Primeira semana de fevereiro registra superávit de US$ 212 milhões


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

Com três dias úteis, a balança comercial da primeira semana de fevereiro registrou superávit de US$ 212 milhões, resultado de exportações de US$ 2,264 bilhões e importações de US$ 2,052 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo MDIC.

A média diária das exportações da primeira semana do mês (US$ 754,5 milhões) cresceu 7,4% em relação ao mesmo período de 2016, quando registrou-se uma taxa de US$ 702,3 milhões. 

Houve aumento de 10% nas vendas externas de produtos básicos (de US$ 275,9 milhões para US$ 303,4 milhões, devido, principalmente, as exportações de minério de cobre, carnes suína e de frango, petróleo em bruto e minério de ferro), 8,9% de manufaturados (de US$ 291,6 milhões para US$ 317,6 milhões, por conta de óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio e veículos de carga) e 1,3% de semimanufaturados (de US$ 120,2 milhões para US$ 121,7 milhões, devido as vendas de ferro fundido, semimanufaturados de ferro/aço, ouro em formas semimanufaturadas e ferro-ligas).

Já a média diária das importações na primeira semana de fevereiro de 2017 ficou 26,2% acima da taxa registrada em fevereiro de 2016 (de US$ 542,2 milhões para US$ 684 milhões). Aumentaram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (+137,5%), cereais e produtos da indústria de moagem (+32%), equipamentos eletroeletrônicos (+22,6%), veículos automóveis e partes (+21,4%), plásticos e obras (+20,4%) e siderúrgicos (+19,9%).

Na comparação com janeiro deste ano, a média diária das exportações cresceu 11,3%, em virtude do aumento nas vendas de produtos manufaturados (+36,4%, de US$ 232,9 milhões para US$ 317,6 milhões) e de semimanufaturados (+3,1%, de US$ 118,1 milhões para US$ 121,7 milhões). As vendas de produtos básicos registraram queda de 1,6% (de US$ 308,5 milhões para US$ 303,4 milhões).

A média diária das importações neste comparativo cresceu 23,5%. Houve aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes (+186,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (+28,0%), plásticos e obras (+21,3%) e veículos automóveis (+17,2%), instrumentos de ótica e precisão (+12,8%).

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 15:07:42

HU-Semana-Consumidor-300x250
Unidas - 300x250

Preços de frutas e legumes caem 4,57% em São Paulo


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

Os hortifrutigranjeiros comercializados na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) ficaram em média 4,57% mais baratos do que em dezembro, segundo o Índice Ceagesp. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa indica retração de 3,92%.No entanto, a previsão da companhia é de alta em fevereiro, já que as chuvas mais concentradas no fim de janeiro afetaram as plantações de verduras e legumes.

Na análise do economista da Ceagep Flávio Godas, essa “ elevação prevista é uma situação absolutamente normal para o verão, que se caracteriza pelo excesso de chuvas e altas temperaturas, conjunto extremamente prejudicial para a produção de hortaliças”. Ele observou, por meio de nota, “que a busca por alimentos mais leves e saudáveis se intensifica no verão”.

O levantamento mostra que, no início de janeiro, as cotações de diversos produtos recuaram abaixo do custo de produção e, diante da queda, vários produtores rurais optaram pelo descarte ainda na lavoura. Entre os itens estão o tomate, batata e verduras.

Frutas custam menos 8,15%

O índice de janeiro foi influenciado, principalmente, pelo setor de frutas, com recuo de 8,15%. Segundo observa a Ceagesp, as cotações em queda destes produtos são normais em janeiro na comparação com dezembro quando a demanda maior por conta das festas de fim de ano pressiona os preços. Apesar disso, a companhia alerta que os valores já começaram a cair mesmo em dezembro.

Os produtos que mais tiveram redução de preço foram: limão taiti (-57,1%), abacate (-50,2%), carambola (-36,8%), mamão formosa (-33,7%) e uva niagara (-26,8%). Em sentido oposto, houve alta do coco verde (47,3%), abacaxi pérola (17,6%) e maracujá azedo (13,6%).

No setor de legumes, os valores tiveram diminuição de 4,43% com destaque para o pimentão amarelo (-46%), pimentão vermelho (-38,7%), mandioquinha (-27,4%), tomate (-21,2%) e batata doce rosada (-15,8%). No mesmo período, subiram, principalmente, os seguintes itens: chuchu (60,3%), berinjela (38,8%), pepino comum (31,1%), abobrinha brasileira (22,2%) e abobrinha italiana (16,5%).

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 12:07:48

Mobly-300x250
OQVestir - 20170214_oqvestir-le-lis-v2_300x250

Chamada de Pré Abertura – Índice Futuro BMF: +0,2% + 135 pontos aos 65.410 pontos


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

Var.%: +0,2%
Var. Ptos: -135
Valor: 56.240

Nossa previsão acima foi baseada na oscilação do Mini S&P futuro com critérios de análise técnica:

– Variação do Mini S&P Futuro desde o fechamento da sessão anterior:

Var.%: 0,0
Var. Ptos:
0,25
Valor: 2.293,50

Veja como se comportou o Mini S&P desde o fechamento da sessão anterior no gráfico intraday de 15 minutos:

 

Veja como se comportou o Mini S&P desde o fechamento da sessão anterior no gráfico diário:

 

 

Analista de Valores Mobiliários responsável:

Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI

Em conformidade com as disposições da Instrução CVM nº 388, eu Fausto de Arruda Botelho, analista de investimento responsável pela elaboração deste relatório declaro que:

1.       As análises e recomendações refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais, às quais foram realizadas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à (Enfoque).

2.       Não mantenho vínculo com qualquer pessoa natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliiários foram alvo de análise neste Relatório.

3.       A Enfoque não administra fundos, carteiras e clubes de investimentos

4.       A Enfoque não possui participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise neste relatório.

5.       A Enfoque não está envolvida  na aquisição , alienação ou intermediação de valores mobiliários das objeto de análise neste relatório.

6.       Não sou titular, direta ou indiretamente, de valores mobiliários de emissão da(s) companhia(s) objeto da análise neste Relatório, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de meu patrimônio pessoal, e não estou envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado.

7.       Nem eu nem a Enfoque recebemos remuneração por serviços prestados e não temos relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo da análise neste relatório, ou pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse desta(s) companhia(s).

8.       Minha remuneração não está, atrelada à precificação de quaisquer dos valores mobiliários de emissão da(s) companhia(s) objeto de análise neste Relatório, nem às eventuais receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Enfoque com esta(s) companhia(s).

 

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 08:33:15

Americanas - semana_consumidor
Unidas - 300x250

Focus: Mercado reduz projeção do IPCA e do PIB em 2017


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira, a primeira edição elaborada em 2017 e com dados também de 2018. O documento reduziu a projeção do IPCA no ano de 2017 de 4,70% para 4,64%, ficando assim dentro do teto da meta do BC. Já a projeção para o final de 2018 foi de 4,50%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram estabilidade para 2017 em R$ 3,40. Para o próximo ano, a estimativa é de R$ 3,50. Depois da surpreendente queda da Selic na última reunião do Copom, o mercado estima agora que a taxa deve fechar o ano a 9,50%. No caso de 2018, a projeção é de juros a 9,00%.

Em relação ao Produto Interno Bruto de 2017, o mercado reduziu a projeção em 0,50% para0,49%, sendo que também houve elevação da taxa de crescimento de 2018, de 2,20% para 2,25%.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 08:28:58

Connect Parts 2 - consumidor_300x250
Drogasil-Loreal-300x250w-min

Inflação para famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos avança em janeiro


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) do mês de janeiro apresentou variação de 0,54%, taxa 0,35 ponto percentual (p.p.) acima da apurada em dezembro, quando o índice registrou variação de      0,19%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,80% nos últimos 12 meses.
 
Em janeiro, o IPC-BR registrou variação de 0,69%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 5,04%, nível acima do registrado pelo IPC-C1, conforme ilustra a tabela a seguir.
 
Cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Habitação (-0,69% para 0,06%), Transportes (0,59% para 2,07%), Educação, Leitura e Recreação (0,86% para 2,74%), Alimentação (0,26% para 0,34%) e Comunicação (0,07% para 0,42%). Nestes grupos, os destaques partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-5,13% para -0,62%), tarifa de ônibus urbano (0,06% para 3,42%), cursos formais (0,00% para 10,70%), hortaliças e legumes (-3,87% para 0,53%) e tarifa de telefone móvel (0,03% para 1,12%), respectivamente.
 
Em contrapartida, os grupos: Vestuário (0,81% para -0,14%), Despesas Diversas (1,86% para 0,49%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,52% para 0,23%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: roupas (0,92% para -0,40%), cigarros (3,31% para 0,00%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,72% para -0,27%), respectivamente.
 

A próxima divulgação do IPC-C1 acontecerá no dia 06/03/2017.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 08:17:18

Connect Parts 2 - consumidor_300x250
Localiza-Reserva-300x250

Retorno do otimismo melhora resultados do mercado de trabalho


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

Após recuar 3,1 pontos em dezembro, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas subiu 5,6 pontos em janeiro, alcançando 95,6 pontos, o maior nível desde maio de 2010 (98,7 pontos). Na métrica de média móveis trimestrais, o indicador avançou 0,9 ponto.
 
Com uma evolução também favorável no mês, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) recuou 1,0 ponto em janeiro, para 103,6 pontos. A queda interrompeu a sequência de quatro altas consecutivas, mas foi insuficiente para alterar a tendência de alta do indicador em médias móveis trimestrais.
 
“Os resultados do IAEmp foram puxados por um retorno do otimismo na indústria quanto ao futuro. Devem estar relacionados ao ciclo de redução da taxa de juros iniciado no ano passado pelo BACEN e que ganhou força neste início de ano, devendo contribuir para uma aceleração cíclica da economia mais adiante, ao longo do ano. A queda observada no ICD representa uma estabilidade em um nível ainda elevado, enfatizando a situação difícil do mercado de trabalho atual. A possível melhora da economia no futuro ainda não parece influenciar a percepção de dificuldade atualmente presente no mercado de trabalho brasileiro”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, Economista da FGV/IBRE.
Destaques do IAEmp e ICD
Os componentes que mais contribuíram para a alta do IAEmp foram os indicadores que medem a expectativa com situação dos negócios para os próximos seis meses e o ímpeto de contratações nos próximos três meses, ambos da Sondagem da Indústria, com variações de 11,1 e 10,9 pontos, respectivamente.
 
Em relação ao ICD, a classe do consumidor que mais contribuiu para a queda do indicador foi o grupo dos consumidores que auferem renda mensal familiar entre R$ 4.800,00 e R$ 9.600,00, cujo Indicador de percepção de facilidade de se conseguir emprego (invertido) recuou 4,6 pontos.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 08:15:56

Casas Bahia - banner_300x250_telefone_celulares_cb
OQVestir - 20170214_oqvestir-le-lis-v2_300x250

Pauta do Dia – Medidas de Trump devem manter bolsas mundiais em alerta


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

Ásia

As bolsas de valores da Ásia encerram a segunda-feira com ganhos em sua maioria. O resultado foi consequência de uma reação do mercado as medidas anunciadas por Donald Trump, como às questões da imigração e a desregulamentação do setor financeiro. Medias que têm contribuído para a desvalorização do dólar.

Europa

Os mercados acionários da Europa operam com ganhos no fim da manhã da jornada desta segunda-feira, depois de um início negativo. Assim como na Ásia, as medidas de Donald Trump seguem influenciado os negócios, mas são os balanços pesam mais no resultado de momento das bolsas.

EUA

A agenda econômica da segunda semana de fevereiro é fraca, com a maior parte dos índices sendo os tradicionais semanais, como os pedidos de auxílio-desemprego e dos estoques de petróleo. Além disso, merece atenção dos investidores dados como da balança comercial e dos dados dos preços dos importados e exportados.

Brasil

O cenário local, o Congresso deve retomar as atividades e iniciar os trabalhos que devem culminar com a apresentação dos projetos de reforma de Michel Temer. Na parte econômica, destaque para o IPCA de janeiro, que será divulgado na quarta-feira.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 08:14:46

Mobly-300x250
Localiza-Reserva-300x250

Reserva Cambial – Posição consolidada em 2/2: US$ 375,129 bilhões


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

As reservas cambiais do Brasil registraram na quinta-feira (2) posição consolidada de US$ 375,129 bilhões, sendo que quarta-feira (1) a posição era de US$ 374,343 bilhões. A variação foi positiva em US$ 736 milhões.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 08:03:29

Polishop - 300x250-shinetherapy-12jul
OQVestir - 300x250-lastcall_summersale

Câmbbio – IPCA de janeiro determina rumos do dólar na semana


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

Mesmo em um cenário em que se desenha no fortalecimento do dólar comercial ante às moedas internacionais diante das medidas de Donald Trump, a moeda americana manteve uma tendência de queda e fechou recuando 1,3% a R$ 3,1120.

A semana que tem início hoje é marcada por uma agenda com poucos indicadores de destaque no cenário econômico. O grande destaque, ao menos no mercado interno, fica para os números do IPCA de janeiro, que serão divulgados no meio da semana.

Mercado Externo

A agenda econômica da segunda semana de fevereiro é fraca, com a maior parte dos índices sendo os tradicionais semanais, como os pedidos de auxílio-desemprego e dos estoques de petróleo. Além disso, merece atenção dos investidores dados como da balança comercial e dos dados dos preços dos importados e exportados.

Mercado Interno

O cenário local, o Congresso deve retomar as atividades e iniciar os trabalhos que devem culminar com a apresentação dos projetos de reforma de Michel Temer. Na parte econômica, destaque para o IPCA de janeiro, que será divulgado na quarta-feira.

Swap

O Banco Central, depois de realizar uma série de leilões de rolagem de contrato de swap cambial nos últimos dias de janeiro, além de dois leilões de linha no dia 31, não programou nenhuma operação com a divisa para a segunda-feira.

Reserva Cambial                 

As reservas cambiais do Brasil registraram na quinta-feira (2) posição consolidada de US$ 375,129 bilhões, sendo que quarta-feira (1) a posição era de US$ 374,343 bilhões. A variação foi positiva em US$ 736 milhões.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 08:02:11

HU-Semana-Consumidor-300x250
Drogasil-Loreal-300x250w-min

Ibovespa e dólar recuam na semana; Wall St. fica perto da estabilidade


São Paulo, 06/02 (Enfoque) –

As bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos fecharam a semana que abriu fevereiro com perdas. Por aqui, o resultado foi mais expressivo, com as ações passando por ajustes após as valorizações e também reagindo ao cenário externo. Lá fora, a recuperação de sexta-feira praticamente anulou o resultado negativo.

No contexto local, destaque para a cena política, com as eleições no Congresso apontando para importantes vitórias de Michel Temer, que elegeu, sem dificuldades seus candidatos. Além disso, atenção também para a nomeação do ministro Luiz Edson Fachin para a relatoria da Lava Jato.

Na cena externa, dados econômicos mostram resultados ainda frustrantes para o mercado, o que pode fazer com que o Fomc eleve os juros em sua próxima reunião, já que no encontro da semana preferiu adotar um tom de cautela na definição da forma de governo de Donald Trump.

Mercado Externo

A semana foi recheada de indicadores de destaque, com as vendas pendentes de casas, que em dezembro tiveram alta de 1,6%, diante de uma estimativa de avanço de apenas 0,6% e resultado anterior de -2,5%.

Além disso, foi divulgado também que a renda pessoal do americano teve alta de 0,3%, diante de um cenário de expectativa de 0,4%. O resultado da pesquisa anterior apontou para alta de 0,1%, resultado que foi revisado, já que na divulgação passada o resultado era de estabilidade. Já os gastos dos consumidores subiram 0,5%, ficando dentro do esperado pelos analistas e superando os 0,2% de dezembro.

Na terça-feira foi divulgado que o índice do custo do emprego nos EUA teve alta de 0,5% no 4º trimestre do ano, resultado que ficou abaixo dos 0,6% estimados pelo mercado e do mesmo valor da pesquisa anterior.

O Chicago PMI de janeiro apontou para 50,3 pontos, sendo que o mercado esperava resultado de 55,3 pontos. Na pesquisa de dezembro do indicador de atividade mostrava 54,6 pontos, o que aponta para uma queda no resultado geral.

Ainda na terça-feira, a Conference Board relatou que seu indiciador de confiança do consumidor registrou um total de 111,8 pontos na última leitura de janeiro, diante de uma estimativa de 112,2 pontos e resultado anterior de 113,3 pontos.

Na quarta-feira, a ADP relatou que foram gerados nos EUA um total de 246 mil novos postos de trabalho no setor privado em janeiro, sendo que o mercado esperava 168 mil empregos, com os números de dezembro revistos para 151 mil.

O ISM do setor manufatureiro dos EUA indicou na pesquisa de janeiro um total de 56 pontos, sendo que a estimativa do mercado era de 55 pontos. Os números de dezembro foram revistos de 54,7 pontos para 54,5 pontos.

Já os gastos com a construção de novas casas, em dezembro, teve queda 0,2%, sendo que o mercado esperava alta de 0,2%. O resultado anterior foi de 0,9%. No mesmo período, os gastos com construção saltaram para 4,2%.

Na parte da tarde, o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) decidiu pela manutenção dos juros entre 0,5% e 0,75%, sendo que o mercado esperava leve elevação. A justificativa do Fomc foi que este momento é de aguardar os próximos passos do governo de Donald Trump.

Na quinta-feira, destaque para os pedidos de auxílio-desemprego, que na semana do levantamento registrou 246 mil novas solicitações do benefício, com a expectativa do mercado de 253 mil novos pedidos. O resultado da pesquisa anterior foram revistos de 259 mil para 260 mil.

Já o indicador de produtividade do trabalhador americano no quatro trimestre do ano saltou 1,3%, diante de um cenário de estimativa de 1,2%. Os dados da pesquisa anterior apontou para alta de 3,5%. Já o custo unitário do trabalho teve alta de 1,7%, dentro do esperado, diante de um resultado anterior de 0,2%.

Finalmente, na sexta-feira, o Departamento de Trabalho dos EUA apontou para a criação de 227 mil postos de trabalho em janeiro, sendo que a aposta do mercado era de 175 mil vagas. O resultado de dezembro foi para 157 mil. Com isso, a taxa de desemprego foi de 4,7% para 4,8%.

Com isso, depois de cinco dias o Dow Jones fechou a semana praticamente estável, com queda de 0,1% aos 20.071,5 pontos, enquanto o S&P 500 somou 0,1% aos 2.297,42 pontos.

Mercado Interno

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira, a primeira edição elaborada em 2017 e com dados também de 2018. O documento reduziu a projeção do IPCA no ano de 2017 de 4,71% para 4,70%, ficando assim dentro do teto da meta do BC. Já a projeção para o final de 2018 foi de 4,50%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram estabilidade para 2017 em R$ 3,40. Para o próximo ano, a estimativa é de R$ 3,50. Depois da surpreendente queda da Selic na última reunião do Copom, o mercado estima agora que a taxa deve fechar o ano a 9,50%. No caso de 2018, a projeção é de juros a 9,00%.

Em relação ao Produto Interno Bruto de 2017, o mercado manteve a projeção em 0,50%, sendo que também houve manutenção da taxa de crescimento de 2018, a 2,20%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,64%, em janeiro. Em dezembro, o índice variou 0,54%. Em janeiro de 2016, a variação foi de 1,14%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 6,65%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,70%. No mês anterior, a taxa foi de 0,69%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,18%, em janeiro. Em dezembro, este grupo de produtos mostrou variação de -0,26%. Contribuiu para este avanço o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de -0,15% para 0,39%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,32%. Em dezembro, a taxa foi de 0,12%.

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas caiu 9,1 pontos   e atingiu 127,3 pontos em janeiro após dois meses de altas consecutivas retornando ao patamar de novembro de 2016.

 “A queda da incerteza e a volta do indicador ao patamar de novembro do último ano é um alento mas deve ser interpretado com alguma cautela no curto prazo. Observa-se, contudo, que o nível de incerteza é ainda bastante elevado e está distante do nível neutro para a economia brasileira, algo entre 95 e 105 pontos”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira da FGV\IBRE”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira da FGV\IBRE.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas subiu 4,3 pontos em janeiro, para 89,0 pontos, o maior nível desde maio de 2014 (92,2 pontos). Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,0 ponto, para 86,7 pontos.

 “Com a alta expressiva de janeiro, o ICI recupera o terreno perdido após setembro, quando o desapontamento com a evolução dos negócios no segundo semestre interrompeu a tendência de alta que vinha sendo observada no ano passado. O setor parece estar reagindo a uma combinação de aceleração da produção no final do ano e do ritmo de queda dos juros a partir de janeiro”, afirma Aloisio Campelo Junior, Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 4,1 pontos em janeiro, para 80,4 pontos.  Com a alta, o indicador ultrapassa a marca dos 80 pontos pela primeira vez desde fevereiro de 2015. Na métrica de médias móveis bimestrais, a alta foi de 1,3 ponto.

 “A melhora na percepção do setor sobre as condições de negócios, tanto em relação a fatores atuais quanto em sua visão sobre as expectativas é um aspecto favorável dos resultados da Sondagem de Serviços neste início de ano. A reação representa uma redução no pessimismo das empresas uma vez que os resultados ainda se encontram em patamar historicamente muito baixo. De todo modo, esses resultados podem sinalizar o início de reação no ânimo empresarial em resposta a um contexto de inflação em queda e de uma perspectiva de melhora nas condições de crédito” avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.

No 4º trimestre móvel de 2016, a taxa de desocupação para o Brasil (12,0%) mostrou estabilidade em relação ao 3º tri móvel de 2015 (11,8%) e cresceu 3,1 pontos percentuais (p.p.) frente ao 4º trimestre móvel de 2016 (9,0%). Foi a maior taxa da série, iniciada em 2012.

A população desocupada no Brasil (12,3 milhões de pessoas) apresentou crescimento de 2,7% frente ao trimestre de julho a setembro de 2016 (12,0 milhões) e aumentou 36,0% (ou mais 3,3 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2015.

Em dezembro de 2016, os preços indústria geral subiram 1,28% em relação a novembro, variação acima da observada entre outubro e novembro (0,80%). Das 24 atividades, 18 apresentaram alta de preços, contra 20 no mês anterior. O IPP acumulado em 2016 foi de 1,71%, contra 0,42% em 2015. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mede a evolução dos preços de produtos na porta de fábrica, sem impostos e fretes.

O IPC-S de 31 de janeiro de 2017 apresentou variação de 0,69%, 0,06 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 5,04%, nos últimos 12 meses.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (2,53% para 4,15%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 5,78% para 9,80%.

Em dezembro de 2016, a produção industrial nacional cresceu 2,3% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Essa foi a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando expansão de 2,6%. No confronto com dezembro de 2015 (série sem ajuste sazonal), a variação foi de -0,1%, 34ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos intensa da sequência.

Diante deste cenário, o Ibovespa encerrou com queda acumulada de 1,6% em cinco dias, aos 64.954 pontos.

Mercado Cambial

Mesmo em um cenário em que se desenha no fortalecimento do dólar comercial ante às moedas internacionais diante das medidas de Donald Trump, a moeda americana manteve uma tendência de queda e fechou recuando 1,3% a R$ 3,1120.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 06/02/2017 07:50:40

Connect Parts 2 - consumidor_300x250
Localiza-Reserva-300x250