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BC ganha quase R$ 4,6 bi com atuação no câmbio em julho até dia 28

BRASÍLIA  –  O Banco Central (BC) registra um ganho de R$ 4,586 bilhões com as operações de swap cambial em julho até o dia 28. Em junho, a perda tinha sido de R$ 546 milhões. No ano, o BC acumula ganho R$ 8,845 bilhões. Em julho do ano passado, o BC tinha perdido R$ 1,777 bilhão. Em 2016, a conta de swaps foi positiva em R$ 75,562 bilhões, após perda de R$ 89,657 bilhões em 2015.

O swap cambial é um derivativo que relaciona as variações na taxa de câmbio com a taxa de juros em um determinado período. De forma simplificada, o BC é ganhador quando o dólar cai e perdedor quando a moeda americana sobe ante o real. Os swaps não são feitos para o BC ter ganhos ou perdas, mas são uma forma de oferecer proteção cambial ao mercado e de prover liquidez em momentos de instabilidade, preservando as reservas internacionais.

O estoque de contratos já passou dos US$ 100 bilhões, caiu para menos de US$ 18 bilhões, mas voltou a subir e está na linha dos US$ 27,7 bilhões, depois que o BC fez ofertas novas de contratos entre os dias 18 e 23 maio para conter a instabilidade no mercado gerada pela delação dos controladores da JBS. Agora em agosto, o BC rolou US$ 6,181 bilhões e em setembro não há contratos em aberto.

No lado das reservas internacionais quando convertidas para reais, a perda em julho foi de R$ 58,980 bilhões até o dia 28. Em junho, foi registrado ganho de R$ 16,338 bilhões. No ano, a conta é negativa em R$ 78,062 bilhões. Em 2016 a perda contábil foi de R$ 324,123 bilhões. Em 2015, com a alta do dólar, o ganho de variação cambial com as reservas tinha sido de R$ 260 bilhões.

As operações de swaps têm impacto fiscal, pois ganhos e perdas são contabilizados na conta de juros, com consequente reflexo no resultado nominal do setor público. Em 2015, a perda de swaps elevou o gasto com juro a 8,36% do PIB e puxou o déficit nominal a 10,22% do produto. Já em 2016, o ganho com essas operações ajudou a reduzir o gasto com juros a 6,49%, trazendo o déficit nominal para 8,98% do PIB. Agora em 2017, com a queda no estoque de swaps, as variações deixam de ser determinantes para o desempenho dos indicadores fiscais, que passam a refletir o crescimento do endividamento e o comportamento da taxa de juros e da inflação.

Fonte: Valor Econômico







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