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Bolsas de NY fecham em alta após ata do Fed

SÃO PAULO  –  As dissidências funcionaram nesta quarta-feira (16) como os principais catalisadores para os mercados americanos. De duas maneiras distintas: a primeira surgiu quando vários CEOs que faziam parte dos fóruns econômicos instituídos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiram sair dos conselhos devido às discordâncias sobre a forma como o republicano respondeu ao confronto entre supremacistas brancos e manifestantes contrários aos grupos neonazistas; a segunda foi revelada pela ata da reunião de política monetária de julho do Federal Reserve. O documento divulgado hoje indicou um racha entre os integrantes do banco central americano em relação ao rumo das altas de juros e alimentou dúvidas sobre a possibilidade de nova subida da taxa de curto prazo até dezembro.

Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,12% a 22.024,87 pontos. O S&P 500 avançou 0,14%, a 2.468,11 pontos. O Nasdaq ganhou 0,19%, a 6.345,10 pontos.

No S&P 500, apesar do modesto avanço do índice geral, nove de 11 setores terminaram no positivo. A maior alta ficou com as ações de matérias-primas, de 0,98%, impulsionada pela forte valorização de commodities metálicas. A queda de 0,96% dos papéis de energia e o recuo de 0,20% do subíndice de instituições financeiras, porém, segurou uma maior subida do S&P 500.

No Dow Jones, as altas foram lideradas por Home Depot e Visa, com avanços de 2,38% e 1,39%.

A leitura pelo mercado de um BC mais inclinado a manter os juros baixos estáveis por tempo mais longo ajudou a reverter parcialmente o nervosismo visto após as notícias sobre a debandada dos presidentes de empresas dos conselhos econômicos.

Minutos após as notícias de que vários executivos-chefes articulavam uma saída em grupo do principal conselho criado para assessorar o governo, Trump anunciou a dissolução de dois fóruns, o industrial e o estratégico.

As duas instâncias encerradas já haviam registrado renúncias de integrantes, como Kenneth Frazier, presidente do grupo farmacêutico Merck, Brian Krzanich, CEO da fabricante de chips Intel, e Kevin Plank, líder da indústria de produtos esportivos Under Armour. 

Os CEOs decidiram sair dos conselhos após a relutância do presidente Trump em condenar formalmente os grupos racistas após o confronto na cidade Charlottesville, no sábado (12), que deixou como saldo uma morte e 20 feridos.

Logo após os eventos do fim de semana, Trump tuitou uma resposta vaga pela qual buscou culpar “muitos lados” pela violência, sem citar nominalmente as facções supremacistas brancas. A marcha contra a remoção de uma estátua do general confederado Robert E. Lee, defensor da escravatura, em Charlotterville, contou com a participação de membros da organização racista Klu Klux Klan e representantes de grupos neonazistas.

Na segunda-feira (14), diante das pressões de setores empresariais, políticos e da opinião pública, Trump criticou nominalmente os supremacistas. Porém, ontem, o republicano novamente buscou aplacar as declarações anteriores e culpou “ambos os lados” pelo conflito.

O presidente americano também atacou os empresários que decidiram sair dos conselhos. Trump chamou os líderes empresariais de demagogos e acusou os críticos de fazerem política.

“O mercado está tentando medir como vão ficar as expectativas para o futuro da agenda de Trump”, afirmou Michael Arone, estrategista chefe de investimentos da State Street Global Advisors. Junto com as turbulências geopolíticas, a reação do presidente, que expressou certa condescendência em relação aos grupos supremacistas, “elevou as incertezas sobre o rumos das políticas de sua administração”, acrescentou.

As bolsas de Nova York exibiam altas em torno de 0,40%, quando surgiram as notícias da dissolução dos conselhos. Os referenciais logo zeraram os ganhos e passaram a oscilar perto da estabilidade também à espera da ata do Fed.

Após a divulgação do documento, porém, os índices acionários começaram a reagir em sentido oposto, conforme digeriam o conteúdo da ata.

Os registros da reunião de política monetária de julho revelaram um banco central dividido entre aqueles que preferem pausar a elevação das taxas e  esperar a inflação reagir e os defensores da continuidade das altas devido ao mercado de trabalho muito apertado e o alto preço das ações. Os integrantes do Fed, porém, concordaram em um ponto: em iniciar logo o processo de redução do portfólio de US$ 4,5 trilhões.

“Ainda acho que haverá uma alta de taxas no fim do ano”, afirmou Jason Thomas, economista chefe da AssetMark. “Mas a revelação de que os integrantes do banco central estão divididos baixou as expectativas de uma nova elevação de juros”, acrescentou.

Fonte: Valor Econômico







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