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Com criptomoedas em alta, aprenda a investir em Bitcoin

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Três fileiras de moedas Bitcoin
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Quem é frequentador assíduo do mercado de investimentos, já deve ter se deparado com as criptomoedas. A principal e a mais popular delas, é o Bitcoin, que foi a primeira moeda digital descentralizada criada no mundo. Sendo assim, confira dicas de como investir em Bitcoin.

Investir em criptomoedas não é para qualquer perfil de investidor. Esse é um tipo de ativo arriscado. Por isso, é recomendado somente para perfis mais arrojados de investidores. Não é à toa que virou interesse dos investidores de Wall Street.

O Bitcoin é uma criptomoeda ponto a ponto. Isso quer dizer que, você pode ser seu próprio banco, já que toda a operação acontece de forma direta, sem a necessidade de intermediador. De acordo com o criador da criptomoeda, Satoshi Nakamoto, o bitcoin veio para permitir que “pagamentos online sejam enviados diretamente de uma parte para a outra, sem passar por uma instituição financeira”.

Mesmo com a sua popularização, o investimento em criptomoedas ainda é um mercado que possui suas particularidades. Para Luiz Calado, economista-chefe do Mercado Bitcoin, “os investidores precisam entender a dinâmica desse mercado se quiserem bons resultados em curto, médio e longo prazos”.

Calado alerta que mesmo com a alta no valor da moeda, é preciso ficar atento a como o mercado funciona. Para o economista, o perfil de quem busca investir em criptomoedas é o de quem busca lucro rápido.

“A volatilidade traz boas oportunidades ao investidor, mas o que vemos é que muitos acabam entrando na euforia e aplicando mais do que poderiam”, analisa o economista, completando: “A primeira lição para investir em criptoativos é estudar bem o comportamento do mercado e estabelecer uma meta de rentabilidade plausível, mesmo sabendo dos riscos inerentes a esse setor.”

Só em 2020, o Bitcoin valorizou 423% em comparação com o ano anterior

O mercado de Bitcoins atualmente

No último ano, houve um crescimento acelerado de investimentos em Bitcoin. Para se ter uma ideia, o Bitcoin valorizou 423% somente em 2020, saindo de R$29.200 para R$152.760 ao final do ano. Atualmente, um Bitcoin vale aproximadamente R$335.000.

Vale lembrar que a variação do Bitcoin é semelhante a moedas físicas, como o Dólar, Euro e Libra. Ou seja, em um dia o valor da moeda pode subir ou descer, de acordo com o mercado.

Como o Bitcoin foi uma das primeiras criptomoedas, há mais confiança em sua tecnologia e na plataforma. Sua alta volatilidade deve-se por uma série de variáveis, como a lei da oferta e da procura. O que quer dizer que quanto maior a procura, maior tende a ser a cotação.

Os riscos de investir em Bitcoin

Segundo Luiz Calado, o principal risco de investir em Bitcoins é a desinformação.

“O principal risco é a desinformação sobre as boas práticas de como investir em criptoativos, tanto para o lado financeiro quanto em relação à segurança. Para quem utiliza uma plataforma confiável, como o Mercado Bitcoin, é seguro. A tecnologia em si também é segura, pois é criptografada e inviolável.” Você conhece o sistema de blockchain?

Devido à grande volatilidade do mercado, as criptomoedas são consideradas investimentos de alto risco. Assim, o investidor pode ter grandes perdas também.

“A nossa recomendação é que as pessoas estudem como a tecnologia funciona antes de aplicar e não invistam todo o seu patrimônio nos criptoativos”, indicou o especialista.

O Banco Central, autoridade monetária do Brasil, alerta que as moedas digitais não são emitidas, nem garantidas. Por esse motivo, não possuem garantia de conversão para moedas soberanas e também não são lastreadas em ativo real de qualquer espécie. Por isso é um investimento mais arriscado.

No Comunicado nº 31.379, de 16/11/2017, o Banco Central faz alertas aos investidores. A instituição destaca que a compra e a guarda dessas moedas estão sujeitas a riscos, inclusive a perda do capital investido. “O armazenamento das moedas virtuais também apresenta o risco de o detentor desses ativos sofrer perdas patrimoniais’.

Dicas para investir em Bitcoin

Diante dos riscos e das ressalvas para se investir em Bitcoin, o economista-chefe do Mercado Bitcoin, Luiz Calado, deu algumas dicas para ajudar os novos investidores.

1 – Pesquise antes de investir

Primeiramente, Calado explica que antes de comprar uma ação, os investidores fazem uma vasta pesquisa sobre o setor de atuação daquela empresa. O mesmo deve ser feito com o mercado de criptoativos. Os potenciais investidores devem pesquisar sobre a criptomoeda, seus usos e tendências de valorização.

2 – Não invista mais do que você pode perder

É importante ter ciência de que o mercado é muito volátil e não há uma regulação clara que indique qual será o seu futuro.

Então, sabendo que é possível ter altos lucros e prejuízos, a recomendação é que a pessoa comece investindo aos poucos, começando, por exemplo, com 1% de seu patrimônio.

3 – Identifique o momento de mercado

O economista explica que o mantra de quem investe na bolsa de valores é sempre tentar “comprar na baixa e vender na alta”.

Muitas pessoas se deixam levar pela emoção. Ao verem o valor da criptomoeda reduzir 10%, por exemplo, decidem vender para evitar mais perdas.

Por isso, entenda o sentimento geral do mercado, avalie os momentos de baixa e decida a melhor hora para comprar.

4 – Entenda seu perfil de investidor

Existem basicamente dois tipos de investidores em criptoativos: os que estudam a fundo e acreditam na tecnologia e os traders.

O primeiro investe sabendo que a tecnologia é tão revolucionária que, no longo prazo, poderá ter lucros se investir nela neste momento.

O segundo vê um mercado tradicional e faz análises técnicas para entrar e sair do mercado em um curto prazo, obtendo pequenos lucros.

O futuro do mercado de Bitcoins

A expectativa é de alta, já que com a pandemia, pessoas jurídicas passaram a investir em criptomoedas. Essa foi uma tentativa de não correr o risco de ter o dinheiro desvalorizado pela inflação e desvalorização de moedas físicas.

Com a alta volatilidade do mercado, a falta de uma regulação e até mesmo o fato da criptomoeda não ser convertida em ativo real de qualquer espécie, é difícil prever seu futuro.

Além disso, segundo Luiz Calado, o mercado varia muito de acordo com notícias do setor.

“Ao que tudo indica, os criptoativos caminham para fazer parte do sistema financeiro. Ainda não tem como ter uma previsão adequada de quando e como isso vai acontecer, já que muito desse futuro será definido pela regulamentação.”

Porém, mesmo não sendo possível prever como a moeda digital estará daqui a alguns meses, o economista do Mercado Bitcoin lista algumas ações que já estão previstas para a Bitcoin.

  • “A ICE, controladora da New York Stock Exchange, pretende lançar um “ecossistema global de criptoativos”. Já está em parceria com a Microsoft e com a Starbucks para aumentar o uso de criptoativos como pagamento e como investimento.”
  • “ETF de criptoativos. Pelas informações que temos, está cada vez mais próxima. Isso abriria portas para que investidores gigantes, como a Blackrock, que tem mais de US$6 trilhões em ativos sob gerenciamento, entrem nesse mercado ainda incipiente.”
  • Aumento no valor das moedas digitais tem estimulado cada vez mais empresas a aceitá-las como forma de pagamento. Isso eleva o interesse do público pelo tema, aumentando a demanda.

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