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Bolsas de NY superam riscos geopolíticos e terminam agosto em alta

SÃO PAULO  –  Apesar de todas as turbulências políticas e externas engendradas em agosto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os dados econômicos e os balanços corporativos foram tão positivos que levaram a melhor como inspiração para investidores apostar em ativos de maior risco. Como resultado, os principais índices acionários em Wall Street conseguiram terminar o mês no território dos ganhos.

Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,25%, a 21.948,10 pontos. O S&P 500 subiu 0,57%, a 2.471,65 pontos. O Nasdaq avançou 0,95%, a 6.428,66 pontos, em nova máxima histórica.

No mês, o Dow Jones subiu 0,26%. O S&P 500 avançou 0,05% no período. O Nasdaq acumulou ganho de 1,27%. No ano, o Dow Jones apresenta alta de 11,06%, enquanto o S&P 500 se valorizou 10,40%. O Nasdaq registra uma subida de 19,42%.

Todos os 11 setores do S&P 500 terminaram a quinta-feira (31) com sinal positivo. O destaque ficou por conta da subida de 1,77% dos papéis de saúde, que se beneficiaram com a perspectiva de uma acordo sobre o orçamento federal no Congresso e diante da possibilidade de aumento de demanda por medicamentos com a passagem do Harvey.

No Dow Jones, as companhias do setor de saúde também dominaram o pódio das altas. UnitedHealth, Pfizer e Merck avançaram, respectivamente, 1,54%, 1,41% e 1,17%. 

Trapalhadas de Trump 

Agosto assistiu Trump se envolver em diversas polêmicas e embates. O presidente criou um mal-estar entre seus partidários ao igualar grupos supremacistas brancos, como a Klu Klux Klan e neonazistas, a manifestantes antirracistas durante um conflito em Charlotesville, na Virgínia.

O republicano também alimentou as tensões entre EUA e Coreia do Norte ao ameaçar com “fogo e fúria como o mundo nunca viu” e, depois, afirmar que as armas americanas estavam “engatilhadas” em resposta a lançamentos de mísseis e provocações, como a divulgação de um plano de ataque à ilha de Guam, pelo regime do ditador Kim Jong-un.

O presidente atacou senadores republicanos que discordaram de seu posicionamento no episódio de Charlotesville. Depois, entrou novamente em conflito com membros do próprio partido ao ameaçar fechar o governo caso o Congresso não aprove, junto com a elevação do teto de endividamento, os recursos para o início da construção do muro na fronteira com o México.

O governo ainda precisou lidar com a primeira grande catástrofe natural, com a passagem do furacão Harvey pelos territórios do Texas e da Louisiana. O evento meteorológico perdeu força e foi rebaixado para tempestade tropical, após tocar o solo no último fim de semana. Porém permanece sobre os territórios e tem provocado inundações, danos e a paralisação de grande parte do parque de refino de petróleo da região.

Entre perdas e ganhos em um mês tipicamente tranquilo e com baixo volume de negócios devido às férias de verão no hemisfério norte, as bolsas de Nova York conseguiram se manter na linha positiva. A temporada de balanços do segundo trimestre se mostrou muito consistente, com o avanço dos lucros e receitas acima do esperado para cerca de 70% das companhias do S&P 500 e um crescimento de 6,01% das vendas em relação ao período anterior, de acordo com a “The Earnings Scout”.

O otimismo entre os investidores prevaleceu em agosto em grande parte devido a divulgação de dados chaves para a economia dos EUA. Na quarta-feira (30), a forte revisão do crescimento do PIB americano no segundo trimestre para 3%, ante leitura preliminar de 2,6%, e previsão de economistas de avanço de 2,8% ao ano fortaleceu a visão de que a atividade do país caminha em ritmo forte e com um sólido chão pela frente.

No mesmo dia, a ADP apontou a criação líquida de 237 mil vagas no setor privado em agosto, bem acima dos 185 mil esperados pelos economistas pesquisados pelo “The Wall Street Journal”. O relatório da ADP é considerado uma prévia do “payroll” oficial e alimentou as expectativas para os números que serão divulgados amanhã pelo Departamento de Trabalho.

Um dia antes, o Conference Board publicou o índice de confiança do consumidor, que atingiu 122,9 pontos, no maior nível em 16 anos. O dado das vendas do varejo, divulgado no início da segunda quinzena, mostrou um crescimento de 0,6% em julho acima do 0,4% aguardado por analistas. Já a produção industrial avançou 0,2% em julho no sexto mês seguido de expansão.

Além dos dados econômicos, Trump voltou a sinalizar com o avanço da tão esperada reforma tributária. Em discurso ontem, o presidente reafirmou a meta de baixar para 15% a taxa total de tributos que incidem sobre os negócios nos EUA e prometeu cortes de impostos para a classe média. Nesta quinta, o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, disse, em entrevista à rede “CNBC”, que a administração já tem um projeto “muito detalhado” e que espera apresentá-lo antes do fim do ano.

Fonte: Valor Econômico







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