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Bolsas de NY fecham em queda com aumento do risco Trump

SÃO PAULO  –  Parece cada vez mais distante a implementação da agenda favorável ao crescimento, proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A visão pessimista em relação às chances de aprovação de projetos aguardados pelos mercados, como a reforma tributária e os investimentos em infraestrutura, segurou as altas das bolsas de Nova York na quarta-feira (16) e, nesta quinta (17), derrubou os principais índices acionários americanos.

Após ajustes, o Dow Jones fechou em queda de 1,24% a 21.750,73 pontos. O S&P 500 recuou 1,54%, a 2.430,01 pontos. O Nasdaq cedeu 1,94%, a 6.221,91 pontos.

No S&P 500, todos os 11 setores terminaram no negativo. Entre as maiores quedas, figuraram as ações de tecnologia, indústrias e instituições financeiras, que recuaram, respectivamente, 1,91%, 175% e 1,64%. A maioria dos subíndices, oito ao todo, tiveram perdas acima de 1%.

No Dow Jones, o quadro também não foi melhor. Todos os 30 componentes encerraram a sessão no negativo. As baixas foram lideradas pelos papéis de Cisco, com recuo de 4,02%, seguidos de Apple, que perdeu 1,91%, e Goldman Sachs, com desvalorização de 1,85%. O índice de “blue chips” registrou 21 componentes, ou seja, dois terços da lista, com perdas de mais de 1%.

Gary Cohn  

O presidente dos EUA tem se tornado cada vez mais isolado dentro do próprio partido após as declarações ambíguas sobre o confronto entre grupos supremacistas brancos e manifestantes antirracistas, no fim de semana.

A turbulência política se ampliou nesta quinta após os rumores de que o presidente do Conselho Econômico Nacional, Gary Cohn, poderia deixar o posto. O conselheiro, considerado um dos principais nomes na corrida para suceder Janet Yellen no comando do Federal Reserve a partir de 2018, teria ficado indignado com os comentários de Trump. A Casa Branca emitiu comunicado no qual negou a saída de Cohn.

A temperatura política nos EUA já havia subido ontem após o presidente ter anunciado a dissolução de dois fóruns, o industrial e o estratégico, que haviam registrado renúncias de integrantes.

Charlottesville 

 Trump se antecipou a um movimento de debandada de participantes dos dois órgãos. Vários CEOs que integravam os conselhos haviam combinado uma saída conjunta. Os empresários decidiram marcar posição após a relutância do presidente em condenar formalmente os grupos racistas no confronto de Charlottesville, que resultou em uma morte e 20 feridos.

Logo após o evento, no sábado (12), Trump tuitou uma resposta vaga na qual buscou culpar “muitos lados” pela violência. O republicano evitou citar nominalmente as facções supremacistas brancas, que realizaram uma marcha contra a remoção de uma estátua do general confederado Robert E. Lee, defensor da escravatura. Entre os participantes da passeata estavam membros da organização racista Klu Klux Klan e representantes neonazistas.

Na segunda-feira (14), diante das pressões de setores empresariais, políticos e da opinião pública, Trump criticou nominalmente os grupos supremacistas. Porém, no dia seguinte, o presidente, novamente, buscou abrandar as declarações anteriores e culpou “ambos os lados” pelo conflito.

Para o professor da Universidade Yale Jeffrey Sonnenfeld, os mercados sofreriam fortes quedas se Cohn realmente renunciasse.

“Eu não quero ser alarmista, mas há muita fé de que ele ajudará a aprovar a reforma tributária pela qual as pessoas estão esperando”, disse Sonnenfeld. “Eu acho que se ele se afastar, isso causaria um ‘crash’ dos mercados”.

O presidente americano tem sido também duramente criticado por políticos do seu próprio partido. A própria reação de Trump acirrou ainda mais a divisão de sua base no Congresso. Em lugar de buscar a conciliação, o presidente respondeu com ataques pessoais contra deputados e senadores republicanos contrários à sua posição em relação ao confronto de Charlottesville.

Segundo analistas, o desenvolvimento do episódio certamente diminuiu a possibilidade de o presidente conseguir apoio aos itens da sua agenda de estímulos econômicos, que dependem de aprovação no Legislativo. Como resultado, as bolsas recuaram com força. A demanda por ativos considerados como portos seguros, como ouro e Treasuries, voltou a ganhar força.

Atentado na Espanha

A cautela que dominou os mercados nesta quinta também refletiu a reação ao atentado em Barcelona, na Espanha. Uma van atropelou dezenas de pessoas em um dos pontos mais movimentados da cidade. Segundo autoridades espanholas, o ataque deixou ao menos 13 mortos e 100 feridos.

O CBOE Volatility Index, ou VIX, considerado a métrica do medo em Wall Street, subia 13% antes do atentado. Quando as notícias do ataque terrorista começaram a surgir no início da tarde, o índice saltou 27%. O VIX continuou a subir e fechou em alta de 32,45% a 15,55, mas ainda abaixo dos 17,22 alcançados na sexta-feira (11) , no auge da tensão entre os EUA e a Coreia do Norte.

Fonte: Valor Econômico







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