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Banco Central ganha R$ 1,275 bilhão com swaps em setembro até dia 15

BRASÍLIA  –  O Banco Central (BC) registra ganho de R$ 1,275 bilhão com as operações de swap cambial em setembro, até o dia 15. Em agosto, a perda tinha sido de R$ 30 milhões. Em setembro do ano passado, o BC lucrou R$ 1,118 bilhão. No ano, a conta está positiva em R$ 10,557 bilhões. E em 2016, a conta de swaps foi positiva em R$ 75,562 bilhões, após perda de R$ 89,657 bilhões em 2015.

O swap cambial é um derivativo que relaciona as variações na taxa de câmbio com os juros em um determinado período. De forma simplificada, o BC é ganhador quando o dólar cai e perdedor quando a moeda americana sobe ante o real.

Os swaps não são feitos para o BC ter ganhos ou perdas, mas são uma forma de oferecer proteção cambial ao mercado e prover liquidez em momentos de instabilidade, preservando as reservas internacionais.

O estoque de contratos já passou dos US$ 100 bilhões, caiu para menos de US$ 18 bilhões, mas voltou a subir e está na linha dos US$ 27,7 bilhões depois que o BC fez ofertas novas de contratos entre os dias 18 e 23 maio para conter a instabilidade no mercado gerada pela delação dos controladores da JBS. Em outubro vencem quase US$ 10 bilhões, e o BC está fazendo a rolagem de 60% do lote.

No lado das reservas internacionais quando convertidas para reais, a perda em setembro, também até o dia 15, estava em R$ 9,040 bilhões. Em agosto, foi registrada perda de R$ 113 milhões. A perda do ano está em R$ 92,679 bilhões. Em 2016, a perda contábil foi de R$ 324,123 bilhões. Em 2015, com a alta do dólar, o ganho de variação cambial com as reservas tinha sido de R$ 260 bilhões.

As operações de swaps têm impacto fiscal, pois ganhos e perdas são contabilizados na conta de juros, com consequente reflexo no resultado nominal do setor público. Em 2015, a perda de swaps elevou o gasto com juro a 8,36% do PIB e puxou o déficit nominal a 10,22% do produto. Já em 2016, o ganho com essas operações ajudou a reduzir o gasto com juros a 6,49%, trazendo o déficit nominal para 8,98% do PIB. Neste ano, com a queda no estoque de swaps, as variações deixam de ser determinantes para o comportamento dos indicadores fiscais, que passam a refletir o crescimento do endividamento e o comportamento da taxa de juros e da inflação.

Fonte: Valor Econômico







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