Reserva Cambial – Posição consolidada em 13/2: US$ 374,446 bilhões


São Paulo, 16/02 (Enfoque) –

As reservas cambiais do Brasil registraram na segunda-feira (13) posição consolidada de US$ 374,446 bilhões, sendo que sexta-feira (11) a posição era de US$ 374,547 bilhões. A variação foi negativa em US$ 101 milhões.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 16/02/2017 08:25:19

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Câmbio – Dólar mantém tendência de queda ante ao real


São Paulo, 16/02 (Enfoque) –

A jornada de quarta-feira mais uma vez confirmou a tendência de queda do dólar comercial ante ao real, com a desvalorização chegando a 1% e a moeda americana negociada, ao final do dia, a R$ 3,0690. O dia foi marcado por uma série de importantes indicadores da economia americana e também pela atuação do BC no mercado de câmbio.

A quinta-feira ainda traz alguns índices econômicos importantes da economia americana, enquanto no cenário interno os analistas avaliam os dados locais para projetar qual será a decisão do Copom na próxima semana sobre os juros da economia brasileira. Depois das seguidas quedas, seria natural esperar uma correção.

Mercado Externo

A agenda desta quinta-feira traz alguns indicadores importantes da economia americana, como o tradicional índice de pedidos de auxílio-desemprego. Além disso, serão divulgados também hoje os dados de casas iniciadas no país e também o resultado de fevereiro do índice do Fed da Filadélfia.

Mercado Interno

A agenda local traz dados importantes, como o monitor do PIB da FGV, que apontou para uma queda do PIB de 3,6% em 2016, além de importantes índices de inflação, como é o caso do IPC-S da segunda semana de fevereiro. Na cena política, o governo de Michel Temer se vê pressionado a lançar um pacote de bondades em meio a sua baixa aprovação popular.

Swap

O Banco Central anunciou que vai realizar nesta quinta-feira leilão para a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em março. A operação vai acontecer entre 11h30 e 11h40 e serão negociados até seis mil contratos, com vencimentos rolados para junho ou julho de 2017.

Reserva Cambial                 

As reservas cambiais do Brasil registraram na segunda-feira (13) posição consolidada de US$ 374,446 bilhões, sendo que sexta-feira (11) a posição era de US$ 374,547 bilhões. A variação foi negativa em US$ 101 milhões.

               

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 16/02/2017 08:24:44

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Monitor do PIB-FGV mostra retração da economia em 2016


São Paulo, 16/02 (Enfoque) –

O Monitor do PIB-FGV de fevereiro, mostra retração de 3,6% da economia em 2016. A economia brasileira chegou, em 2016, ao terceiro ano da mais grave e duradoura recessão jamais experimentada pelo Brasil nos últimos 100 anos. Em termos monetários, o PIB em valores correntes alcançou a cifra aproximada de 6 trilhões, 209 bilhões de Reais. Este valor equivale a um produto per capita de R$ 30.128,00, inferior ao de 2010, na comparação a preços de 2016 ”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Neste número, o Monitor do PIB-FGV, além dos resultados usuais, passa a divulgar informações de valores correntes e a preços de 1995. Na página 4 deste relatório, encontra-se uma análise mais detalhada sobre os dados anuais, em valores correntes e a preços de 2016, da produtividade e do PIB per capita.

1) O PIB recuou 3,6% em 2016; esta taxa é a vigésima terceira taxa negativa do indicador, na taxa acumulada em doze meses. Na análise das atividades, a indústria e os serviços apresentaram variações menos negativas do que as apresentadas no início do ano de 2016. A indústria, que recuou 6,7%, no acumulado em doze meses até janeiro de 2016, encerrou o ano com retração de 3,8%, enquanto os serviços apresentaram desempenho mais discreto saindo de retração de 2,9%, no acumulado em doze meses até janeiro de 2016 para -2,7% no final do ano.

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2) No quarto trimestre de 2016, o PIB apresentou retração de 0,89%, quando comparado ao terceiro trimestre, na série com ajuste sazonal. Esta é a oitava variação negativa consecutiva, nesta comparação. No mês, o PIB retraiu 0,2% em dezembro, em comparação a novembro, na série ajustada sazonalmente.
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3) A taxa trimestral do PIB no quarto trimestre, comparada com o mesmo trimestre em 2015, apresentou queda de 2,5%. Embora seja uma taxa negativa, é a menor apresentada em 2016, nesta comparação. A exceção da extrativa mineral (4,2%) e dos serviços imobiliários (0,0%), todos os demais componentes do PIB apresentaram valores negativos, nesta comparação.
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4) O consumo das famílias recuou 4,2% em 2016. Apesar de bastante negativo, esta variação mostra uma tendência de melhora do indicador que chegou ao seu menor nível em julho de 2016 (-6,0%) em toda a série histórica do Monitor do PIB-FGV iniciada em 2001.
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5) A formação bruta de capital fixo (FBCF) recuou 10,2% em 2016. Os componentes de ‘máquinas e equipamentos’ e ‘construção’ encerraram o ano de 2016 com taxas melhores do que as que iniciaram, apesar de ainda serem taxas bastante negativas. Enquanto ‘máquinas e equipamentos’ recuperaram 11,4 p.p. encerrando o ano em -18,0%, a construção recuperou 3,8 p.p. e encerrou 2016 em -4,2%.
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6) A exportação apresentou crescimento de 2,3% em 2016. Apesar de positiva, esta variação aponta para uma tendência de queda do componente que alcançou crescimento de 10% no acumulado em doze meses até maio de 2016. Todos os componentes da exportação apresentaram tendência declinante no ano de 2016, a exceção de serviços que, embora ainda esteja com variações negativas, recuperou 11,6 p.p. durante o ano e encerrou 2016 com retração de 2,4%.
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7) A importação retraiu 10,7% em 2016 com tendência de retomada do componente que alcançou -18,6% no acumulado em doze meses até julho de 2016. Apesar dessa tendência positiva, o componente de ‘bens de consumo duráveis’ ainda se encontra em patamar bastante negativo com queda de 32,9% registrada em 2016.
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Resultados anuais

Os resultados das políticas econômicas geralmente duram até muito tempo após estas terem sido implementadas. E, infelizmente, por esses desígnios da economia, os erros de política econômica geralmente demoram muito mais tempo para aparecerem do que os acertos; e seus efeitos deletérios permanecem por tempo mais longo do que os efeitos de uma boa política.

De fato, é muito mais fácil e rápido estragar uma situação de equilíbrio econômico do que corrigir esse estrago. Pior ainda, poucos estão habilitados a perceber com clareza as diferenças entre os resultados imediatos de uma política ou da falta dela, e o que virá a ser seu legado. Ainda assim, raramente essa percepção consegue ganhar status de um alerta desapaixonado e politicamente neutro, capaz de lhe conceder credibilidade. Geralmente, a sociedade está mais disposta a saudar bons resultados ou criticar pretensas falhas imediatas do que se preocupar com incertos resultados futuros. E, para o bem ou para o mal, uma análise isenta e correta só é possível muitos anos depois do bem ou do mal ter sido feito.

Dito isto, o Monitor do PIB-FGV estima que o PIB de 2016 reduziu-se em 3,6%. Em termos monetários, o PIB em valores correntes alcançou a cifra de aproximadamente 6 trilhões, 209 bilhões de Reais. A preços de 2016, o PIB de 2016 é inferior ao de 2011. A valores de 2016, o PIB per capita equivale a R$ 30.128, valor este inferior ao de 2010, conforme mostrados nos Gráficos 8 e 9, abaixo.
A atividade econômica com pior desempenho no período é a indústria de transformação que vem em queda desde o início da série, em 2001, e seu valor em 2016 é inferior àquele de 2004, a preços de 2016.

A produtividade da economia, que alcançou o pico em 2013, tem se reduzido desde então e em 2016 é inferior à de 2010. Chama a atenção o desastre da indústria de transformação cuja produtividade é inferior àquela do início da série do Monitor do PIB-FGV em 2001, embora tenha apresentado melhora em 2016, quando comparada a 2015, conforme os Gráficos 10 e 11, abaixo.

A Formação Bruta de Capital Fixo (investimento) teve em 2016 um valor inferior ao de 2009, enquanto que o valor do Consumo das Famílias para este mesmo ano é inferior ao de 2012.

Muitos experimentos errados de política econômica foram adotados desde 2008, mas certamente o mais desastroso foi o experimento da Nova Matriz Econômica. É importante relembrar aqui que a teoria econômica, diferente de outras ciências, não tem um laboratório em que possa ser testada. Seu laboratório é a história, e a boa teoria econômica busca identificar no passado elementos essenciais, construir relações entre eles para analisar os fenômenos econômicos, e, finalmente, traçar políticas que promovam o aumento do bem-estar da população. Infelizmente, alguns charlatães não se contentam com essa limitação e julgam que a sociedade deve ser cobaia de suas experiências.

APÊNDICE – NOTA EXPLICATIVA

O Monitor do PIB-FGV estima mensalmente o PIB brasileiro em volume. O objetivo de sua criação foi prover a sociedade de um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE. Sua série inicia-se em 2000 e incorpora todas as informações disponíveis das Contas Nacionais do IBGE (Tabelas de Recursos e Usos, até 2014, último ano de divulgação) bem como as informações do PIB-Tri do IBGE, até o último trimestre divulgado (terceiro trimestre de 2016).

O indicador é ajustado ao PIB-Tri do IBGE sempre que há mudanças metodológicas e a cada trimestre divulgado. Ou seja, nos trimestres calendários, as médias trimestrais dos índices de volume do Monitor do PIB-FGV serão iguais aos indicadores trimestrais, sem ajuste sazonal, do PIB-Tri do IBGE. Nos trimestres calendário, são utilizados os mesmos modelos do IBGE para calcular todas as séries desagregadas com ajuste sazonal, tanto pela ótica da oferta, como da demanda. Para o ajuste sazonal mensal é utilizado o modelo mensal do IBC-Br; para os trimestres móveis utiliza-se uma média desses ajustes mensais.

Assim, as estimativas do Monitor do PIB-FGV antecedem o PIB-Tri do IBGE nos meses em que este é divulgado. E, nos meses em que não há divulgação, o Monitor representa uma excelente antecipação para as tendências do PIB e seus componentes.

O Monitor do PIB-FGV compõe-se de um relatório descrevendo os principais resultados com ilustrações gráficas e de uma tabela Excel com informações das 12 atividades econômicas que agrupadas formam os 3 setores de atividade (agropecuária, indústria e serviços). Apresenta, ainda, o Valor Adicionado a preços básicos, os impostos sobre os produtos e o PIB. Apresenta também os componentes do PIB pela ótica da demanda. Outro ponto a ser destacado é que o Monitor torna disponíveis desagregações que não são divulgadas pelo IBGE, mas que são relevantes para um melhor entendimento da absorção doméstica e da demanda externa. As desagregações disponibilizadas pelo Monitor são:

Consumo das Famílias: bens de consumo duráveis, semiduráveis, não duráveis e serviços. Adicionalmente eles são classificados em nacionais e importados;

Formação Bruta de Capital Fixo: em máquinas e equipamentos, construção e outros. Para máquinas e equipamentos e outros, há a desagregação entre nacionais e importados;

Exportações e Importações: em produtos agropecuários, produtos da extrativa mineral, produtos industrializados de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis), produtos industrializados de uso intermediário, bens de capitais e serviços.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 16/02/2017 08:13:51

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Inflação pelo IPC-S cai na segunda semana de fevereiro


São Paulo, 16/02 (Enfoque) –

O IPC-S de 15 de fevereiro de 2017 apresentou variação de 0,49%, 0,12 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (3,34% para 2,50%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 7,01% para 4,21%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (0,20% para -0,01%), Transportes (0,82% para 0,75%), Despesas Diversas (0,40% para 0,25%) e Comunicação (0,41% para 0,35%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: carnes bovinas (-0,73% para -1,49%), gasolina (-0,37% para -0,56%), alimentos para animais domésticos (0,99% para -0,01%) e tarifa de telefone móvel (1,00% para 0,82%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Habitação (0,34% para 0,39%), Vestuário (-0,13% para -0,04%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,41%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-0,34% para -0,11%), roupas (-0,58% para -0,38%) e perfume (-0,51% para -0,11%), respectivamente.

A próxima apuração do IPC-S, com dados coletados até o dia 22.02.2017, será divulgada no dia 23.02.2017.

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 16/02/2017 08:12:49

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