercados – que já vinham embalados pelo apetite por risco no exterior e pela repercussão positiva da aprovação da reforma trabalhista – ganharam ainda mais força após a notícia de que o ex-presidente Lula foi condenado, pelo juiz Sergio Moro, a nove anos e seis meses prisão por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A condenação ainda é em primeira instância, mas a notícia deu esperanças aos investidores de que o petista possa ver minguar sua chance na corrida presidencial de 2018. Com Lula fora, o mercado acredita haver mais probabilidade de eleição de um candidato “comprometido” com a agenda de reformas econômicas, especialmente a da Previdência.

O maior receio hoje é a política econômica voltar à heterodoxia, o que poderia acontecer, na visão do mercado, com a esquerda retornando ao poder. A expectativa de que isso não ocorra tem segurado os preços em trajetória positiva nas últimas semanas, apesar da gravidade da crise política e do risco de a reforma da Previdência não ser aprovada em 2017.

“Tudo indica que Lula deve ir mais enfraquecido para a campanha, se conseguir se candidatar. E isso já faz diferença para o mercado”, afirma o sócio-gestor da Leme Investimentos Paulo Petrassi. Ele vê como “totalmente justificável” o Banco Central reduzir a Selic em 1 ponto percentual no fim deste mês.

Ao longo desta semana, algumas grandes casas, como o BofA, revisaram para baixo a estimativa para a Selic, citando o comportamento benigno do câmbio, a inflação em queda e a atividade econômica longe de retomada consistente. Hoje, o dólar opera na casa de R$ 3,20, nas mínimas desde o estouro da crise política, em 17 de maio.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2023 caía a 10,230% (10,450% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 cedia a 8,640% (8,730% no ajuste anterior). Com isso, a diferença entre essas duas taxas – conhecida também como inclinação, uma medida de risco – recuava a 159 pontos-base, recuo de 13 pontos. É a maior baixa diária desde 24 de maio (-15 pontos).

A inclinação entre os DIs janeiro/2019 e janeiro/2018 – que reflete expectativas para os movimentos da Selic ao longo de 2018 – baixou 2,5 pontos-base, para -8 pontos. É o menor patamar desde os -15 pontos do dia 17 de maio – último antes do estouro da crise, período em que o mercado vinha numa rodada de revisões de baixa para a Selic.

Fonte: Valor Econômico

Ricardo Eletro - Finance One
CVC - Hoteis - Finance One

Mais lidos

Dólar resiste à pressão externa e cai com sinais de fluxo positivo
SÃO PAULO  -  O dólar terminou a sessão em queda, deixando para trás a pressão observada mais...
Dólar resiste à pressão externa e cai com sinal de fluxo positivo
SÃO PAULO  -  O dólar terminou a sessão em queda, deixando para trás a pressão observada mais...
Ibovespa oscila em dia de Fed, mas retoma os 76 mil pontos
SÃO PAULO  -  Em um dia que pressão por realização de lucros e reunião do Federal Reserve, o ...
Juros futuros reduzem queda após Fed, mas mantêm viés de baixa
SÃO PAULO  -  Os juros futuros reduziram a queda durante a tarde desta quarta-feira, seguindo a r...
Banco Central ganha R$ 1,275 bilhão com swaps em setembro até dia 15
BRASÍLIA  -  O Banco Central (BC) registra ganho de R$ 1,275 bilhão com as operações de swap c...
Mercados têm dia calmo, de olho nos juros dos EUA; Ibovespa recua
SÃO PAULO  -  Os mercados financeiros nacionais operam de olho na decisão do banco central dos E...

Publicidade