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Revelações políticas abalam e Ibovespa futuro registra limite de baixa

SÃO PAULO  –  As novas revelações da Operação Lava-Jato devem pôr fim ao otimismo que começava a embalar o mercado de ações local.

Até ontem, o Índice Bovespa acumulava alta de 5,27% no mês, estendendo os ganhos de 2017 para 12,14%, com crescentes apostas de que seriam aprovadas as reformas estruturais vistas como essenciais para tirar o país da recessão e garantir seu crescimento no futuro.

Com a denúncia, publicada pelo jornal “O Globo” na noite de quarta-feira, de que o presidente Michel Temer avalizou o pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha para que o parlamentar não envolvesse o governo e seus aliados em denúncias de corrupção, a negociação das mudanças nas leis trabalhistas e no sistema da Previdência Social tende a, no mínimo, atrasar. Embora o risco de reviravoltas na cena política local e no trâmite da reformas estivesse em parte contemplado nas ações negociadas na Bovespa, a gravidade e o alcance das novas suspeitas surpreenderam os investidores e vão desencadear uma severa correção dos preços.

Assim, às 9h04, o Ibovespa futuro com vencimento em junho despencava 10,02%, para 61.180 pontos, no limite de queda para o contrato, segundo as regras da B3 (antiga BM&FBovespa), que administra o mercado. O dólar comercial disparava 5,84%, vendido a R$ 3,3143 às 9h29. Tal alta coloca em dúvida outra esperança do mercado local recentemente: a de que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) pudesse ousar mais na redução da taxa de juros, atualmente em 11,25% ao ano.

A forte baixa do contrato futuro do índice de referência da Bovespa logo no início dos negócios sinaliza que o limite de perdas do pregão regular também deve ser acionado.

As proteções do sistema da bolsa local entram em vigor se e quando o Ibovespa cair 10% em relação ao fechamento do dia anterior. No caso de hoje, tal limite está nos 60.786 pontos. Aí, todas as negociações são automaticamente interrompidas por 30 minutos. Caso, após a reabertura, o índice recue 15% ante o fechamento do dia anterior – para 57.409 pontos no caso desta quinta-feira – , o pregão é suspenso por mais uma hora. Com uma queda de 20% depois da segunda reabertura – o que seria aos 54.032 pontos hoje -, os negócios são paralisados por um tempo a ser determinado e anunciado pelo diretor do pregão da Bovespa.

A última vez em que se acionou o limite de quedas na bolsa brasileira foi em outubro de 2008, no auge da turbulência global que começou com a crise das hipotecas nos EUA.

As ações das estatais Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil devem estar entre as maiores baixas da bolsa hoje. O papel da JBS, cujo dono, Joesley Batista, foi o responsável pela gravação que flagrou Temer, tende a recuar.

Não bastassem esses bombásticos acontecimentos na cena política brasileira, as commodities caem no exterior, contribuindo para piorar as perspectivas para as companhias que produzem matérias-primas, como a mineradora Vale e as gigantes do setor de papel e celulose Fibria e Suzano.

Os investidores estrangeiros acompanham, ainda, os desdobramentos da crise política também atravessada pelos Estados Unidos, com a suspeita de que o presidente Donald Trump tenha atuado para atrapalhar as apurações do FBI da ligação do político e sua equipe com a Rússia.

Fonte: Valor Econômico

Ricardo Eletro - Finance One
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