Nota à Imprensa BC – Setor Externo

I – Balanço de pagamentos – Abril de 2012

O balanço de pagamentos registrou superávit de US$7,7 bilhões em abril. A conta financeira apresentou superávit de US$12,6 bilhões, com destaque para o ingresso líquido de US$4,7 bilhões em investimentos estrangeiros diretos (IED). O déficit em transações correntes atingiu US$5,4 bilhões em abril e US$51,6 bilhões nos últimos doze meses, equivalente a 2,04% do PIB. No primeiro quadrimestre de 2012, o déficit em transações correntes somou US$17,5 bilhões, patamar inferior ao registrado no mesmo período de 2011, US$18,4 bilhões.

A conta de serviços registrou déficit de US$3,2 bilhões em abril, 2,4% acima do observado no mesmo mês de 2011. O gasto líquido com viagens internacionais alcançou US$1,3 bilhão, redução de 12,5% na mesma base de comparação, destacando a redução de 7,6% nos gastos de turistas brasileiros no exterior. As despesas líquidas com transportes somaram US$769 milhões, 9,5% superiores ao observado em abril de 2011. As despesas líquidas com aluguel de equipamentos totalizaram US$1,8 bilhão, ante US$1,3 bilhão em igual mês do ano anterior. Na mesma base de comparação, houve elevação nas despesas líquidas de royalties e licenças, 17,8%, e redução nas remessas líquidas de serviços de computação e informações, 2,9%.

As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$3,2 bilhões no mês, elevação de 27,3% em relação a abril do ano anterior. As remessas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$2,4 bilhões em abril, ante US$2,1 bilhões remetidos no mesmo período de 2011. No primeiro quadrimestre de 2011, as remessas brutas de lucros e dividendos somaram US$7,6 bilhões, decréscimo de 29,8% no período comparativo, enquanto as receitas de lucros e dividendos atingiram US$1,8 bilhão, ante US$384 milhões ocorridos de janeiro a abril de 2011. As despesas líquidas de juros alcançaram US$839 milhões em abril, comparados a US$448 milhões remetidos no mesmo mês de 2011.

No mês, as transferências unilaterais somaram ingressos líquidos de US$165 milhões, dos quais US$113 milhões referentes à conta de manutenção de residentes.

Os investimentos brasileiros diretos no exterior registraram retornos líquidos de US$1,8 bilhão em abril. A participação no capital de empresas no exterior apresentou retornos líquidos de US$1,9 bilhão, enquanto as concessões líquidas de empréstimos intercompanhia ao exterior atingiram US$91 milhões.

O ingresso líquido de IED atingiu US$4,7 bilhões no mês, composto por US$4 bilhões referentes à modalidade participação no capital e US$624 milhões em desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias. Nos 12 meses encerrados em abril, os ingressos líquidos de IED somaram US$63,2 bilhões, equivalentes 2,5% do PIB.

Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram entradas líquidas de US$1,8 bilhão em abril, dos quais US$649 milhões em ações e US$1,1 bilhão em títulos de renda fixa. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no mercado externo somaram ingressos líquidos de US$1 bilhão, decorrente de captações líquidas de US$594 milhões em bônus e de US$428 em notes e commercial papers. Não houve operações em títulos de renda fixa de curto prazo, negociados no exterior. No mercado doméstico, os títulos de renda fixa proporcionaram ingressos líquidos de US$117 milhões.

Os outros investimentos brasileiros no exterior registraram retornos líquidos de US$2,9 bilhões em abril. Houve retornos de depósitos de bancos brasileiros, US$2,4 bilhões, e expansão dos depósitos detidos por empresas não financeiras, US$877 milhões. As amortizações líquidas de empréstimos e créditos comerciais de curto prazo, recebidas do exterior, somaram US$1,7 bilhão.

Os outros investimentos estrangeiros no País registraram ingressos líquidos de US$2,7 bilhões em abril. Os créditos comerciais de curto prazo apresentaram ingressos líquidos de US$4,5 bilhões. Os empréstimos de longo prazo apresentaram amortizações líquidas de US$1,5 bilhão, com destaque para os relativos a empréstimos diretos, US$894 milhões, e compradores, US$435 milhões. Os empréstimos de curto prazo somaram amortizações líquidas de US$17 milhões no mês.


II – Reservas internacionais

As reservas internacionais atingiram US$374,3 bilhões em abril, elevação de US$9,1 bilhões em relação ao estoque apurado para o mês anterior.

No período, a autoridade monetária efetuou compras líquidas de US$7,2 bilhões no mercado doméstico de câmbio à vista. A remuneração das reservas somou US$379 milhões, enquanto as demais operações externas, relacionadas principalmente a variações de preços e de paridades, aumentaram o estoque em US$1,5 bilhão.


III – Dívida externa

A posição estimada da dívida externa total em abril totalizou US$297,3 bilhões, contração de US$690 milhões em relação ao montante estimado para março. A dívida de longo prazo alcançou US$262,2 bilhões, redução de US$666 milhões, enquanto a de curto prazo manteve-se estável em US$35,1 bilhões.

Dentre os principais fatores de variação da dívida externa de longo prazo, excluindo-se a variação por paridades, destacaram-se as emissões de títulos pela República, US$816 milhões; e de títulos emitidos pelo setor não financeiro, US$275 milhões; e as amortizações líquidas de empréstimos de bancos, US$829 milhões; e de empréstimos do setor não financeiro, US$558 milhões. A variação por paridades reduziu o estoque de dívida de longo prazo em US$318 milhões.



Fonte: Enfoque Informações Financeiras

Recebido em:
24/05/2012 10:34:33

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