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Bolsas de NY fecham em alta com ajuda de papéis de defesa

SÃO PAULO  –  Da mesma maneira que caiu sobre o mar do Japão sem produzir nenhum dano, o míssil lançado pela Coreia do Norte na noite de segunda-feira (28), apesar do susto inicial, causou reações moderadas nos mercados americanos. A resposta protocolar do governo dos Estados Unidos ao episódio contribuiu para amenizar a reação dos investidores nesta terça-feira (29).

Como os recuos, no geral, foram limitados, os fortes ganhos do setor de defesa seguraram os principais referenciais acionários de Wall Street no positivo. Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,26% a 21.865,37 pontos. O S&P 500 subiu 0,08%, a 2.446,30 pontos. O Nasdaq ganhou 0,30%, a 6.301,88 pontos.

Empresas fornecedoras de equipamentos e veículos militares, United Technologies e Boeing lideraram as altas do Dow Jones, com subidas de 2,92% e 1,40%.

No S&P 500, o setor industrial avançou 0,75% no maior ganho entre os 11 subíndices, impulsionado por companhias de defesa, como Lockheed Martin, que subiu 1,48%, e General Dynamics, com avanço de 1,55%.

Os papéis de tecnologia também ajudaram a manter as referências de Nova York acima da linha dos ganhos. O otimismo se manteve na esteira da indicação da Apple de que pretende lançar o novo iPhone em 12 de setembro. As ações da companhia da maçã subiram 0,89% nesta terça-feira e fecharam na máxima histórica de US$ 162,91, além de registrar novo recorde intradia, a US$ 163,12.

Efeito Coreia do Norte 

O presidente dos EUA, Donald Trump, dessa vez evitou tuitar respostas inflamadas contra a ameaça norte-coreana, uma vez que sua atenção tem se dividido, no momento, entre outros eventos, como a passagem do furacão Harvey pelo Texas e o impasse da elevação do teto de endividamento federal.

O comunicado da Casa Branca divulgado na manhã desta terça-feira soou mais diplomático. No texto, a administração americana afirmou que o mundo recebeu “a mais recente mensagem da Coreia do Norte de forma alta e clara: este regime manifestou seu desprezo pelos vizinhos, por todos os membros das Nações Unidas e por padrões mínimos de comportamento internacional aceitável”.

No início de agosto, que marcou o início da escalada de ameaças entre as duas nações, Trump chegou a afirmar que o país do ditador Kim Jong-un enfrentaria “fogo e fúria como o mundo nunca viu”, após notícias de que Pyongyang havia conseguido fabricar armas nucleares pequenas o suficiente para caber dentro de mísseis intercontinentais.

Na sequência, ambos os lados subiram o tom das provocações. A Coreia efetuou novos lançamentos de mísseis e revelou um plano de ataque à base americana de Guam. Trump, por sua vez, afirmou que as armas dos EUA estavam “engatilhadas”, caso o regime norte-coreano tentasse fazer algo “imprudente”. A tensão arrefeceu ao longo das semanas seguintes, conforme a guerra verbal também foi diminuindo.

Ontem, no entanto, as preocupações geopolíticas voltaram a sobressaltar os mercados logo após o lançamento de um novo míssil pela Coreia do Norte, no início da noite no Ocidente (início da manhã no Oriente).

O míssil voou 2,7 mil quilômetros e passou sobre o território japonês de Hokkaido (norte do país). O projétil de longo alcance se espatifou no mar a 770 quilômetros da costa japonesa, sem causar dano.

As preocupações com esse novo desafio lançado por Pyongyang aos EUA e aliados no Pacífico resultaram em busca por ativos de proteção, como ouro e Treasuries, e também impulsionou os papéis de companhias do setor de defesa. Porém, a reação ponderada do governo americano evitou uma queda disseminada nas bolsas de Nova York.

“Está claro que as tensões geopolíticas aumentaram com o disparo realizado pela Coreia do Norte sobre o território do Japão”, considerou Markus Stadlmann, chefe de investimentos do Lloyds Banking Group. Mas, segundo Stadlmann, ainda é cedo para avaliar se tais impactos serão duradouros. “Se o teste ficar por aí, a tendência é de que os mercados se acalmem rapidamente”.

As altas em Wall Street também ganharam chão após a divulgação do índice de confiança do consumidor do Conference Board. O indicador avançou para 122,9 pontos em agosto ante 120,0 em julho, no maior patamar em 16 anos. O resultado teve um efeito positivo sobre as ações do setor de consumo, que registrou valorização de 0,38% no S&P 500.

Fonte: Valor Econômico







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