Europa volta a penalizar mercados e bolsas acumulam perdas na semana

Incerteza e tensão. Com estas palavras pode ser definida a última semana, que serviu para os mercados acionários do Brasil e dos Estados Unidos acumulares mais perdas. A Europa foi o principal motivo para a pressão vendedora das bolsas, com as eleições da França e da Grécia concentrando as atenções.

Na Grécia, as eleições parlamentares foi marcada pela divisão das cadeiras entre os partidos das mais diferentes tendências. Com isso, muito se discutiu e pouco se evoluiu para a formação de um governo de coalizão. Grupos de direita, esquerda radical e socialistas fracassaram nas negociações.

Na França, a vitória de François Hollande, que já anunciou que deve afrouxar as medidas de austeridade, também foram recebidas com cautela pelos investidores de todo o mundo. O novo presidente francês, que é socialista, ameaça a continuidade dos projetos desenvolvidos em conjunto com a Alemanha. 

No Brasil e nos EUA, as bolsas seguiram atentas essas tendências, o que levou os índices a somar novas perdas.

Mercado Externo

A semana começou com a informação de que os consumidores americanos ampliaram o volume de crédito contratado em US$ 21,3 bilhões em março. Os números foram divulgados pelo Federal Reserve. O resultado superou em muito a expectativa, já que o Mercado apostava em elevação de US$ 9,8 bilhões.
 
O resultado é o maior para um mês desde novembro de 2001. O maior avanço ficou por conta dos empréstimos não-rotativos, como financiamento de carros, crédito pessoal e estudantil, com alta de US$ 16,2 bilhões. Já a dívida no cartão de crédito cresceu em US$ 5,1 bilhões, após cair US$ 2,3 bilhões em fevereiro.

Na quarta-feira, foi informado que os estoques do atacado tiveram em março alta de 0,3% para um total de US$ 480,4 bilhões, com as vendas do atacado avançando 0,5% para US$ 411,1 bilhões.  A proporção estoques/vendas permaneceu inalterada em 1,17. O estoques de bens duráveis subiram 1% em março, enquanto o de não-duráveis perdeu 0,6%.

Já déficit da balança comercial norte-americana aumentou em março para US$ 51,8 bilhões, 14,1% acima do resultado de fevereiro. O saldo negativo veio ainda maior do que o esperado pelo mercado, de US$ 49,5 bilhões. No período, as importações subiram 5,2%, o passo que as exportações avançaram em 2,9%.

Na quinta-feira, foi divulgado que o preço dos produtos importados nos EUA apresentou em abril queda de 0,5%, ante alta de 1,5% revisada de março. O resultado foi divulgado pelo Departamento de Trabalho do país. O mercado apostava em queda de 0,2%. O resultado foi conseqüência da queda de 1,8% nos preços de petróleo. O índice dos combustíveis registrou queda de 2,1%. Se excluir os combustíveis, o indicador fica com queda de 0,1%.
 
No mesmo dia, Departamento de Trabalho informou que o número de americanos que entrou com pedidos de auxílio-desemprego teve uma ligeira queda nesta semana – quando comparado com o resultado revisado da semana anterior – chegando a registrar 367 mil novos pedidos. Os novos pedidos feitas na semana passada foram revistos para 368 mil, ante de 365 mil.
 
A expectativa dos analistas de mercado era de que o índice apresentaria uma leitura de 366mil novos pedidos de auxílio desemprego no período analisado. A média de novos pedidos nas últimos quatro semanas caiu em 5.250 para 379.000.


 
Finalmente, na sexta-feira, foi divulgado que a forte queda nos preços de gasolina puxou para baixo a inflação ao produtor norte-americano em abril, que registrou -0,2%. Já o núcleo do indicador, que exclui do cálculo os preços de energia e alimentos, teve alta de 0,2% no mesmo período.
 
No caso da  leitura preliminar do índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan subiu para 77,8 pontos em maio, ante 76,4 em abril. O resultado se mostrou contrário a leve queda de 0,2 pontos prevista pelos analistas de mercado.

Com isso, o Dow Jones perdeu 1,7% aos 12.819,5 pontos, enquanto o S&P 500 teve queda acumulada de 1,2% aos 1.353,34 pontos. Confira os gráficos de longo prazo:


 

Mercado Interno

O Índice de Confiança da Construção da Fundação Getulio Vargas interrompeu o movimento de melhora relativa em abril de 2012. A variação da média trimestral do indicador em relação ao mesmo período do ano anterior foi de -6,8%, em abril, contra os -6,6%, em março.
 
O Banco Central divulgou na segunda-feira sua pesquisa semanal das perspectivas de mercados para 2012 e 2013. O relatório Focus, como é conhecido, manteve a projeção da inflação oficial do país em 5,12% neste ano e elevou de 5,53% para 5,56% no próximo calendário.
 
Já a expectativa do dólar sofreu uma elevação para cima, indo de R$ 1,80 para R$ 1,81 e, 2012, mesma mudança registrada para 2013. No caso do PIB, houve a terceira alteração seguida na expectativa, indo de 3,22% na semana anterior para 3,23% na passada.
 
A grande mudança ficou para a taxa Selic. A decisão do governo de mexer na poupança fez com que o mercado reduzisse a taxa referencial de juros de 9% para 8,5% ao ano em 2012. Caso as projeções sejam atingidas, o Brasil fechará 2012 com juro real de 3,38%.

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) do mês de abril
apresentou variação de 0,59%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,84%, nos últimos 12 meses.
 
O IPC-S de 07 de maio de 2012 registrou variação de 0,57%, 0,05 ponto percentual (p.p.) acima da taxa divulgada na última apuração. Quatro das sete capitais pesquisadas registraram acréscimo em suas taxas de variação.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do mês de abril apresentou resultado de 0,64%, três vezes mais do que a taxa de 0,21% registrada em março. Foi o maior índice mensal desde abril de 2011 (0,77%).
 
O acumulado no ano ficou em 1,87%, bem abaixo da taxa de 3,23% relativa a igual período de 2011. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 5,10%, inferior aos 5,24% relativos aos doze meses imediatamente anteriores.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,89%, no primeiro decêndio do mês de maio. Para o mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de 0,50%. O primeiro decêndio do IGP-M de maio compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 30 do mês de abril.

Em março de 2012, o emprego industrial variou -0,4% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após ter registrado -0,3% em janeiro e 0,1% em fevereiro. Com isso, o índice de média móvel trimestral, ao assinalar -0,2% na passagem dos trimestres encerrados em fevereiro e março, permaneceu com o comportamento predominantemente negativo presente desde outubro do ano passado.
 
A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao avançar 0,2% em março de 2012, prosseguiu com a redução no ritmo de crescimento iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).


Neste cenário, o Ibovepsa teve queda de 2,3% em cinco dias fechando aos 59.445 pontos. Confira o gráfico, as maiores altas, baixas e as ações mais negociadas da semana:

Maiores Altas

Ativo

Código

Último

Variação
V-AGRO

VAGR3

0,44

22,22%
CIELO

CIEL3

60,05

6,10%
SANTANDER BR

SANB11

16,21

5,06%
CESP

CESP6

37,29

4,77%
DURATEX

DTEX3

10,87

3,43%

 

Maiores Baixas

Ativo

Código

Último

Variação
ROSSI RESID

RSID3

7,15

-13,54%
PDG REALT

PDGR3

4,51

-8,96%
BRASKEM

BRKM5

12,24

-8,38%
B2W VAREJO

BTOW3

7,13

-8,35%
FIBRIA

FIBR3

14,30

-7,44%

Mercado Cambial

Ativo

Código

Último

Volume

Segmento
VALE

VALE5

R$ 38,09

2.435.880.896,00

Minerais Metálicos
PETROBRAS

PETR4

R$ 19,57

1.830.480.736,00

Exploração e/ou Refino
ITAUUNIBANCO

ITUB4

R$ 28,87

1.319.730.832,00

Bancos
OGX PETROLEO

OGXP3

R$ 13,55

888.417.488,00

Exploração e/ou Refino
VALE

VALE3

R$ 39,20

724.494.576,00

Minerais Metálicos

Mercado Cambial

A exemplo das bolsas, o dólar teve uma semana de bastante instabilidade. O noticiário incerto na Europa fez com a procura pela moeda americana aumentasse consideravelmente, chegando a ser negociada a 1,9670. No entanto, o mercado corrigiu a situação e fechou com valorização de 1,6% a R$ 1,9530. Confira o gráfico:



Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
11/05/2012 17:12:55

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Ibovespa fecha dia com ganhos; Wall St. tem perdas

Os mercados acionários do Brasil e dos Estados Unidos tiveram um início de semana com rumos distintos. Por aqui, as bolsas registraram ganhos, com as americanas ficando ou em território negativo, ou próxima da estabilidade. O dia foi marcado pela agenda americana fraca e pelo resultado da eleição presidencial na França.
 
Os consumidores americanos ampliaram o volume de crédito contratado em US$ 21,3 bilhões em março. Os números foram divulgados pelo Federal Reserve. O resultado superou em muito a expectativa, já que o Mercado apostava em elevação de US$ 9,8 bilhões.

O resultado é o maior para um mês desde novembro de 2001. O maior avanço ficou por conta dos empréstimos não-rotativos, como financiamento de carros, crédito pessoal e estudantil, com alta de US$ 16,2 bilhões. Já a dívida no cartão de crédito cresceu em US$ 5,1 bilhões, após cair US$ 2,3 bilhões em fevereiro.

Por sua vez no cenário interno, o Índice de Confiança da Construção da Fundação Getulio Vargas interrompeu o movimento de melhora relativa em abril de 2012. A variação da média trimestral do indicador em relação ao mesmo período do ano anterior foi de -6,8%, em abril, contra os -6,6%, em março.
 
O Banco Central divulgou na manhã desta segunda-feira sua pesquisa semanal das perspectivas de mercados para 2012 e 2013. O relatório Focus, como é conhecido, manteve a projeção da inflação oficial do país em 5,12% neste ano e elevou de 5,53% para 5,56% no próximo calendário.
 
Já a expectativa do dólar sofreu uma elevação para cima, indo de R$ 1,80 para R$ 1,81 e, 2012, mesma mudança registrada para 2013. No caso do PIB, houve a terceira alteração seguida na expectativa, indo de 3,22% na semana anterior para 3,23% na passada.
 
A grande mudança ficou para a taxa Selic. A decisão do governo de mexer na poupança fez com que o mercado reduzisse a taxa referencial de juros de 9% para 8,5% ao ano em 2012. Caso as projeções sejam atingidas, o Brasil fechará 2012 com juro real de 3,38%.
 
 Com isso, o Dow Jones perdeu 0,23% aos 13.009 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,04% aos 1.369,61 pontos. Por aqui, o Ibovespa avançou 0,66% aos 61.224 pontos. Confira os gráficos:



Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
07/05/2012 17:14:22

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Bolsas abrem maio acumulando perdas

Os mercados acionários do Brasil e dos Estados Unidos tiveram uma semana de perdas. Parte do prejuízo registrado foi consequência da divulgação de dados da economia americana, mas o cenário local também contribuiu para a desvalorização. Na Europa, as incertezas persistem e não ajudam a melhorar o clima.

Os investidores estiveram atentos aos dados do mercado de trabalho nos EUA. Apesar da redução na taxa de desemprego em abril, a geração de novos postos foi abaixo do esperado. Além disso, outros números da economia contribuíram com as perdas.

No Brasil, a ação do governo para alterar o rendimento da poupança e a constante queda dos juros chamou a atenção dos investidores.

Na Europa, apesar de uma maior tranqüilidade na semana, a proximidade da eleição presidencial na França e a situação da dívida de países como a Espanha, não são uma pressão positiva para os mercados.

Mercado Externo

A semana começou com a divulgação que os consumidores americanos tiveram em março aumento de 0,3% nas despesas, após expressiva alta de fevereiro. Já a renda pessoal avançou 0,4%. O mercado estimava que a renda avançasse 0,3% e os gastos 0,4%. Como os rendimentos tiveram alta maior que os gastos, a taxa de poupança pessoal subiu de 3,7% para 3,8%, apesar de ser um patamar baixo para um período pós-recessão.
 
Já o Chicago PMI teve um resultado abaixo da expectativa (que já era de queda) em abril, registrando 56,1 pontos ante 62,2 em março. Apesar do fraco resultado, o índice ainda indica crescimento da economia. O resultado só passaria a ser realmente negativo se estivesse abaixo dos 50 pontos.
 
O índice do Fed de Dallas divulgado a segunda-feira apresentou quedas acentuadas. O índice que mede a atividade da região caiu para -3,4 pontos após uma leitura de 10,8 pontos em março. A produção também registrou uma grande queda de 11,1 em março para 5,6 em abril.

Os gastos com construção de casas nos EUA tiveram uma leve alta de 0,1% em março, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira pelo Departamento de Comércio do país. Apesar de ter sido a primeira alta em três meses, o resultado veio bastante abaixo dos 0,5% esperados pelo mercado. Outro sinal de fraqueza do segmento é que o índice de fevereiro foi revisto para baixo, de -1,1% para -1,4%.

Na quarta-feira, foi anunciado que o número de vagas criadas no setor privado em abril foi de 119 mil, de acordo com a consultoria ADP. O resultado veio abaixo do esperado, de +183 mil vagas no período.

Já o Departamento de Comércio divulgou que os pedidos de bens produzidos em fábricas nos EUA caiu 1,5% em março, registrando assim a maior queda em três anos.

A produtividade do trabalhador americano caiu 0,5% no primeiro trimestre de 2012, no entanto a queda não aconteceu no setor industrial. O mercado estimava queda de 0,4%.
 
A quantidade de bens e serviços produzidos, conhecido como saída real, cresceu em uma taxa anual de 2,7%. As horas trabalhadas saltaram 3,2%. Em contrapartida, a hora trabalhada, com ajuste da inflação, teve queda de 0,9%. Com isso, o custo do trabalho teve alta de 2,0%.

Já o número de americanos que fizeram novos pedidos de auxílio-desemprego recuou em 27 mil, para total de 365 mil na semana passada. O resultado veio melhor que o esperado, de 378 mil solicitações.
 
O Institute for Supply Management disse que seu índice do setor de serviços norte-americano caiu para 53,5 pontos em abril ante 56 pontos em março. Esta foi a pior leitura do índice desde novembro do ano passado.

Finalmente, na sexta-feira, foi informado que o mercado de trabalho norte-americano gerou em abril a abertura de 115 mil vagas de trabalho. O resultado veio abaixo do esperado, de 165 mil, porém, compensa o número de postos abertos em março, que foram revisados de 120 mil para 154 mil.
 De acordo com o Departamento de Trabalho do país, a taxa de desemprego no período recuou levemente, para 8,1%, contra 8,2% do mês anterior. Já a médica de horas trabalhadas ficou inalterada, em 34,5 horas, ao passo que os ganhos médios por hora aumentaram em 1 centavo de dólar, para US$ 23,38.

Dentro deste cenário, o Dow Jones acumulou queda de 1,4% aos 12.036 pontos, enquanto o S&P foi penalizado em 2,5% no período, a 1.368,98 pontos. Confira os gráficos:


Mercado Interno


O Banco Central divulgou na manhã desta segunda-feira a pesquisa semanal com analistas de mercado sobre as perspectivas da economia do país para 2012 e 2013. O relatório Focus, como é conhecido, elevou a projeção do IPCA do final do ano de 5,08% para 5,12% em relação à semana passada. Já para 2013, a elevação foi de 5,50% para 5,53%.
 
No caso da cotação do dólar em dezembro deste ano, a aposta segue em R$ 1,80, mesmo valor para o final do ano que vem. Mesmo com o BC apontando que pode haver uma nova redução dos juros, o mercado trabalha com a Selic em 9% ao ano em 2012 e em 10% em 2013.
 
Já a economia brasileira teve sua projeção de crescimento elevada de 3,21% para 3,22% neste ano e de 4,25% para 4,3% no próximo calendário.

O IPC-S de 30 de abril de 2012 apresentou variação de 0,52%, 0,05 ponto percentual abaixo da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 2,19%, no ano e 5,05%, nos últimos 12 meses.

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas apresenta queda de 4,8% em abril de 2012, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, ao passar de 135,3 para 128,8 pontos. O resultado apresenta um recuo frente ao observado em março, quando a taxa interanual ficou em -1,0%.
 
Em março, a produção industrial variou -0,5%, em relação a fevereiro, na série livre de influências sazonais, após registrar recuo de 1,6% em janeiro e expansão de 1,3% em fevereiro. Frente a março de 2011, o total da indústria apontou queda de 2,1% em março de 2012, sétimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação. Assim, os índices do setor industrial para o fechamento do primeiro trimestre de 2012 foram negativos tanto no confronto com igual período do ano anterior (-3,0%), como na comparação com o trimestre imediatamente anterior (-0,5%), na série com ajuste sazonal.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que ao permitir a continuidade da queda das taxas de juros, as mudanças na remuneração da poupança estimularão a concorrência entre as instituições financeiras.


Ao explicar a nova fórmula de cálculo do rendimento, ele declarou que os fundos de investimento terão de reduzir a taxa de administração para manter os clientes.Segundo estimativas apresentadas pelo ministro, em um cenário em que a taxa básica de juros (Selic) estiver em 8% ao ano, a poupança renderá 5,6% ao ano e um fundo de investimento com taxa de administração de 0,5% do valor investido pagará 5,7% no mesmo período. Caso a taxa de administração seja maior, no entanto, os fundos renderão menos que a poupança. A simulação leva em conta um fundo que paga 100% da variação da Selic e paga Imposto de Renda.


Na média do trimestre terminado em abril de 2012, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas recuou 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em março, na mesma base de comparação, a queda foi ligeiramente superior (-4,3%). O Indicador Trimestral de abril ficou em 126,8 pontos, contra 132,7 pontos do mesmo período do ano passado, resultado que sinaliza um quadro de lenta recuperação do setor.
 
A queda do Ibovespa na semana aconteceu principalmente pelo resultado da sexta-feira, quando a queda acentuada fez com que o índice fechasse com queda acumulada de 1,3% aos 60.799 pontos. Confira o gráfico, as maiores altas, baixas e as ações mais negociadas da semana:


Maiores Altas

Ativo

Código

Último

Variação
PDG REALT

PDGR3

5,01

9,39%
MRV

MRVE3

12,27

7,92%
CCR SA

CCRO3

15,90

6,43%
GAFISA

GFSA3

3,80

6,15%
TRAN PAULIST

TRPL4

65,10

5,20%

Maiores Baixas

Ativo

Código

Último

Variação
MMX MINER

MMXM3

8,38

-8,11%
MARFRIG

MRFG3

9,90

-7,74%
B2W VAREJO

BTOW3

7,78

-7,27%
USIMINAS

USIM5

10,25

-6,99%
GERDAU

GGBR4

16,56

-6,97%

Mais Negociadas

Ativo

Código

Último

VolumE

Segmento
VALE

VALE5

R$ 40,44

1.497.815.872,00

Minerais Metálicos
PETROBRAS

PETR4

R$ 20,48

1.420.502.688,00

Exploração e/ou Refino
ITAUUNIBANCO

ITUB4

R$ 28,80

1.038.936.272,00

Bancos
OGX PETROLEO

OGXP3

R$ 13,50

765.220.272,00

Exploração e/ou Refino
VALE

VALE3

R$ 41,53

674.411.600,00

Minerais Metálicos

Mercado Cambial

A semana que fechou abril e iniciou maio foi marcada por uma nova escalada do dólar comercial, que agora atingiu o patamar de R$ 1,90 e ali se manteve. Sem pressão negativa, o Banco Central não precisou intervir, deixando que o próprio mercado elevasse a cotação. Em quatro dias de negócios, a divisa saltou 1,8% para R$ 1,9190. Confira o gráfico:





Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
04/05/2012 17:11:27

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Bolsas acumulam ganhos em semana de resultados positivos da economia global

Em semana marcada pela divulgação de importantes resultados da economia global, os principais índices financeiros do Brasil e dos EUA fecharam o período em alta acumulada, refletindo a divulgação de resultados positivos.

 

Mercado Externo

Nos Estados Unidos, o destaque da semana ficou por conta dos dados de mercado de trabalho do país, divulgados ao longo dos últimos dias.

 

Entre eles, o setor privado americano registrou em agosto o fechamento de 10 mil postos de trabalho, de acordo com o levantamento da ADP divulgado na manhã desta quarta-feira.

 

O resultado antecipou a divulgação dos dados oficiais do mercado de trabalho do país, a divulgados na sexta-feira pelo governo norte-americano.

 

De acordo com o Departamento de trabalho dos EUA, porém, o cenário foi mais positivo do que o esperado, já que foram fechadas 54 mil vagas de trabalho em agosto, contra 90 mil demissões esperadas. Mesmo assim, o resultado elevou a taxa de desemprego para 9,6%, contra 9,5% do mês passado. Excluindo os cargos no governo, foram geradas 67 mim postos de trabalho, contra projeção de 30 mil.

 

Os ganhos médios por hora tiveram alta de três centavos, ou 0,2% para US$ 19,08. O mercado estimava alta de 0,1%. Na comparação anual, o avanço chega a 1,7%. Já as horas trabalhadas ficaram inalteradas em 34,2 horas.

 

Apesar do corte nas vagas de trabalho no mês anterior, os novos pedidos de auxílio desemprego recuaram em seis mil na semana passada, e atingiram 472 mil, segundo informações do próprio Departamento de Trabalho. A média móvel das últimas quatro semanas, por sua vez, recuou em 2,5 mil, para 485 mil. Já as revalidações do benefício cederam em 23 mil, para 4,46 milhões.

 

Já a produtividade nos negócios nos Estados Unidos caiu 1,8% na revisão dos dados do segundo trimestre do ano, mostrando um cenário pior do que mostrado anteriormente pelo Departamento de Trabalho, já que a pesquisa anterior apontava queda de 0,9%. O resultado confirma a primeira queda em cinco trimestres.

 

Com isso, os custos unitários com o trabalho aumentaram no segundo trimestre em 1,1%, contra estimativa de 0,2%.

 

Outro indicador importante, os gastos dos consumidores norte-americanos em julho ultrapassaram o crescimento da renda, o que levou ao declínio da taxa de poupança nos Estados Unidos. Os números foram informados na segunda-feira pelo Departamento de Comércio do país.

 

No período, as despesas subiram 0,4%, enquanto a renda pessoal avançou 0,2%. Os economistas esperavam que as receitas subissem 0,3%, enquanto os gastos 0,3%.

 

Resultados do setor imobiliário também estiveram presentes nesta semana. Os preços de imóveis residenciais nas 20 maiores cidades norte-americanas cresceram 1% no mês de junho, de acordo com levantamento do índice Case Shiller realizado pela Santandard & Poor’s. Segundo o órgão, os preços ficaram 4,2% mais altos na comparação anual. A alta foi verificada em 17 das 20 regiões metropolitanas pesquisadas em junho.

 

Já os gastos com construções recuaram 1% em julho, em relação ao mês anterior, informou nesta quarta-feira o Departamento de Comércio do país. Na comparação anual, houve queda de 10,7%.

 

Por sua vez, a National Association of Relators informou que as vendas de casas pendentes tiveram alta de 5,2%. Na comparação anual, a queda foi de 19.1%.

 

Do setor industrial, o índice que mede a atividade na região de Chicago, o Chicago PMI, registrou em agosto queda para 56,7%, contra 62,3% de julho. No entanto, a queda do mês já era esperada pelo mercado, que apostava em 56% para o período.

 

Já os pedidos às fábricas do país registraram em julho alta de 0,1%, após queda de 1,2% em junho, informou na quinta-feira o Departamento de Comércio do país. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que apostava em alta 0,3%.

Além disso, o índice que mede a atividade econômica no setor manufatureiro em agosto, o ISM Manufacturing, registrou um avanço fora do esperado para o período. De acordo com os dados divulgados na quinta-feira, o indicador registrou 56,3 pontos, contra 55,5 pontos em agosto.

 

Investidores conheceram ainda que o índice do setor de serviços dos EUA reduziu-se em agosto, para 51,5 pontos, contra 54,3 pontos de julho. De acordo com o Insituto Supply Management, apesar da queda, o resultado ainda é positivo, considerando que veio acima dos 50 pontos.

 

Outro destaque da semana foi a Ata do Fomc. Diversos delegados que fazem parte do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) acreditam que o Fed deve considerar novas medidas para dar estímulo à economia do país, caso ela siga enfraquecida. As informações constam na ata da última reunião do Fomc.

 

No encontro, os membros concordaram coma necessidade de um maior apoio à economia, após um debate contraditório. Eles concordaram em reinvestir os lucros dos títulos lastreados em hipotecas. Alguns membros argumentaram que esse reinvesti mento causaria pouco impacto na economia.

 

Depois de receberem o resultado da confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan, nesta semana foi a vez do Conference Board apressentar sua pesquisa. De acordo com o órgão,  o índice registrou em agosto alta em relação ao mês anterior, ao saltar de 50,4 pontos para 53,5 pontos. A entidade informou ainda que apesar do avanço os consumidores seguem “apreensivos”.

 

Assim, o Dow Jones terminou a semana com alta de 2,9%, aos 10447 pontos, ao paso que o S&P teve +3,7%, aos 1104 pontos. Veja gráficos abaixo:

 

 

 

 Mercado Interno

 

No Brasil, a semana começou com a divulgação do Relatório Focus, que pela segunda semana consecutiva, mostrou que os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a previsão do IPCA, a inflação oficial. De acordo com a projeção, o indicador deverá fechar o ano em 5,07%, contra 5,10% estimado no período anterior. Para 2011, o IPCA deverá ficar em 4,87%.

 

Outro dado importante da inflação no país, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,77%, em agosto. Em julho, o índice variou 0,15%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

 

Já o IPC-S de 31 de agosto de 2010 apresentou variação de -0,08%, taxa 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da registrada na última divulgação. Com este resultado, o IPC-S acumula alta de 3,34%, no ano e 4,07%, nos últimos 12 meses.

 

Outro destaque da agenda doméstica foi a Decisão do Copom sobre a taxa Selic, que foi mantida em 10,75% ao ano, conforme o esperado.

 

Já a produção industrial avançou 0,4% em julho frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após três meses consecutivos de queda. Em relação a igual mês de 2009 houve expansão de 8,7%, completando nove meses seguidos de taxas positivas. O acumulado nos sete primeiros meses do ano (15,0%) ficou abaixo do registrado no primeiro semestre (16,2%). O acumulado nos últimos 12 meses (8,3%), acentuou o ritmo de crescimento frente a junho (6,5%), permanecendo com a trajetória ascendente iniciada em outubro de 2009, informou nesta terça-feira o IBGE.

No Brasil, o mercado local reage à manutenção da taxa Selic em 10,75% ao ano, anunciada na noite de ontem pelo Copom.

 

Além disso, o IBGE constatou que sete das 14 regiões pesquisadas tiveram aumento da produção industrial em julho. A maior expansão foi registrada em Goiás (10,3%), que praticamente recuperou a perda de 10,7% observada no mês anterior. Bahia (3,6%), Rio Grande do Sul (3,3%), região Nordeste (1,7%), Rio de Janeiro (1,1%) e São Paulo (0,5%) completaram o conjunto de locais que cresceram acima da média nacional (0,4%). Minas Gerais (0,1%) e Espírito Santo (-0,2%) praticamente repetiram o patamar de junho último. Os resultados negativos no período foram assinalados por: Pará (-0,7%), Pernambuco (-1,2%), Amazonas (-1,3%), Ceará (-1,5%), Paraná e Santa Catarina (ambos com recuo de 2,9%).

 

Por sua vez, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas reduziu-se em 0,6% entre julho e agosto de 2010, ao passar de 113,6 para 112,9 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal.

 

Hoje, o mercado conheceu que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,2% no segundo trimestre deste ano, em relação aos três meses anteriores. No período, o valor corrente do PIB chegou a R$ 900,7 bilhões. No primeiro trimestre, o crescimento havia sido de 2,7%. A informação foi divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Desta forma, a Bovespa terminou o período com alta acumulada de 1,7%, aos 66679 pontos. Veja gráfico abaixo, seguido de tabela com as maiores altas e baixas da semana, bem como relação dos ativos mais negociados:

 

 

Ativo

Código

Último

Variação

PETROBRAS

PETR3

32,71

9,22%

PETROBRAS

PETR4

28,80

8,43%

EMBRAER

EMBR3

11,45

6,31%

FIBRIA

FIBR3

29,48

6,20%

TAM S/A

TAMM4

36,39

5,75%

 

Ativo

Código

Último

Variação

DURATEX

DTEX3

17,13

-5,52%

OGX PETROLEO

OGXP3

19,30

-5,48%

CESP

CESP6

24,63

-5,09%

ELETROBRAS

ELET6

25,15

-4,19%

BRASKEM

BRKM5

15,14

-3,93%

 

Ativo

Código

Último

Volume

Segmento

VALE

VALE5

R$ 42,72

2.340.344.416,00

Minerais Metálicos

PETROBRAS

PETR4

R$ 28,80

2.236.123.872,00

Exploração e/ou Refino

ITAUUNIBANCO

ITUB4

R$ 37,85

1.233.286.880,00

Bancos

OGX PETROLEO

OGXP3

R$ 19,30

1.224.975.152,00

Exploração e/ou Refino

BRADESCO

BBDC4

R$ 30,54

737.004.832,00

Bancos

 

 

Mercado cambial

 

O dólar comercial fechou em baixa na tarde desta sexta-feira, dia de instabilidade na Bovespa e alta acentuada dos índices cotados em Wall Street.

 

Nesta sessão, a moeda norte-americana confirmou movimento de baixa iniciado nesta semana, quando voltou ao menor valor em 4 meses, de R$ 1,7180.

 

Hoje, a divisa terminou com leve desvalorização, cotada a R$ 1,7310. Na semana, a moeda acumula perdas de 1,6%.

 

Veja gráfico abaixo:

 

 



Fonte:Enfoque Informações Financeiras Ltda.

Recebido em:
03/09/2010 17:37:40

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Wall St. busca definição de rumo e opera em leve queda

Após a recuperação na sessão de sexta-feira, os mercados financeiros dos Estados Unidos iniciaram a semana ainda sem a definição de um rumo. O período é marcado pela expectativa de dados do mercado de trabalho, com destaque para a taxa de desemprego, que será divulgada na sexta-feira.

Na agenda do dia, apenas a divulgação dos números dos gastos dos consumidores em julho, ultrapassaram o crescimento da renda e levou ao declínio da taxa de poupança nos Estados Unidos. Os dados foram informados nesta segunda-feira pelo Departamento de Comércio do país.

 

No período, os gastos dos consumidores subiram 0,4%, enquanto a renda pessoal avançou 0,2%. Os economistas esperavam que as receitas subissem 0,3%, enquanto os gastos 0,3%. Com os números, a taxa de poupança caiu de 6,2% par 5,9%. O rendimento real disponível caiu 0,1% em julho, depois de subir 0,1% em junho.

Já o índice de preços do consumo pessoal avançou 0,2% em julho em comparação com junho e 1,5% no ano passado.

Neste cenário, o Dow Jones tem queda de 0,14% aos 10.134,9 pontos, enquanto o S&P 500 recua 0,15% aos 1.062,99 pontos. Confira os gráficos de 15 minutos:



Fonte:Enfoque Informações Financeiras Ltda.

Recebido em:
30/08/2010 11:03:23

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Copr 2007 Enfoque Informações Financeiras

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