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Cautela com furacão Harvey determina humor das bolsas de NY

SÃO PAULO  –  A passagem do furacão Harvey pelo Texas, no fim de semana, afetou diretamente o mercado de petróleo ao atingir uma área que concentra 30% da capacidade de refino dos EUA  – dos quais, metade na região de Houston, uma das regiões mais afetadas pelo furacão  e paralisar 15% da produção nacional de combustíveis. Mas os efeitos da tempestade foram sentidos de maneira mais ampla pelos mercados acionários americanos, nesta segunda-feira (28).

Após ajustes, Dow Jones fechou em queda de 0,02% a 21.808,40 pontos. O S&P 500 subiu 0,05%, a 2.444,24 pontos. O Nasdaq avançou 0,28%, a 6.283,01 pontos.

O setor financeiro liderou as perdas entre os 11 subíndices do S&P 500, com queda de 0,64%. Os papéis de energia recuaram 0,44% no indicador.

A maior perda entre os componentes do Dow Jones ficou com uma companhia de seguros, a Travelers, que caiu 2,56%, seguida de Goldman Sachs, com recuo de 0,95%.

A Apple, por outro lado, funcionou nesta segunda-feira como um pilar de apoio para segurar as quedas dos principais índices em Wall Street.

A alta dos papéis da dona do iPhone contribuíram positivamente para o desempenho do segmento de tecnologia, após fontes terem apontado que a empresa lançará produto em evento marcado para o dia 12 de setembro, provavelmente o tão esperado novo iPhone, que vai marcar os dez anos do produto.

As ações da Apple subiram 1,01%, na segunda maior alta do Dow Jones. A alta ajudou a puxar o setor de tecnologia e manteve o Nasdaq no positivo ao longo de toda a sessão. A subida dos papéis de empresas de internet, hardware e software também contribuíram para manter o S&P 500 acima da linha dos ganhos.

O setor de tecnologia registrou ganho de 0,19% na segunda maior alta entre os setores do S&P 500. O maior responsável pelo sinal positivo do indicador, porém, foi o grupo de saúde, que teve valorização de 0,53% na sessão.

Efeito Harvey 

O Harvey perdeu força e se tornou uma tempestade tropical, mas se mantém na região do Texas e, conforme previsão, segue para a Luisiana nos próximos dias.

No fim de semana, a tempestade causou fortes estragos em Houston, a quarta maior cidade do país e importante polo do refino de petróleo. A interrupção das plantas de transformação de óleo cru em combustíveis gerou efeitos distintos sobre os mercados futuros.

Os preços dos contratos de petróleo recuaram diante da expectativa de menor demanda pelo produto cru com o fechamento das refinarias. Por outro lado, a gasolina e o diesel futuros dispararam em meio às perspectivas de falta de derivados.

Com isso, o WTI, referencial americano, sofreu mais que o Brent, o contrato do mercado europeu.

Fonte: Valor Econômico







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