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Juros futuros fecham em baixa, com apostas em Copom mais agressivo

SÃO PAULO  –  As taxas de juros afundaram mais uma vez nesta sexta-feira, o que garante ao mercado de renda fixa a melhor semana em três meses e meio, após dias marcados pelo fortalecimento de apostas num Comitê de Política Monetária (Copom) mais agressivo na próxima reunião. O DI julho de 2017 – que reflete apostas para o Copom de maio – foi novamente o mais negociado, com 350.795 contratos. Isso evidencia os ajustes de posições do mercado de olho na política monetária.

Algumas taxas de DI, com as de vencimento em janeiro de 2018 e janeiro de 2019, bateram mínimas recordes. O DI janeiro de 2019 perdeu o nível de 9% ao ano, tocando 8,93%. O movimento é sequência dos últimos dias e reflete investidores reforçando posições vendidas em taxa diante das chances de o Banco Central acelerar novamente o ritmo de alívio monetário.

Há grande expectativa, porém, se o presidente do BC, Ilan Goldfajn, vai respaldar esses ajustes do mercado. Ilan fala no fim desta tarde em encerramento do seminário de metas de inflação, que ocorre no Rio de Janeiro. As últimas falas de Ilan se concentraram numa avaliação mais cautelosa para o interregno benigno, mas também numa surpresa com as leituras mais baixas de inflação e na importância da aprovação das reformas fiscais.

Mais recentemente, o texto-base da reforma da Previdência foi aprovado em comissão na Câmara dos Deputados, com especulações de que o governo já tem os votos mínimos necessários para levar a votação em plenário. Ao mesmo tempo, os índices de inflação continuaram chamando a atenção pelos níveis baixos. E o cenário externo melhorou, com queda generalizada dos prêmios de risco.

Não à toa, operadores ampliaram posições em corte além de 1 ponto percentual no encontro do Copom de maio. As apostas embutem nesta sexta-feira quase 55% de probabilidade de redução superior a 1 ponto. Ontem, a precificação estava pouco abaixo de 50%.

Na próxima semana, o destaque da agenda econômica será o IBC-Br de março. O Haitong projeta queda de 1,2% ante fevereiro, com ajuste sazonal. “A sinalização de atividade econômica reforçará a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário nos próximos meses”, diz a casa em nota, reiterando expectativa de Selic a 9% ao fim de 2017.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI julho/2017 caía a 10,448% (10,478% no ajuste anterior). O DI janeiro/2018 cedia a 9,135% (9,180% no último ajuste). O DI janeiro/2019 recuava a 8,950% (9,010% no ajuste de ontem). E o DI janeiro/2021 cedia a 9,660% (9,730% no ajuste da véspera).

Fonte: Valor Econômico

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