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Bolsas acumulam alta em semana marcada pela volatilidade dos mercados

Em semana marcada pela volatilidade e pela divulgação de importantes indicadores econômicos, os principais índices financeiros do Brasil e dos EUA fecharam o período em alta, apesar da indefinição desta sexta-feira.

 

Mercado externo

A situação fiscal da Europa voltou a ser o assunto mais comentado no início da semana. Depois do temor em relação à Grécia, o déficit orçamentário da Hungria, cuja dívida tem gerado medo por parte das Bolsas, preocupou investidores na segunda-feira.

 

Depois da Inglaterra e da Espanha, o governo da Alemanha também anunciou plano de austeridade para combater o déficit fiscal do país, no valor de 81,6 bilhões de euros, o mais drástico plano de cortes de gastos da história do país desde a Segunda Guerra Mundial. O pacote será aplicado entre 2011 e 2014, e tem como objetivo cumprir os requisitos constitucionais e aliviar as preocupações sobre a situação da dívida da União Europeia.

 

Na quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter a taxa de juros da Zona do Euro no mínimo valor histórico, de 1% ao ano, dentro do esperado pelo mercado. O presidente da autoridade monetária, Jean-Claude Trichet, reiterou que o atual nível de juros continua apropriado, considerando os dados disponíveis.

 

Nos EUA, a semana foi marcada por distintos indicadores. Entre eles, o Livro Bege apresentou resultados otimistas. De acordo com o documento elaborado pelo Federal Reserve, a atividade econômica no país continuou a melhorar, “mas de maneira modesta”, em abril e maio. O indicador também aponta que os gastos dos consumidores e turistas vêm crescendo de maneira geral. Segundo o Fed, os avanços têm sido “limitados”. Em relação aos níveis de emprego, o relatório ressalta uma melhora leve “com os níveis de emprego permanente em leve alta na maioria dos distritos”.

 

Em linha com a análise do Fed, o crédito ao consumidor em abril teve alta em US$ 1 bilhão, para US$ 2,44 trilhões. O resultado, menor do que no mês anterior, veio dentro do esperado.

 

Outro dado positivo, os pedidos inicias de seguro desemprego caíram na última semana em três mil solicitações, para um total de 456 mil. Os números foram divulgados pelo Departamento de Trabalho do país. A expectativa do mercado era que o indicador caísse para 445 mil.

 

Além disso, o déficit orçamentário dos EUA foi de US$ 136 bilhões em maio, contra déficit de US$ 82,7 bilhões do mês anterior, e de US $ 190 bilhões no mesmo período de 2009.  

 

Os resultados positivos refletiram no índice que mede a confiança do consumidor. Apurado pela Universidade de Michigan e pela agência Reuters, o indicador registrou em junho ligeiro avanço para 75,5 pontos, contra resultado anterior de 73,6 pontos. A média dos analistas de mercado esperava 74 pontos para o indicador, com as previsões oscilando entre 72,5 e 75 pontos.

 

No lado das notícias negativas, o déficit da balança comercial do país norte-americano avançou para US$ 40,3 bilhões em abril, após a revisão dos dados de março. Anteriormente, os números do terceiro mês do ano eram de US$ 40,4 bilhões. O resultado, porém, superou as expectativas do mercado, que estimavam saldo negativo de US$ 41 bilhões.

 

Já os estoques de negócios no mês de abril avançaram em 0,4%, sendo que no mês anterior o avanço também havia sido de 0,4%. A projeção dos analistas era de alta de 0,5%.

 

No atacado, os estoques avançaram em abril em 0,4%, o mesmo valor registrado no mês anterior. No entanto, os números ficaram abaixo da expectativa, que estimava 0,5%. Já as vendas do atacado em abril avançaram 0,7%, na comparação mensal, para US$ 351,1 bilhões.

 

O varejo, por sua vez, registrou em maio a primeira queda de vendas desde setembro, em 1,2%, após alta de 0,4% no mês anterior. Já as vendas no varejo excluindo veículos perderam 1,1%, contra projeção de alta de 0,2%.

 

Assim, o Dow Jones registrou, nos últimos cinco dias, alta de 2,8%, aos 10211 pontos, ao passo que o S&P teve alta de 2,5%, aos 1091 pontos, e o Nasdaq avançou 1%, aos 2242 pontos. Veja gráficos abaixo:

 

 

 

 

Mercado interno

No Brasil, a agenda foi intensa. Dentre os destaques, o IBGE informou que, no primeiro trimestre, o PIB teve crescimento de 2,7% em relação ao quarto trimestre de 2009, puxado pela indústria (4,2%), e pelas agropcuária (2,7%). Na comparação anual, houve alta de 9% do PIB.

 

De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a economia do país caminha para um crescimento sustentável. Ele lembrou que a indústria teve crescimento negativo em 2009 e agora, em 2010, deve ter crescimento de 6% a 6,5%. “Fiquei muito satisfeito com o resultado. Foi mais do que eu esperava. Eu esperava 2,5%. Ele mostra que a economia brasileira teve uma das melhores recuperações do mundo”, disse o ministro em nota.

 

Outro evento que atraiu as atenções, o Copom decidiu aumentar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual. O resultado, segunda alta seguida, elevou os juros para 10,25%, dentro do esperado pelo mercado, que projeta novos ajustes da taxa neste ano, até o limite de 11,75%, como forma de conter as pressões inflacionárias.

 

Em nota, o Copom divulgou que “dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias ao cenário prospectivo da economia, para assegurar a convergência da inflação à trajetória de metas, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,25% ao ano, sem viés”, ou seja, sem a possibilidade de revisão até a próxima reunião daqui a 45 dias.

 

Apesar disso, na segunda-feira, e pela primeira vez em 20 semanas, os analistas ouvidos pelo Banco Central para elaboração do relatório Focus reduziram a previsão do IPCA do final de 2010. Na nova edição, a inflação oficial deve ficar em 5,67%. Para o final de 2011, a taxa permaneceu em 4,8%.

 

No dia seguinte, o IBGE anunciou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio apresentou variação de 0,43%, 0,14 ponto percentual abaixo da taxa de 0,57% registrada no mês de abril. Com isto, maio registrou o menor IPCA do ano.

 

Já o IPC-S de 07 de junho de 2010 fico inalterado e registrou variação de 0,21%, repetindo a taxa apurada na última divulgação, ao passo que o IPC da Fipe, apurado na cidade de São Paulo, voltou a desacelerar no início de junho, registrando alta de apenas 0,08% na primeira quadrissemana do mês.

 

Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) de maio apresentou variação de 0,18%, taxa 1,10 ponto percentual (p.p.) abaixo da apurada em abril de 2010. Com este resultado, o indicador acumula alta de 5,18%, no ano e 6,04%, nos últimos 12 meses.

 

Nesta sexta-feira, a FGV informou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 2,21%, no primeiro decêndio do mês de junho. Para o mesmo período de apuração no mês anterior, a variação foi de 0,47%.

 

No mercado de trabalho, de março para abril, o crescimento no emprego industrial ficou em 0,4%, já descontados os efeitos sazonais, quarto resultado positivo consecutivo. Na comparação com abril de 2009, a expansão do emprego alcançou 3,3%, a maior desde fevereiro de 2008 (3,5%), e no acumulado no ano atingiu 1,3%.

 

Desta forma, a Bovespa terminou a semana com alta acumulada de 3,1%, aos 63605 pontos. Veja gráfico diário abaixo, seguido de tabela com as maiores altas e baixas, bem como relação dos ativos mais negociados:

 

 

Ativo

Código

Último

Variação

MMX MINER

MMXM3

11,57

11,57%

FIBRIA

FIBR3

29,92

9,96%

VIVO

VIVO4

53,80

9,35%

B2W VAREJO

BTOW3

31,85

8,52%

GAFISA

GFSA3

11,40

8,06%

 

Ativo

Código

Último

Variação

TELEMAR

TNLP3

36,52

-6,09%

COPEL

CPLE6

33,50

-0,59%

TRAN PAULIST

TRPL4

44,80

-0,20%

 

Ativo

Código

Último

Volume

Segmento

VALE

VALE5

R$ 41,66

2.850.062.720,00

Minerais Metálicos

PETROBRAS

PETR4

R$ 29,62

2.107.257.408,00

Exploração e/ou Refino

OGX PETROLEO

OGXP3

R$ 16,36

732.471.880,00

Exploração e/ou Refino

PETROBRAS

PETR3

R$ 34,55

595.199.760,00

Exploração e/ou Refino

USIMINAS

USIM5

R$ 46,01

569.809.408,00

Siderurgia

 

 

Mercado cambial

Apesar de terminar no azul na tarde desta sexta-feira, o dólar comercial registrou na semana desvalorização frente ao real, na contramão da Bovespa.

 

Nos cinco últimos dias, a moeda-norte americana terminou com perdas de 2,3%, aos R$ 1,8160. Veja gráfico diário abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 



Fonte:Enfoque Informações Financeiras Ltda.

Recebido em:
11/06/2010 17:17:37

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