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Juros futuros sobem com incerteza fiscal e tensões geopolíticas

SÃO PAULO  –  A combinação nada positiva entre risco no exterior e maior preocupação com a situação fiscal do Brasil garantiu novo dia de pressão na curva de juros local do Brasil. A inclinação entre vértices de seis e dois anos renovou a máxima em quatro anos, a 194 pontos-base, num claro indicativo da maior demanda de investidores por proteção contra a incerteza de longo prazo.

Ao longo de toda a sessão, o mercado operou em cima da expectativa pela divulgação da nova meta de déficit primário para este ano e o próximo. Mas os jornalistas Fábio Graner e Andrea Jubé relatam que o anúncio não deverá ser feito nesta quinta-feira (10), com indicativo de que ocorra apenas na semana que vem — o que também não está garantido. Os jornalistas citam fontes do Palácio do Planalto.

No mercado, já há perspectiva de que as metas sejam revisadas para pior, diante da frustração com a arrecadação em meio à lenta retomada da economia. Porém, a ausência de novos números e, sobretudo, a falta de confirmação sobre que medidas paralelas viriam para contrabalançar o efeito negativo de piora das metas geram mais ansiedade entre investidores, num momento em que a aprovação da reforma da Previdência antes de 2018 segue sob xeque.

“Todo mundo sabe que a meta não será cumprida. A questão é que ‘historinha’ o governo vai contar. E se vai convencer”, diz o profissional de uma gestora, destacando a pressa do mercado em saber quais contrapartidas serão anunciadas para minimizar o impacto de uma piora da meta fiscal.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2023 ia a 10,020% (9,920% no ajuste anterior). O DI janeiro/2021 avançava a 9,410% (9,330% no ajuste de ontem). O DI janeiro/2019 tinha taxa de 8,080% (8,070% no último ajuste). E o DI janeiro/2018 subia para 8,180% (8,170% no ajuste anterior).

Não bastassem questões locais, o ambiente externo tampouco trouxe ventos favoráveis. A quinta-feira é forte aversão a risco, com disparada do índice VIX de volatilidade, queda expressiva das bolsas de valores americanas e dos juros dos Treasuries, num movimento compatível com momentos de estresse. Receios geopolíticos continuam a dar o tom, após a escalada nesta semana entre os governos americano e norte-coreano.

O iShares J.P. Morgan EM Local Currency Bond ETF — fundo de índice negociado em Nova York que mede o desempenho de títulos de dívida de mercados emergentes em moeda local — caía 0,21%, para o menor patamar desde 17 de maio.

Fonte: Valor Econômico

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