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Bolsas do Brasil e dos EUA encerram semana acumulando ganhos

Escrito por: Redação em 4 de julho de 2014


São Paulo, 04/07 (Enfoque) – As bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos fecharam a semana que abriu julho com resultados positivos. O período foi marcado por ser mais curto, devido ao feriado de 4 de Julho lá fora e a partida entre Brasil x Colômbia pelas quartas-de-finais da Copa do Mundo.

A situação interna não esteve boas nos primeiros dias do mês devido a resultados negativos divulgados e também com o pessimismo dos investidores quanto ao futuro da economia brasileira. Inexplicavelmente, mesmo com a pesquisa Datafolha, que na quinta-feira apontou o crescimento de quatro pontos percentuais da presidente Dilma, a situação se inverteu e levou a um fechamento semanal positivo.

Os dados positivos do mercado e trabalho americano foram fundamentais para o fechamento positivo das bolsas americanas. Com a geração de emprego em bom ritmo e a queda do desemprego, aumentam as expectativas de aumento dos juros.

Cenário Externo

O primeiro indicador da semana foi divulgado na segunda-feira. O Chicago PMI apontou de junho recuou para 62,6 pontos, ficando abaixo dos 65,5 de maio dos 64 pontos esperados pelos analistas como resultado.

Já as vendas pendentes de casas tiveram em maio elevação de 6,1%, sendo que o mercado esperava alta de apenas 1%. Em abril, o indicador havia apresentado variação positiva de 0,4%.

Na terça-feira, o Institute for Supply Management destacou que seu indicador de atividade do setor manufatureiro teve leve variação negativa, indo de 55,4 pontos para 55,3 pontos. O mercado via o ISM em 55,6 pontos.

Os gastos com americanos com a construção de imóveis residenciais tiveram em maio alta de 0,1%, ficando abaixo da aposta de 0,5% e do resultado, revisado, de abril que foi de 0,8%. Na comparação anual, o indicador teve alta de 6,6%.

Na quarta-feira, a consultoria ADP informou que em junho foram criados 281 mil empregos no setor privado, resultado que superou os 179 ml de maio e as expectativas da média do mercado, que era de 213 mil.

Pouco mais tarde, foi informado que os pedidos às fábricas tiveram em maio tiveram queda de 0,5%, sendo pior do que os -0,3% esperados pelo mercado. Os números de abril foram revistos de 0,7% para 0,8%.

Na quinta-feira, último dia útil por lá, foi informado que o número de pedidos de auxílio-desemprego cresceu em relação a última semana. A pesquisa registrou 315 mil pedidos nesta semana, enquanto a última pesquisa registrou 312 mil pedidos, agora revisado a 313 mil.

A economia dos EUA criou 288 mil postos de trabalho em junho, o que contribuiu para levar a taxa de desemprego de 6,3% para 6,1%, o menor valor em seis anos. Com isso, os analistas entendem que o aumento da força de trabalho pode obrigar o Federal Reserve a aumentar os juros mais cedo do que o planejado.

Os analistas apostavam na criação de 211 mil empregos, além isso, os números de maio foram revistos de 217 mil para 224 mil. No caso das horas trabalhadas, houve manutenção em 34,5 horas semanais, enquanto o valor médio por hora se manteve em 0,2%.  

A balança comercial americana apontou recuo do déficit, de U$ 47,2 bilhões no mês de abril, agora revisado a U$ 47bilhões, para 44,4 bilhões, ante a expectativa de 45,1 bilhões.

O ISM do setor de serviços oi divulgado pouco mais tarde, e apontou uma leve variação negativa, indo de 56,3 pontos para 56 pontos. A aposta do mercado era de 56,2 pontos.

Com isso, ao final dos quatro dias úteis da semana, o Dow Jones teve alta acumulada de 1,3% aos 17.068,3 pontos, a mesma variação de 1,3% foi registrada em quatro dias no S&P 500, que encerrou aos 1.985,44 pontos. Confira os gráficos:

Mercado Interno

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 3,9% entre maio e junho de 2014, ao passar de 90,7 para 87,2 pontos. Após a sexta queda consecutiva, o índice distancia-se da média histórica, de 105,4 pontos, atingindo o menor nível desde maio de 2009 (86,4 pontos).

A queda do índice em junho foi motivada principalmente pela piora das expectativas em relação aos meses seguintes: o Índice de Expectativas (IE) recuou 5,4%, para 84,4 pontos. Já o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,4%, para 90,1 pontos. A queda adicional da confiança e a expressiva diminuição do nível de utilização da capacidade no mês sinalizam o aprofundamento do quadro de deterioração do ambiente de negócios que vinha sendo observado ao longo do segundo trimestre. A piora persistente das expectativas, por sua vez, mostra que o empresariado industrial ainda não vê sinais de melhora no curto prazo.

O Banco Central divulgou na manhã de segunda-feira mais uma edição do relatório Focus. O documento mostra estabilidade na projeção do IPCA em 2014 em 6,46% e de 6,10% para o o ano que vem.

Não houve alteração também nas apostas com o dólar comercial, que deve encerrar o calendário em R$ 2,40, enquanto em 2015 a estimativa é de fechar em R$ 2,46. O mesmo acontece com a Selic, ficando em 11% e 12% para este e ano e o seguinte, respectivamente.

No entanto, os analistas ouvidos pelo BC revisaram o crescimento do PIB brasileiro para 1,10% este ano, ante 1,16% na semana passada. Para 2015, a aposta foi de 2,30% para 2,20%.

O IPC-S de 30 de junho de 2014 apresentou variação de 0,33%, 0,01 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,19%, no ano e, 6,55%, nos últimos 12 meses.

Nesta apuração, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação(0,58% para 0,36%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item salas de espetáculo, cuja taxa passou de 0,95% para -0,50%.

Em maio de 2014, a produção industrial recuou 0,6% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, terceira taxa negativa seguida nesse tipo de confronto, acumulando nesse período perda de 1,6%. Na série sem ajuste sazonal, na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria apontou redução de 3,2% em maio de 2014, terceiro resultado negativo consecutivo nesse tipo de índice. Assim, o setor industrial acumulou queda de 1,6% nos cinco primeiros meses do ano, revertendo, portanto, a expansão de 0,5% registrada no primeiro trimestre de 2014. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com acréscimo de 0,2% em maio de 2014, mostrou clara redução no ritmo de crescimento frente aos resultados verificados em março (2,0%) e abril (0,7%).


Dentro desse cenário, depois de cinco dias, o Ibovespa encerrou com alta de 1,6% aos 54.506 pontos. Confira o gráfico, além das maiores altas, baixas e as ações mais negociadas da semana:




 


Maiores Altas



Ativo

Código

Último

Variação

USIMINAS

USIM5

8,44

11,35%

EMBRAER

EMBR3

21,25

8,25%

SID NACIONAL

CSNA3

10,11

8,01%

VALE

VALE3

31,22

7,43%

FIBRIA

FIBR3

23,10

6,94%


Maiores Baixas

Ativo

Código

Último

Variação

OI

OIBR4

1,78

-11,44%

ROSSI RESID

RSID3

1,63

-4,68%

PDG REALT

PDGR3

1,44

-4,64%

LIGHT S/A

LIGT3

21,05

-4,32%

ELETROBRAS

ELET3

6,23

-3,26%

Mais Negociadas

Ativo

Código

Último

Volume

Segmento

PETROBRAS

PETR4

R$ 17,50

1.694.428.768,00

Exploração e/ou Refino

VALE

VALE5

R$ 27,86

1.559.964.192,00

Minerais Metálicos

ITAUUNIBANCO

ITUB4

R$ 31,77

829.631.040,00

Bancos

BRADESCO

BBDC4

R$ 32,64

751.513.624,00

Bancos

AMBEV S/A

ABEV3

R$ 16,32

588.442.840,00

Cervejas e Refrigerantes

Mercado Cambial

O desempenho do mercado de câmbio repetiu o de ações por aqui, com a diferença que houve uma maior pressão e procura pela moeda americana, o que fez com que a divisa encerrasse o período com elevação de 0,1% a R$ R$ 2,2140. Confira o gráfico:






(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Recebido em: 04/07/2014 15:04:30

Redação

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