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Mercado avalia Selic ainda mais baixa

As constantes surpresas do lado da inflação, o câmbio comportado e a piora das estimativas para a atividade econômica começam a provocar uma rodada de revisões de baixa para a taxa Selic. O boletim Focus divulgado nesta semana já trouxe nova redução dos prognósticos não só para este ano, como também para 2018. E, embora a mediana das projeções ainda contemple juro na casa de 8%, algumas grandes instituições já veem taxa na faixa de 7% ainda neste ano.

A queda das estimativas tem ocorrido em meio a uma melhora dos preços dos ativos financeiros no Brasil. Além do alívio dos juros negociados na B3 – que reflete valorização de papéis de renda fixa -, o real voltou a ser destaque positivo nos mercados de câmbio. Ontem, o dólar comercial fechou em queda de 0,24%, a R$ 3,2524, menor patamar desde 1º de junho. A moeda brasileira tem o melhor desempenho entre as principais divisas no acumulado de julho e zerou as perdas desde o início do ano.

A tranquilidade do lado cambial tem sido atribuída a constantes fluxos de investimento direto, à abundante liquidez no exterior e ao elevado custo de carregamento de posição de venda em reais, além das atuações do Banco Central por meio das rolagens de swaps cambiais tradicionais – derivativo que protege o investidor da variação cambial. Isso tudo em meio à perspectiva de que a agenda de reformas seja mantida, ainda que em ritmo mais lento.

Com a economia ainda lutando para reagir, a estabilidade do câmbio tem sido apontada como fator a manter a inflação em trajetória descendente, movimento que daria ainda mais espaço para o Banco Central cortar os juros.

Baseado nesse raciocínio, o BofA Merrill Lynch decidiu revisar sua estimativa para a meta Selic. O banco agora prevê taxa de 7,75% neste ano, ante cenário anterior de 8,25%. O BofA acredita que o patamar de 7,75% deverá ser mantido até o fim de 2018. “Uma repentina mudança no pano de fundo global é um risco à nossa visão, mas precisaríamos ver uma forte depreciação do real afetar as expectativas de inflação para uma mudança de ritmo de distensão monetária”, diz o BofA. O banco também alterou seu prognóstico para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês. A instituição passou a trabalhar com queda de um ponto percentual da Selic. O juro básico está hoje em 10,25% ao ano.

A curva de juros da B3 mostra o mercado mais posicionado em prol de corte de 1 ponto do que de 0,75 ponto – cenário que até uma semana atrás ainda era preponderante. Nesse intervalo, o IPCA de junho – divulgado na última sexta-feira – confirmou a primeira deflação do índice em 11 anos e surpreendeu ao mostrar taxa mais negativa que a esperada. Engrossando a lista de índices revelando deflação, o IGP-M da primeira prévia de julho caiu 0,95%, menor taxa de toda a série histórica, iniciada em 1989.

E a fragilidade da economia sugere que as leituras de preços devem continuar baixas. O economista do Banco Pine Marco Caruso considera que “a menor incerteza é que vivemos mais um choque negativo para a atividade”. “Se o crescimento de 2017 e 2018 for de fato menor, em um ambiente sem reavaliação relevante do câmbio, então a inflação deve seguir surpreendendo positivamente”, afirma. O Pine agora estima Selic de 7,5% ao fim do atual ciclo de distensão monetária. Antes, previa taxa de 8,5%. Levando em conta os cenários políticos possíveis e os respectivos níveis de risco país, Caruso chega a uma taxa de câmbio entre R$ 3,35 e R$ 3,40 por dólar.

Mesmo quem não alterou “call” para a Selic ou trabalha com estimativas aquém da média do mercado ou admite a possibilidade de revisar as estimativas para baixo. É o caso do Santander Brasil, que trabalha com juro de 8,5% no fim do ciclo, taxa que deve ser mantida até o encerramento de 2018. Mas o economista-chefe da instituição, Maurício Molon, reconhece que, no momento, o risco é de haver corte mais intenso do juro – inclusive neste mês. Por ora, o Santander ainda espera declínio de 0,75 ponto no próximo dia 26.

O Banco Fibra vê Selic de 7% ao término do atual ciclo de queda dos juros. Cristiano Oliveira, economista-chefe da instituição, diz que desde o início via a atual crise política como um vetor desinflacionário, o que o levou a manter a expectativa de Selic na mínima recorde. O economista vê a taxa de R$ 3,30 como teto para o dólar nos próximos meses e não descarta apreciação extra do real. Com o câmbio comportado, o Banco Central tem espaço para reduzir o juro em um ponto percentual no fim deste mês, para 9,25%.

Fonte: Valor Econômico

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