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Bolsa e Tesouro Direto batem recorde de investidores: 5 milhões

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Homem sentado usando uma calculadora
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Parece que os brasileiros se renderam a outros investimentos além da poupança. O país registrou recorde de investidores na Bolsa e Tesouro Direto no início deste ano.

Em janeiro deste ano, a Bolsa de Valores (B3) registrou a marca de 5 milhões de contas de pessoas físicas abertas em corretoras de todo o país. A informação é da própria B3.

Já o Tesouro Direto deve ter superado a marca de 2 milhões de investidores em junho deste ano. Na última pesquisa divulgada pelo Tesouro, o número de pessoas ativas chegou a 1,975 milhão.

Isso representa uma variação de 29,5% nos últimos 12 meses. E para se ter uma ideia, em maio houve um acréscimo de 39.702 novos investidores ativos no Tesouro Direto.

A explicação para esse crescimento em ambos os investimentos é a possibilidade de começar a aplicar mesmo com um valor pequeno. Além disso, os brasileiros estão pesquisando cada vez mais sobre investimentos.

Entenda o recorde de investidores na Bolsa de Valores

Com o recorde alcançado pela B3, onde existem 5 milhões de contas abertas, engana-se quem pensa que esse número é representado somente por homens. É claro que eles ainda são a maioria, com 3,8 milhões.

Mas as mulheres estão buscando investir cada vez mais e já são 1,2 milhão de contas abertas na Bolsa. 

Vale ressaltar ainda que o número de CPFs únicos é de 4,2 milhões. É preciso lembrar que uma mesma pessoa pode ter conta em mais de uma corretora.

É importante destacar ainda que o número de contas e CPFs ativos na B3 não alcançou essa marca de uma hora para outra. Pelo contrário, o crescimento expressivo vem sendo percebido desde o último trimestre de 2021.

No qual o levantamento da própria Bolsa de Valores mostrou que os primeiros investimentos das pessoas em renda variável estão sendo feitos com valores cada vez mais baixos. O que mostra que a Bolsa pode ser acessada por tipos diferentes de investidores.

Para se ter uma ideia, em dezembro de 2021, a mediana do primeiro investimento foi de R$44, o menor valor observado desde janeiro de 2014.

O diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, Felipe Paiva, falou sobre esse crescimento de pessoas investindo na Bolsa de Valores:

“O mercado de capitais passou a fazer parte da poupança do brasileiro. Conforme a pessoa física vai conhecendo o mercado e entendendo como ele pode ajudar a atingir cada um de seus objetivos, ela se sente mais confiante para continuar realizando investimentos e de forma mais diversificada.”

E o crescimento do Tesouro Direto? Como aconteceu?

Outro investimento que tem ganhado o coração dos brasileiros é o Tesouro Direto. Por esse motivo existe uma expectativa que essa aplicação tenha superado os 2 milhões de investidores.

Mas vale ressaltar que o levantamento de junho com os dados corretos ainda não foi divulgado pelo Tesouro Direto. Porém, acredita-se nesse número por conta da alta procura pelas taxas de juros mais atrativas, além da segurança oferecida por este rendimento.

Algo que a renda variável não consegue oferecer para os brasileiros.

Em entrevista para o Money Times, o sócio e fundador da Fatorial Investimentos, Jansen Costa falou sobre a popularização do Tesouro Direto, veja abaixo:

“São um conjunto de fatores que têm favorecido o número crescente de investidores ativos no Tesouro Direto. O próprio aumento de pessoas aplicando na Bolsa brasileira é um deles. Mais pessoas falando sobre Tesouro Direto na internet e a popularização de bancos digitais, como o Nubank (NUBR34), ajudam a entender o quadro.”

Número de brasileiros que não investem ainda é grande

Uma pesquisa realizada pelo Reclame Aqui em julho de 2021 mostrou que grande parte dos brasileiros ainda não investem. Para se ter uma ideia, são mais de 71,8% que não aplicam o dinheiro.

Isso se dá pelo perfil ser mais conservador dos brasileiros, que ficam receosos em perder dinheiro. Porém, essa é uma consequência de quem investe, você ganha mas também pode perder um pouco.

Além disso, 33,3% dos entrevistados disseram que não aplicam dinheiro porque não gostam de arriscar. Já os outros 9% responderam que têm medo de perder dinheiro. Falta de conhecimento é apontado como motivo para não investir por 17,1%. 

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*Colaboração: Juliana Favorito

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Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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