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Após eleição, é um bom momento para comprar dólar?

Escrito por: Rafael Massadar em 12 de novembro de 2018

É um bom momento para comprar dólar. Afinal, a moeda norte-americana baixou um pouco em relação ao período pré-eleitoral, em que se mantinha acima de R$ 4, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento.

Definido o vencedor da disputa presidencial brasileira, Jair Bolsonaro, o mercado dá sinais de satisfação. Na avaliação desses investidores, Bolsonaro está comprometido com as reformas econômicas que ele desejava.

No entanto, se você quer aproveitar essa onda, compre ao poucos. Isso porque a tendência é que o dólar se mantenha na casa dos R$3,70 por uma quinzena, no mínimo. Principalmente porque o Federal Reserve (FED, Banco Central americano) manteve sua taxa de juros inalterada.

A instituição repetiu que espera “novos aumentos graduais” da taxa de juros, enquanto acredita que a economia continuará a se expandir. Em seu comunicado para o mercado, o FED disse que a economia “vem crescendo num ritmo forte”.

comprar dólar

Fortalecimento do dólar prejudica empresas dos EUA

Um dos motivos de comprar dólar aos poucos é que a moeda pode sofrer um pequeno baque. Isso porque a valorização do dólar é positiva para os EUA. Portanto, significa que as coisas na economia dos EUA estão melhorando.

No entanto, penaliza e obriga as empresas a reduzirem os investimentos. Isso mostra que a decisão do FED não foi em vão. Talvez, o valor da moeda norte-americana já tenho chegado ao seu pico.

Guerra comercial pode ser entrave para comprar dólar

comprar dólarApesar de o cenário descrito anteriormente ser positivo para comprar dólar, uma situação pode elevar novamente o valor da moeda. A guerra comercial entre os EUA e a China.

O confronto comercial entre as duas potências mundiais se agrava mês a mês. Afinal, cada país decidiu impor sobre o outro tarifas adicionais sobre volumes de comércio da ordem de US$ 50 bilhões.

O Brasil, por ser um grande exportador de commodities, pode se beneficiar por um breve momento no vácuo deixado pelas taxações entre as duas potências. Porém, a longo prazo pode sofrer consequências negativas.

Com esse cenário, o FMI já estima uma queda de 0,5 ponto percentual no PIB mundial em razão da guerra comercial. Bancos falam em até dois pontos, se a guerra se estender a outros países.

Dólar está valorizado nos países emergentes

A valorização dificulta a compra do dólar em nossos vizinhos da América do Sul e em outros países emergentes. Isso porque o peso argentino e a lira turca estão contaminando mesmo de que forma indireta outros mercados emergentes, inclusive o Brasil.

O peso argentino e a lira turca não são, contudo, as únicas vítimas da valorização do dólar. O índice MSCI Emerging Market Currency, que mede a evolução de 25 moedas de países emergentes face ao dólar, atingiu em meados de junho deste ano o nível mais baixo desde janeiro de 2017.

A lira e o peso são apenas duas das cinco moedas que já perderam mais de 5% este ano. Na Ásia, os olhos estão postos sobre a Indonésia, onde a rupia atingiu o valor mais baixo desde outubro de 2015.

Previsões para 2019

O Banco Central, através do relatório Focus, anunciou a projeção do dólar para 2019. De acordo com a instituição financeira, é de R$ 3,80.

Valor muito parecido com a previsão do bando Itaú. O banco privado aposta que a moeda norte-americana ficará em torno dos R$ 3,90.

O Itaú ressaltou ainda que a taxa Selic deve permanecer inalterada no encontro de política monetária de dezembro. Suas projeções mostram que ela deve se manter em todo o ano de 2019. Já o BC prevê que deve subir para 8%.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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