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BC aumenta oferta do swap cambial e dólar fecha em queda

Escrito por: Redação em 24 de maio de 2018

Após seis altas consecutivas, o dólar fechou em queda nos últimos dias esta semana. Para o alívio de quem tem viagens programadas, por exemplo e alívio na economia também. Não que não dê para encontrar destinos e fugir da alta do dólar ao viajar. Ou encontrar meios de economizar no seu dia a dia, mesmo ganhando pouco.

Com a disparada da moeda norte-americana, o Banco Central anunciou que aumentou a oferta de swap cambial na última segunda. Na operação, houve oferta adicional de 15.000 contratos no leilão realizado das 9h30 às 9h40.

Vamos entender: segundo explica o BC, o “swap é um instrumento derivativo que permite a troca de rentabilidade dos ativos”. As operações de swap cambial do Banco Central consistem na compra ou venda de um contrato padronizado de derivativo negociado na Bolsa. Este contrato é chamado de “Contrato de Swap Cambial com Ajuste Periódico Baseado em Operações Compromissadas de Um Dia (SCS)”.

Em termos mais simples, o swap cambial é uma proteção contra a desvalorização cambial. O BC recorre a essa medida para manter a liquidez do mercado de câmbio doméstico e evitar a volatilidade excessiva do mercado envolvendo o dólar.

Essa é uma medida que não impede, mas ajuda a conter o avanço da moeda. Em comunicado, o Banco Central informa que além desse leilão adicional de swap, dará também continuidade à rolagem integral dos contratos vincendos em 1º de junho.

BC aumenta oferta de swap cambial e dólar fecha em queda
Banco Central aumenta oferta de swap cambial e dólar fecha em queda esta semana

Swap cambial do BC não afeta a política monetária

Ainda em um comunicado, o Banco Central destaca que essa atuação no mercado cambial é separada da política monetária. Essa medida, na verdade, influencia indiretamente a economia. Isso porque busca evitar um movimento mais descontrolado do mercado de câmbio.

O swap cambial pode ser chamado de hedge cambial, ou seja, uma proteção contra as oscilações da moeda, nesse caso o dólar, frente ao real. É uma operação de troca de taxas. O Banco Central “injeta” dólares no mercado futuro.

Essa operação funciona como uma troca de taxas. Isso ocorre quando uma empresa que tem um ativo que está indexado à variação do dólar comercial quer trocar esse indexador por uma taxa, mas sem se desfazer do ativo. A transação acontece através de um contrato de swap.

Nessa operação, o Banco Central deve pagar ao detentor do swap a variação do dólar, acrescida de juros, chamado de cupom cambial. O BC deve ainda receber a variação da taxa de juros doméstica acumulada no mesmo período (taxa Selic).

Segundo o BC, “quem vende esse contrato fica protegido caso a cotação do dólar aumente, mas tem de pagar a taxa Selic para o comprador, no caso o BC”.

Situação econômica no Brasil está mais positiva

Segundo divulgado no portal Governo do Brasil, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que o Brasil está no rumo certo. O dirigente disse que o país mudou nos últimos dois anos e voltou a crescer, com queda nas taxas de juros e recuperação de empregos.

O ministro afirmou que o país já recuperou sua capacidade para atrair investimentos privados. Como exemplo, Guardia citou os leilões de petróleo e gás, que ficaram paralisados por alguns anos até voltar a ocorrer.

Antes de participar do Fórum de Investimentos Brasil (FIB), o ministro da Fazenda, também ao portal Governo do Brasil, explicou que a retomada da economia está baseada nos investimentos, tanto domésticos como externos. Ele credita isso ao ambiente institucional e de negócios que considera mais atraente e seguro, no governo atual.

Para Guardia, com a força maior do cenário econômico no Brasil, números importantes vêm surgindo, como a queda do risco Brasil, aumento do PIB, contas externas sólidas e ambiente de negócios favorável. O ministro citou áreas como óleo e gás, energia renovável, infraestrutura e agronegócio, como algumas das que são favoráveis para investimentos no momento.

Em sua fala, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirma:

“Quem está investindo no Brasil está investindo pensando no futuro. Estamos convictos que estamos na direção correta.”

Conclusão

Falando em cenário econômico, o mundo está apostando na economia verde para mudar o cenário de muitas indústrias. E, até 2030, a economia verde vai gerar 24 milhões de empregos. Isso é o que conclui o estudo Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2018: “Greening with Jobs”, divulgado pela Organização Mundial do Trabalho.

Algumas das áreas que serão beneficiadas, com a expectativa de maior demanda de empregos, são: construção; fabricação de máquinas e aparelhos elétricos; produção de energia com hidrelétricas; cultivo de vegetais, frutas e grãos. Para saber mais sobre esse movimento, leia a matéria completa aqui no Finance One.

Redação

Criado em 2003, o FinanceOne é um site especializado em finanças. Desde a influência do mercado financeiro no seu dia a dia até a simples economia dentro de casa.

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