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Riscos políticos nos EUA puxam bolsas de NY para baixo nesta quarta

SÃO PAULO  –  Quando o índice conhecido como “termômetro do medo” em Wall Street salta mais de 40% em apenas uma sessão significa, no mínimo, que uma espessa névoa de incertezas se ergueu entre os investidores. Alguns analistas e gestores, porém, já questionam até mesmo se a forte busca por proteção vista nesta quarta-feira pode apontar para uma guinada de baixa nos mercados de risco globais.

Hoje, o efeito cumulativo dos seguidos deslizes políticos cometidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos últimos dias fez transbordar o copo da desconfiança. Os agentes dos mercados passaram o dia estressados diante das dúvidas crescentes sobre a capacidade de o governo fazer avançar sua agenda pró-crescimento.

Após ajustes, o Dow Jones encerrou em queda de 1,78% a 20.606,93 pontos, na maior baixa diária em dez meses. O S&P 500 recuou 1,82% a 2.357,03 pontos. O Nasdaq perdeu 2,57% para 6.011,23 pontos.

O índice de volatilidade CBOE VIX S&P 500 teve uma alta de 42,35% para 15,16, no maior salto diário desde a eleição para presidente nos EUA, em novembro.

No S&P 500, nove de 11 setores terminaram o dia no negativo. Os papéis de instituições financeiras lideraram as perdas, com recuo de 3,15%. Outros três grupos tiveram quedas de mais de 2%: tecnologia (-2,73%), matérias-primas (-2,11%) e indústrias (-2%).

No Dow Jones, apenas cinco ações entre 30 conseguiram se manter no positivo. As maiores quedas ficaram com Goldman Sachs, J.P.Morgan e Apple, de, respectivamente, 5,27%, 3,81% e 3,36%. E nada menos que 20 papéis ou dois terços do índice tiveram baixas de mais de 1%.

O fato mais recente a elevar a temperatura em Washington, que alcançou o ponto de ebulição, veio da notícia divulgada na terça-feira após o fechamento dos mercados americanos que Trump pressionou o então diretor do FBI, James Comey, a largar a investigação sobre os contatos indevidos de seu ex-conselheiro de Segurança Nacional com os russos. A Casa Branca negou tudo. Mas, dias depois da conversa, o presidente demitiu o chefe da polícia federal americana.

Os antigos rivais dos tempos da Guerra Fria também estiveram no centro de outra revelação comprometedora no início da semana. Os jornais americanos noticiaram que Trump teria vazado informações sigilosas sobre o grupo terrorista Estados Islâmico fornecidas por Israel para o ministro das Relações Exteriores e o embaixador da Rússia na semana passada.

O risco político subiu de tal maneira nos Estados Unidos, que o tema “impeachment” do presidente passou a ser debatido abertamente entre os líderes da oposição democrata e até mesmo entre alguns congressistas republicanos.

“Tudo se resume hoje a Trump”, disse Thomas Roth, diretor-executivo para juros da MUFG Securities Americas. “O dólar está afundando à medida que o mundo presta atenção, e perde confiança, no estado das coisas nos EUA”, acrescenta.

Como resultado, além do pulo do indicador de volatilidade, o dólar caiu ante os principais pares internacionais, com o iene em alta de 1,82% frente à moeda americana, e os ativos de segurança, como Treasuries – títulos do Tesouro americano – e o ouro, viveram um forte rali.

Em meio à tanta confusão em Washington, o mercado começa a questionar se as atribulações políticas de Trump afetarão os planos do Federal Reserve para o ajuste da política monetária dos Estados Unidos. A maioria continua a precificar aumento da taxa de juros de referência na próxima reunião do Fed, em junho – mas tal consenso se tornou menos amplo nesta quarta-feira.

Os futuros dos Fed funds, usados para apostas nas tendências da política monetária americana, indicavam hoje probabilidade de 69% de um aumento da taxa de referência em junho, ante 74% na terça-feira, segundo o CME Group. Antes do agravamento da crise política em Washington, tal percentual chegou a 88%.

No entanto, uma grande parte dos gestores de recursos ouvidos pelo Bank of America Merrill Lynch considera o cenário de risco político pontual. Embora a volatilidade tenda a prevalecer no curto prazo, a perspectiva para o longo prazo ainda é favorável, disseram os entrevistados.

“As ações nos EUA têm sido impulsionadas pelos lucros corporativos. Os lucros estão associados ao crescimento, e não acredito que as [últimas notícias] terão impacto significativo sobre o crescimento”, afirmou Kevin O’Nolan, gestor de carteiras da Fidelity International, reconhecendo, porém, que os desdobramentos da cena em Washington sejam difíceis de prever no momento.

Fonte: Valor Econômico

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