Taxa de brasileiros otimistas com situação econômica do país aumenta em dezembro, diz Ipea

(Ag. Brasil)  – A taxa de brasileiros que estão otimistas quanto à situação econômica do país ficou em 67,2% em dezembro, 3,5 pontos percentuais a mais do que em novembro e maior do que o apurado no mesmo período de 2010 (64,6%). Segundo o Índice de Expectativa das Famílias (IEF) divulgado hoje (5), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 78,2% das famílias indicaram estar melhor financeiramente atualmente do que há um ano, número maior do que o analisado no mês anterior (74,7%).

A pesquisa revelou ainda que 86,6% das famílias têm expectativas positivas para a situação familiar este ano. Outras 57,4% acreditam que o momento é ideal para adquirir bens de consumo, enquanto 39,2% consideram que não é o momento de ir às compras.
De acordo com o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, o otimismo das famílias brasileiras deve-se à confiança de que o país continua crescendo mesmo que em um ritmo menor e que, ainda assim, o crescimento registrado permitiu a ampliação dos postos de trabalho, além da elevação da renda, principalmente nos segmentos que constituem a base da pirâmide social.
“Ao mesmo tempo, dezembro é um mês em que se recebe o décimo terceiro salário e em que se ampliam as vagas de trabalho temporárias, dando a perspectiva de que esse tipo de situação possa ter continuidade ao longo do ano de 2012”.
Pochmann ressaltou que as pessoas com maior grau de escolaridade são as mais otimistas enquanto as de menor grau de escolaridade são as mais pessimistas. Os dados indicam que, entre os otimistas, 73% possuem grau superior, acima dos 63,2% registrados no mês de novembro. Entre os pessimistas, estão 57,7% que não têm escolaridade, menos do que no mês anterior (59%). A classe sem escolaridade teve crescimento das expectativas negativas, para os próximos 12 meses, de 26,4%, registrados em novembro, para 30,3%, em dezembro.
O presidente do Ipea disse também que o segundo semestre do ano passado foi um momento em que as famílias decidiram fazer ajustes quanto ao seu endividamento. Os dados mostraram que, em dezembro, 56,1% das famílias afirmaram não ter dívidas, mais do que o registrado no mês anterior (55,6%). “A elevação da taxa de juros no ano passado, de certa maneira, serviu como processo educativo para as famílias não tomarem tanto crédito quanto vinham tomando”, observou Pochmann.
De acordo com os números, 92,3% das famílias não planejam tomar empréstimo ou financiamento para adquirir algum bem nos próximos três meses. Em novembro, esse índice era de 89,8%.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
05/01/2012 15:09:33

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

MercadoPago-01-300x250_cheio-Finance-One
LATAM - Ofertas Brasil - Finance One

Multinacionais podem reajustar valor de produtos exportados para pagar menos tributos

As multinacionais que operam no Brasil podem fazer uma mudança contábil que reduzirá o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) a serem pagos. As empresas poderão reajustar em 11% o valor de produtos exportados para unidades da própria companhia no exterior.
O índice de correção foi definido em portaria assinada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em 30 de dezembro. No entanto, somente hoje (4) a Receita Federal editou instrução normativa para regulamentar as mudanças.
Segundo o chefe substituto da Divisão de Tributação Internacional da Receita, Flávio Barbosa, as multinacionais estavam reclamando que, em boa parte de 2011, foram punidas pela queda do dólar. No ano passado, a cotação da moeda norte-americana caiu de janeiro a setembro e só subiu no último trimestre, com o agravamento da crise econômica internacional.
As multinacionais que exportam para uma mesma unidade podem praticar preços diferentes dos valores de mercado, já que o negócio ocorre dentro da própria empresa. Para evitar o uso de preços artificiais, o Fisco tributa a diferença entre os preços do mesmo bem nas exportações e no mercado interno. A diferença é incorporada no lucro da empresa, sobre o qual incide o Imposto de Renda e a CSLL.
De acordo com Barbosa, a queda do dólar diminui, em reais, o preço dos bens exportados, o que aumenta a diferença em relação ao valor de mercado e a parcela a ser tributada. Dessa forma, todos os anos, a Fazenda permite a aplicação de um índice de correção para o valor dos produtos exportados por uma filial à matriz ou à filial em outro país. Esse procedimento é feito desde 2005. “A mudança corrige uma distorção que fazia com que empresas fossem tributadas exclusivamente pela valorização do real”, disse o técnico.
Para chegar ao índice de 11%, a Receita comparou a média do câmbio em 2011 com a cotação média nos três anos anteriores. Segundo Barbosa, isso explica por que o valor foi reajustado, embora o dólar tenha subido 12,15% no ano passado. “Em 2008, a cotação média foi R$ 1,95”, explicou. Ele lembrou ainda que, em 2011, a moeda norte-americana só começou a subir depois de setembro: “Ao longo da maior parte do ano, as empresas foram afetadas pela queda do dólar”.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
04/01/2012 17:28:24

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

MercadoPago-01-300x250_cheio-Finance-One
LATAM - Ofertas Brasil - Finance One

Cuba começa a abrir economia interna com financiamento de reforma e construção de casas

A partir do próximo dia 15, o governo de Cuba vai conceder ajuda financeira para os cidadãos interessados em reformar e até mesmo construir suas casas. Os recursos são para a compra de material de construção e o pagamento de mão de obra, segundo informações do jornal oficial do país, Granma. A iniciativa faz parte de um plano do governo do presidente cubano, Raúl Castro, de abertura da economia interna.
De acordo com o diário, a ajuda será destinada a famílias, beneficiadas ou não por programas de assistência social, afetadas por desastres naturais, como ciclones, inundações, deslizamentos de terra e incêndios. Pessoas que vivem em condições vulneráveis e sem renda suficiente para custear uma reforma também serão beneficiadas.
Conforme as regras, os recursos virão da venda dos materiais de construção em cada província da ilha. Ao receber a ajuda, o beneficiário deverá assinar um contrato no qual assume o compromisso de usar o dinheiro somente para reforma da casa ou reconstrução da mesma.
A concessão deste tipo de ajuda está prevista na legislação aprovada no 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba. Com essa medida, conforme o diário, o governo cubano quer acabar com o repasse de subsídios indevidos.
A economia cubana passa por um momento bastante delicado, como admitem as autoridades do país. A situação se agravou devido ao embargo norte-americano que atinge operações bancárias, financeiras e econômicas desde 1962.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
04/01/2012 15:49:40

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

CVC - Promo Verão - Finance One
LATAM - Destinos Nacionais - Finance One

Novo mínimo diminuirá inadimplência, mas há riscos de mais endividamento, alertam especial

O aumento de R$ 77 no salário mínimo (ganho real de 9,2%) deve levar muitos trabalhadores a colocar em dia as prestações, zerar empréstimos e recuperar o crédito. “Vou usar o aumento para pagar as contas, dívidas, é o que dá para fazer”, avalia a auxiliar administrativa Suziane da Silva, 23 anos, que no próximo pagamento receberá R$ 622.
“Esse dinheiro só vai servir para uma coisa: pagar as contas que sempre ficam por ser quitadas no final do mês”, concorda a panfleteira Fabiana Aguiar, de 29 anos. “Vou usar esse dinheiro a mais para quitar as contas de casa e, se sobrar algum [dinheiro], vou tentar encher a geladeira”, confirma o ajudante Luís Carlos Pereira da Silva, 29 anos.
As decisões de Suziane, Fabiana e Luiz Carlos em pagar suas dívidas deverão favorecer a diminuição geral da inadimplência que em 2011 alcançou 7,3% dos empréstimos. Se o comportamento dos três for generalizado, haverá um grande benefício para a economia: cairão os juros ao consumidor, destacam especialistas.
De acordo com o economista Carlos Henrique de Almeida, da Serasa Experian, um terço do spread bancário é determinado pela inadimplência. Ele avalia que, com o pagamento das dívidas, haverá uma diminuição da pressão sobre os juros e em abril, um ambiente de taxas menores para o consumidor. “A visão do mercado é que a inadimplência já está chegando no topo”, pondera.
Ele não descarta, entretanto, a possibilidade do alto endividamento se perpetuar junto a consumidores de baixa renda. A preocupação é que “embora a inadimplência aconteça em todas as classes de renda, a classe mais baixa, que tomou mais crédito, é a que acaba tendo mais dificuldades para honrar suas dívidas”. Se o padrão for mantido, o mercado financeiro tende a cobrar “prêmio maior” (juros mais altos) em função de riscos maiores.
Para o especialista em educação financeira Álvaro Modernell, o aumento do mínimo deveria ser aproveitado para quitar dívidas e fazer poupança. Em sua opinião, falta orientação do governo nesse sentido e as pessoas deveriam ser estimuladas a poupar seis a dez meses por ano e, assim, “criar vacinas ao endividamento”. Ele avalia que a oferta de crédito dá poder de barganha, mas o dinheiro poupado favorece o consumidor na negociação. “Além das condições de pagamento, ele negocia preço”, salienta.
Na opinião do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Jr., “quase 100% do aumento vai para o consumo”. Segundo ele, os consumidores de baixa renda “vão pagar uma continha que ficou para trás”, mas irão gastar o aumento no comércio – especialmente com alimentos, roupas, calçados e com bens duráveis (eletrodomésticos como geladeiras e móveis). Pellizzaro Jr. prevê que, no próximo mês, o consumo no varejo cresça entre 4% e 4,5%, incluindo os gastos com papelarias por causa do retorno às aulas, devido ao novo mínimo.
De acordo com dado divulgado hoje (3) pela Serasa Experian, jovens adultos das periferias e moradores da zona rural foram os segmentos da população cujas consultas ao sistema financeiro para tomada de empréstimo em 2011 mais cresceram (incremento de 3,3% e 3,1%, respectivamente). De cada 100 consultas sobre cadastro financeiro, cerca de 18 foram para jovens da periferia e cerca de 15 para pessoas da zona rural.
 

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
03/01/2012 15:03:36

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

Mercado-Pago-02-300x250_parcelado-Finance-One
CVC - Hoteis - Finance One

Reservas internacionais crescem 22% em 2011 e atingem US$ 352 bilhões

O Banco Central (BC) divulgou hoje (2) que as reservas internacionais brasileiras encerraram o ano passado com o volume recorde de US$ 352,012 bilhões, ou US$ 63,437 bilhões a mais que os US$ 288,585 bilhões registrados no final de 2010.
Houve, portanto, um crescimento de 21,98% em 2011, como decorrência, em grande parte, das compras feitas pelo BC no mercado à vista de câmbio para conter a desvalorização da moeda norte-americana. Notadamente no primeiro semestre do ano, quando a forte entrada de dólares no mercado interno levou o banco a fazer intervenções quase diárias.
Isso, apesar da adoção de medidas para dificultar a especulação financeira de investidores estrangeiros, como o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas negociações de curto e médio prazos, bem como nos empréstimos tomados por brasileiros lá fora.
Mesmo assim, o dólar atingiu cotação mínima de R$ 1,54 em 2011, no dia 26 de julho, fazendo com que o governo baixasse, no mesmo dia, a Medida Provisória 539, que autorizava o Conselho Monetário Nacional (CMN) a estabelecer condições específicas. Dentre elas, a cobrança de até 25% do valor da operação com títulos ou valores mobiliários que envolva derivativos de outros ativos financeiros.
Além do maior custo financeiro nas aplicações externas, o movimento especulativo com dólar começou a perder força depois que o BC inverteu, no final de agosto, o processo de política monetária. A taxa básica de juros (Selic), em alta nos sete primeiros meses do ano, caiu, então, de 12,5% para 12% ao ano.
A redução da Selic, reprisada nas duas reuniões seguintes do Comitê de Política Monetária (Copom), fez com que a taxa básica de juros encerrasse o ano em 11%. A mudança na política monetária e as medidas de encarecimento das operações externas fizeram com que a cotação do dólar começasse a se recuperar, e em outubro o BC abandonou as intervenções diárias no mercado de câmbio.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
02/01/2012 17:20:04

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

Mercado-Pago-02-300x250_parcelado-Finance-One
LATAM - Destinos Nacionais - Finance One

BC publica circular com normas sobre exigibilidade de aplicação em microcrédito

O Diário Oficial da União publica hoje (2) carta-circular do Banco Central que regulamenta as normas sobre o direcionamento obrigatório de 2% dos depósitos à vista para operações de microcrédito.
A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional em agosto passado para fomentar a inclusão financeira da população de menor renda, em linha com o Programa Crescer do governo federal.
A principal novidade é a ênfase no chamado microcrédito produtivo orientado, que corresponde ao financiamento das atividades produtivas do microempreendedor. A norma prevê que, dos 2% do saldo de depósitos à vista que devem ser aplicados em microcrédito, pelo menos 80% sejam direcionados para microcrédito produtivo orientado. Os 20% restantes podem ser direcionados para o consumo.
O percentual mínimo de aplicação em operações de microcrédito produtivo orientado será introduzido de forma progressiva, sendo 10% a partir de janeiro de 2012, 40% a partir de julho, 60% a partir de janeiro de 2013, atingindo os 80% em julho de 2013.
A medida trouxe também alguns aprimoramentos: permite que o tomador de microcrédito (população de baixa renda e/ou microempreendedores) possa contratar mais de uma operação do gênero, inclusive para diferentes propósitos – investimentos em bens, capital de giro etc, respeitado o teto de R$ 20 mil; reduz o teto da Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) – prevista em lei para operações do gênero – para microempreendedores, de 4% para 3% do valor do crédito; e impõe que bancos com mais de 10 mil clientes de microcrédito produtivo orientado implementem controles internos específicos para verificar a adequação das operações às regras pertinentes, com revisão anual por parte da respectiva auditoria interna.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
02/01/2012 11:23:04

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

MercadoPago-01-300x250_cheio-Finance-One
CVC - Hoteis - Finance One

Novo salário mínimo nacional de R$ 622 entra em vigor

(Ag. Brasil) – Entrou em vigor a partir de ontem (1º) o reajuste do salário mínimo, que passa de R$ 545 para R$ 622, um aumento de R$ 77. O novo salário mínimo corresponderá a R$ 20,73 por dia e o valor pago pela hora de trabalho será de R$ 2,83.

De acordo com cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento de 14,13% vai injetar R$ 47 bilhões na economia brasileira. Descontada a inflação estimada para 2011, o aumento real do salário mínimo deve ser de 9,2%.
Ainda segundo o Dieese, 48 milhões de pessoas têm sua renda vinculada ao valor do salário mínimo e, portanto, serão diretamente beneficiadas com o aumento. O governo também passará a arrecadar R$ 22,9 bilhões a mais devido ao aumento do consumo causado pelo reajuste.
O novo salário mínimo de R$ 622 terá impacto de R$ 23,9 bilhões nas contas públicas em 2012. De acordo com governo, a maior parte desse montante corresponde aos benefícios da Previdência Social no valor de um salário mínimo que serão responsáveis pelo aumento de R$ 15,3 bilhões nas despesas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O método de reajuste do salário mínimo foi definido por meio de medida provisória aprovada pelo Congresso. A lei que fixa a política de reajuste do salário mínimo estabelece que o valor será reajustado, até 2015, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Também começa a valer hoje o reajuste de 14,12% no valor do benefício do seguro-desemprego. Com isso, o valor máximo pago ao trabalhador passa de R$ 1.010,34 para R$ 1.163,76. O percentual de reajuste está em resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador publicada no dia (30) no Diário Oficial da União.
O benefício é pago em, no máximo, cinco parcelas de forma contínua ou alternada. Quem, nos últimos três anos, trabalhou entre seis meses e 11 meses recebe três parcelas. Aqueles que trabalharam entre 12 meses e 23 meses recebem quatro parcelas e quem comprovar vínculo empregatício de, no mínimo, 24 meses, recebe cinco parcelas.
Tem direito ao seguro-desemprego o trabalhador dispensado sem justa causa, que tenha recebido salários consecutivos no período de seis meses anteriores à data de demissão e tenha sido empregado de pessoa jurídica por pelo menos seis meses nos últimos 36 meses.
O trabalhador tem do sétimo dia ao 120º dia após a data da demissão do emprego para requerer o benefício.
 

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
02/01/2012 08:36:07

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

CVC - Caribe - Finance One
CVC - Hoteis - Finance One

Consumo nacional de energia elétrica acumula alta de 3,8% até novembro

(Ag. Brasil) – O consumo nacional de energia elétrica cresceu 3,4% em novembro, em comparação ao mesmo mês de 2010, acumulando alta de 3,8% em 11 meses, em relação a igual período do ano passado. Os dados foram divulgados hoje (28) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

O crescimento do consumo de energia foi motivado principalmente pela atividade do comércio, seguido pelo consumo das famílias, disse à Agência Brasil o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.
“Há o efeito renda. Como tem aumentado muito a renda das pessoas, o consumo está bastante aquecido. Com isso, os setores que mais têm consumido energia elétrica são os de serviços e residencial”, declarou. O crescimento da demanda de energia no setor de comércio e serviços atingiu 6,60% em relação a novembro de 2010, enquanto o consumo das famílias evoluiu 4,3%.
Já o consumo industrial, segundo Tolmasqui, não tem crescido tanto em função da crise internacional. “Ainda está com um baixo crescimento. Cresceu apenas 1,4%, em novembro deste ano, contra novembro do ano passado”. O presidente da EPE declarou que uma exceção é a indústria de São Paulo, que vem demonstrando expansão mais intensa. O crescimento do consumo de energia da indústria paulista em novembro foi 2,4%, maior nível desde março, quando atingiu 2,5%.
Tolmasquim analisou que, de maneira geral, o ano de 2011 não mostrará um crescimento do consumo de energia tão significativo como ocorreu em 2010, quando a economia teve uma expansão de 7,5% e o consumo de energia subiu 7,8%. A expectativa é que o consumo aumente entre 3,6% e 3,8% este ano.
Na avaliação dele, a ocorrência de temperaturas baixas para o período fez com que o crescimento do consumo de energia no mês de novembro fosse o menor do segundo semestre. “Isso teve um efeito sobretudo sobre o setor residencial”.
Segundo Tolmasquim, considerando para 2012 um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4% ao ano, a expansão do consumo de energia elétrica no Brasil ficará em torno de 4,5%. “Nós estamos vendo que 2012 deve ser um ano melhor que 2011”. Ele acredita que a partir de 2013, a economia deve crescer mais fortemente e esse movimento será acompanhado pelo aumento do consumo de energia no país.
O presidente da EPE assegurou que não haverá problemas de falta de energia no próximo ano para os consumidores brasileiros. “Nós estamos hoje com uma situação bastante tranquila. Temos um excedente de oferta de energia que permitiria ao Brasil crescer, inclusive, a taxas maiores”.
Do ponto de vista estrutural, há mais usinas em funcionamento do que a demanda. Do lado conjuntural, a situação é de boa hidrologia. “2011 foi o melhor ano dos últimos dez anos em termos de hidrologia. Portanto, os reservatórios estão bastante cheios”, informou. “A situação é de bastante tranquilidade”, reiterou.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
28/12/2011 15:58:29

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

CVC - Caribe - Finance One
LATAM - Destinos Nacionais - Finance One

FGTS prevê R$ 36 bilhões para habitação e infraestrutura

O Diário Oficial da União trouxe hoje o orçamento dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2012. Estão previstos R$ 36 bilhões do fundo para investimentos em habitação e projetos de infraestrutura urbana. O documento prevê, entre outros itens, o financiamento de 800 mil casas populares e reserva R$ 4 bilhões para financiar o transporte urbano ligado à Copa do Mundo de 2014.
Está previsto ainda, o crédito de R$ 5 bilhões para o transporte urbano em 2012. Dos projetos beneficiados com os recursos dos trabalhadores, R$ 4 bilhões irão especificamente para o financiamento de projetos ligados à realização da Copa do Mundo de 2014.
Na área de habitação, o FGTS prevê a construção de 800 mil casas, sendo 600 mil para famílias com renda bruta mensal de até R$ 3,1 mil e outras 200 mil unidades habitacionais para famílias com renda bruta de até R$ 5 mil.
O documento cita que serão destinados R$ 3 bilhões para “produção ou aquisição de imóveis novos, passíveis de enquadramento nas definições legais estabelecidas” do programa Minha Casa, Minha Vida e do Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU), sendo que 80% do crédito será voltado a municípios em regiões metropolitanas, capitais ou que tenham população superior a 100 mil habitantes.
O orçamento do Fundo prevê ainda R$ 5 bilhões em crédito para projetos de saneamento básico, sendo que R$ 4,2 bilhões serão destinados para iniciativas do setor público e o restante do segmento privado.

Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
28/12/2011 10:11:55

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

CVC - Promo Verão - Finance One
LATAM - Destinos Nacionais - Finance One

Arrecadação de impostos com novo salário mínimo será maior que gasto com a Previdência


(Ag. Brasil) O aumento de R$ 77 do salário mínimo vai causar um gasto extra anual de R$ 19,8 bilhões à Previdência Social, de acordo com um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e divulgado hoje (27).
O custo para a Previdência, contudo, é menor do que o aumento da arrecadação de impostos que o novo salário mínimo trará. Segundo o Dieese, devido ao crescimento do consumo consequente da alta do piso salarial, a arrecadação de impostos subirá em R$ 22,9 bilhões em 2012.
Os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) representam, de acordo com o levantamento, a maior parte dos brasileiros diretamente beneficiados com o aumento do piso salarial. Das 48 milhões de pessoas que têm sua renda vinculada ao valor do salário mínimo, 19,7 milhões (41%) são aposentados ou pensionistas.
O grande número de beneficiários faz com que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo signifique mais R$ 257 milhões no gasto anual da Previdência Social. Como no dia 1º de janeiro o piso nacional passa de R$ 545 para R$ 622, o custo anual deste aumento para o INSS será R$ 19,8 bilhões.
Ainda de acordo com o Dieese, o aumento de 14,1% no salário mínimo fará com que o poder de compra do piso alcance o nível mais alto em mais de 30 anos. Levando-se em conta o valor da cesta básica apurado em novembro pela entidade (R$ 276,31), o novo piso poderá comprar 2,25 cestas. A maior quantidade registrada desde 1979. Atualmente, um salário mínimo equivale a 2,03 cestas básicas.


Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
27/12/2011 15:46:41

HeadLines Enfoque
Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

MercadoPago-01-300x250_cheio-Finance-One
LATAM - Destinos Nacionais - Finance One