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Banco Schahin: Crise européia continua preocupando; Brasil apresenta bom desempenho

Escrito por: Redação em 24 de maio de 2010

Apesar da reação observada nos mercados na sexta-feira, os últimos dias apresentaram forte volatilidade e predomínio do ambiente negativo, o que levou a Bovespa a encerrar a semana com baixa de 5%. “As preocupações com os desdobramentos da crise européia, principalmente em relação a possíveis impactos na economia real, continuam agregando cautela e aversão a risco aos investidores, cenário que não deve ser alterado no curto prazo”, explica Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.

A abertura dos mercados globais nesta segunda-feira segue nesta direção, com leve recuo nas bolsas e desvalorização do euro ante o dólar, após os movimentos inversos da sexta. “Pesa negativamente a intervenção do Banco da Espanha no banco de poupança CajaSur, que entrou em colapso em meio a uma forte exposição ao mercado imobiliário local”, lembra o economista. Apesar de pequeno (0,6% dos ativos do sistema financeiro espanhol), o fato ocorrido com o CajaSur gera temores de que outras instituições do país possam enfrentar dificuldades semelhantes.

Medidas de austeridade têm surgido com maior freqüência, diante da necessidade de se reverter a percepção de fragilidade fiscal dos países europeus. O novo governo do Reino Unido anunciou corte imediato de £ 6,25 bilhões no orçamento, enquanto notícias da imprensa dão conta de que a Alemanha também prepara um programa de redução de gastos para ser colocado em prática a partir de 2011. Na opinião de Campos Neto, “são situações que, somadas, podem contribuir para alguma estabilização às moedas da região e também aos mercados”.

Nos EUA, os dados econômicos não mantiveram a recente tendência positiva nos últimos dias, com aumento nos pedidos de auxílio desemprego e queda das permissões para obras residenciais. Apesar disso, ainda prevalece a percepção de retomada da atividade no país, o que levou o Federal Reserve a aumentar a estimativa de crescimento do PIB deste ano.

No Brasil, números de arrecadação tributária e empregos gerados confirmaram o bom desempenho da economia, o que também foi sintetizado pelo novo indicador de atividade do Banco Central, que apontou crescimento próximo de 10% no 1º trimestre (Y/Y). A inflação aponta para sinais controversos, com menores altas dos alimentos, sendo parcialmente compensadas pela aceleração em outros preços, enquanto o atacado volta a pressionar.

A agenda da semana é carregada em eventos e indicadores, que deverão contribuir para manter o cenário de volatilidade. No âmbito externo, o noticiário da crise européia segue no foco, dividindo espaço com a visita do secretário do Tesouro dos EUA à China e ao aumento das tensões entre as duas Coréias. Em termos de dados, predominam indicadores de atividade nos EUA, com revisão do PIB, vendas de imóveis, pedidos de bens duráveis e índices regionais. No Brasil, destaque para números das contas externas, crédito, taxa de desemprego e contas públicas, além do IGP-M de maio.

Nos mercados, o comportamento segue pouco previsível, diante das fortes oscilações diárias observadas e da ausência de fatores no radar que eliminem o receio com a Europa. Porém, fica a expectativa que, diante da melhora ocorrida na sexta, ao menos o pessimismo mais exacerbado seja contido, levando a alguma reação dos ativos ao longo da semana.



Fonte: Enfoque Informações
Financeiras
Ltda.


Recebido em:
24/05/2010 11:32:27

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Redação

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