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Bolsas de NY mudam rumo após ameaças de Trump à Coreia do Norte

SÃO PAULO  –  As bolsas de Nova York bem que ensaiaram um novo dia de recordes, mas, ao longo da segunda metade da sessão desta terça-feira (8), o sentimento otimista passou a arrefecer até se tornar negativo perto do fechamento.

O gatilho para a mudança de humor veio das fortes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, pouco antes do término do pregão, ameaçou a Coreia do Norte com “fúria e fogo, como o mundo nunca viu”, se o país asiático não parar seu programa de mísseis além das bravatas contra os americanos.

Após ajustes, o Dow Jones fechou em queda de 0,15%, a 22.085,34 pontos. O S&P 500 caiu 0,24%, a 2.474,92 pontos. O Nasdaq perdeu 0,21%, a 6.370,46 pontos.

Os referenciais encerraram no negativo, apesar de Dow Jones e S&P 500 terem registrado novas máximas intradia de, respectivamente, 22.179,11 pontos e 2.490,87 pontos.

No S&P 500, o setor de matérias-primas liderou as perdas, com queda de 0,79%, após crescimento abaixo do previsto do comércio exterior da China em julho.

No Dow Jones, apenas 10 entre 30 componentes conseguiram terminar a sessão no território positivo. As altas foram lideradas pela Apple, com subida de 0,80%. No lado das perdas, os piores desempenhos ficaram com Merck, que caiu 0,83%, seguida de DuPont, com queda de 0,82%.

“As tensões geopolíticas podem ser as catalisadoras para a direção dos mercados nas próximas semanas, dependendo de como evoluírem”, disse Robert Pavlik, estrategista chefe de investimentos do Boston Private. “Se essas declarações [de Trump e da Coreia do Norte] começarem a escalar, o mercado vai ficar mais nervoso”, acrescentou.

Os movimentos em Wall Street ganharam hoje mais elasticidade diante de um cenário de volume reduzido com o aumento do marasmo de verão no hemisfério norte. Isso ocorre porque em agosto um crescente número de participantes do mercado se afasta dos negócios para aproveitar as férias.

O pano de fundo para as quedas também exibiu uma tendência de realização de lucros após o nono recorde seguido do Dow Jones e a nova máxima do S&P 500 na segunda-feira.

Com a menor quantidade de negócios, a amplitude das oscilações pode aumentar, bem como as inversões diante do noticiário político e econômico. As altas dos referenciais acionários americanos têm sido sustentadas nos últimos meses pelas fortes temporadas de balanços.

De acordo com a FactSet, até o momento a média de lucros das companhias do S&P 500 que já divulgaram os resultados subiu 10,1%, acima dos 6,2% estimados pelos analistas ouvidos na pesquisa da “S&P Capital IQ”.

“Foi um primeiro semestre muito bom para muitos fundos e gestores de recursos. Como muito dinheiro foi ganho na primeira metade do ano, há pouca razão para se assumir risco extra nos meses de verão [no hemisfério norte]”, ponderou Arthur Kwong, diretor de ações do BNP Paribas para mercados da Ásia-Pacífico.

Fonte: Valor Econômico







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