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Bolsas de NY fecham em alta mesmo com dado negativo de emprego nos EUA

SÃO PAULO  –  O conjunto de fortes dados econômicos divulgados nos últimos dias funcionou como um filtro de otimismo para os resultados abaixo do esperado do relatório do mercado de trabalho do Estados Unidos, o “payroll”, divulgado nesta sexta-feira (1º).

Desse modo, uma certa frustração inicial não impediu Wall Street de sustentar novas altas nesta sexta. O Dow Jones voltou a flertar com o patamar dos 22 mil pontos, o Nasdaq registrou novo recorde de fechamento e o S&P 500 terminou o dia a quatro pontos da máxima.

Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,18%, a 21.987,56 pontos. O S&P 500 subiu 0,20%, a 2.476,55 pontos. O Nasdaq avançou 0,10%, a 6.435,33 pontos, em nova máxima de fechamento.

Os referenciais de Nova York terminaram a semana com quase 100% de aproveitamento. A única exceção foi o leve recuo no fechamento da segunda-feira (28) para o Dow Jones. Já S&P 500 e Nasdaq registraram altas em todas as sessões.

Com isso, o Dow Jones conseguiu uma valorização de 0,80% na semana. O S&P 500 acumulou subida de 1,37%. O posto de grande ganhador do período pertenceu ao Nasdaq, com avanço de 2,71%.

Nesta sexta, o S&P 500 viu oito dos 11 setores terminar com sinal positivo. Os destaques ficaram para as ações de energia e de matérias-primas, com avanços de 0,97% e 0,65%.

No Dow Jones, 22 papéis entre 30 componentes encerraram o último pregão da semana em alta. A lista de ganhos foi puxada por GE, seguida de Chevron e Nike, com subidas de, respectivamente, 2,40%, 1,06% e 1,04%.

“Os dados de emprego de agosto foram um pouco desapontadores, mas foram vistos dentro de um contexto de sólido crescimento global e nos EUA, lucros fortes, baixa inflação e uma ainda farta liquidez global que, provavelmente, vai permitir que o rali [das bolsas americanas] continue”, considerou Kully Samra, diretor da Charles Schwab, em nota.

Embora os dados tenham sido inicialmente considerados como negativos, analistas apontaram leituras positivas sobre os números. “Mesmo que a geração de vagas tenha ficado abaixo do consenso, ainda veio acima do ponto necessário para continuar a assegurar o crescimento do mercado de trabalho”, avaliou a equipe da TD Ameritrade.

Outros apontaram, ainda, que os salários têm subido o suficiente para impulsionar o consumo, mas não rápido o bastante para pressionar o Federal Reserve a elevar os juros.

“Felizmente, a melhora do mercado de trabalho não está levando a um aumento excessivamente rápido dos salários”, disse Sameer Samana, do Wells Fargo Investment Institute.

“[O avanço dos rendimentos] está agora num ponto favorável, suficiente para impulsionar o consumo, mas não o suficiente para levar a um salto da inflação, que faria o Fed sentir que precisa ser mais agressivo. E também, ainda, não está afetando os lucros”, afirmou Samana.

Os dados do payroll divulgados nesta sexta pelo Departamento do Trabalho apontaram a criação de 156 mil vagas de trabalho, abaixo da expectativa dos economistas consultados por “The Wall Street Journal”, de 179 mil vagas. A taxa de desemprego subiu levemente de 4,3% para 4,4% em agosto. Os dados mostraram também um aumento de 0,1% nos salários em comparação ao mês anterior, frente a uma expectativa de crescimento de 0,2%.

Segundo os analistas da TD Ameritrade, o payroll de agosto “não deve impactar a decisão do Fed de enxugar o portfólio em setembro, mas pode segurar as chances de uma alta de juros em dezembro no nível atual, em torno de 37% [conforme a probabilidade implícita nos futuros de Fed Funds]”.

Outros dados econômicos americanos divulgados nesta sexta-feira ajudaram a sustentar o clima positivo. O índice de atividade industrial do Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) subiu a 58,8 pontos, de 56,3 em julho, e superou a expectativa de leitura a 56,2 pontos no período. O PMI industrial, por sua vez, recuou a 52,8 pontos em agosto, de 53,3 em julho, mas se manteve acima da marca dos 50 pontos, o que indica uma melhora das condições do setor.

Fonte: Valor Econômico







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