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Cenário: Bolsas fecham segunda semana do mês com alta e dólar recua para R$ 3,11


São Paulo, 13/02 (Enfoque) –

Os mercados de ações do Brasil e dos Estados Unidos chegaram ao final da segunda semana de fevereiro acumulando ganhos. Os resultados foram semelhantes em meio a uma semana sem muitos indicadores de destaque e também sem muitas novidades no cenário político e econômico.

Na cena interna, com a retomada dos trabalhos no poder legislativo, destaque a aprovação no Senado do projeto de reforma do Ensino Médio. A vitória do governo serve de mostrar força no Congresso para a aprovação das reformas da Previdência e Trabalhista, que devem ser apresentadas ainda neste semestre.

Lá fora, após muita agitação nos primeiros dias de governo Donald Trump, o mercado passa a se acostumar com a ideia do republicano no poder. Além disso, o presidente americano diminuiu o ritmo de polemicas, mas foi seguidas vezes derrotado na justiça com seu plano contra imigração.

Mercado Externo

Com uma agenda bastante fraca, o primeiro indicador de destaque na agenda econômica americana veio somente na terça-feira. Ocasião em que foi divulgado que a balança comercial do país teve déficit de US$ 44,3 bilhões, diante de resultado anterior de US$ 45,7 bilhões.

Na quinta-feira, foi a vez da divulgação do índice dos pedidos de auxílio-desemprego no país. Na semana do levantamento foram registradas 234 mil novas solicitações do benefício, diante de resultado anterior de 246 mil pedidos e estimativa de 250 mil.

Na sexta-feira, foi a vez da divulgação do índice que mede os preços dos produtos importados e exportados pelo país em janeiro. Os produtos enviados para os EUA tiveram alta de 0,4%, diante de um resultado anterior de 0,5% e uma aposta do mercado de 0,2%. Já para os embarcados a variação foi de 0,1%, ficando dentro do esperado pelo mercado e mostrando uma tendência de queda em relação aos 0,4% de dezembro.

Pouco mais tarde, a Universidade de Michigan relatou que a confiança do consumidor americano variou de 98,5 pontos para 95,7 pontos, resultado que mostra uma queda considerável, uma vez que a aposta do mercado era na repetição da taxa de 98,5 pontos.

Dentro deste cenário, o Dow Jones somou alta de 1,0% aos 20.269,4 pontos, enquanto o S&P teve valorização acumulada de 0,8% aos 2.316,10 pontos. Confira os gráficos:

Mercado Interno

O Banco Central divulgou mais uma edição do Relatório Focus nesta segunda-feira, a primeira edição elaborada em 2017 e com dados também de 2018. O documento reduziu a projeção do IPCA no ano de 2017 de 4,70% para 4,64%, ficando assim dentro do teto da meta do BC. Já a projeção para o final de 2018 foi de 4,50%.

As apostas do BC para a cotação do dólar apresentaram estabilidade para 2017 em R$ 3,40. Para o próximo ano, a estimativa é de R$ 3,50. Depois da surpreendente queda da Selic na última reunião do Copom, o mercado estima agora que a taxa deve fechar o ano a 9,50%. No caso de 2018, a projeção é de juros a 9,00%.

Em relação ao Produto Interno Bruto de 2017, o mercado reduziu a projeção em 0,50% para0,49%, sendo que também houve elevação da taxa de crescimento de 2018, de 2,20% para 2,25%.

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) do mês de janeiro apresentou variação de 0,54%, taxa 0,35 ponto percentual (p.p.) acima da apurada em dezembro, quando o índice registrou variação de      0,19%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,80% nos últimos 12 meses. Em janeiro, o IPC-BR registrou variação de 0,69%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 5,04%, nível acima do registrado pelo IPC-C1.

Com três dias úteis, a balança comercial da primeira semana de fevereiro registrou superávit de US$ 212 milhões, resultado de exportações de US$ 2,264 bilhões e importações de US$ 2,052 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo MDIC. A média diária das exportações da primeira semana do mês (US$ 754,5 milhões) cresceu 7,4% em relação ao mesmo período de 2016, quando registrou-se uma taxa de US$ 702,3 milhões.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,43%, em janeiro. A variação registrada em dezembro foi de 0,83%. Em janeiro de 2016, a variação foi de 1,53%. Em 12 meses, o IGP-DI acumula alta de 6,02%. O IGP-DI de janeiro foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 0,34%, em janeiro. Em dezembro, a taxa foi de 1,10%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de -0,61%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,24%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -1,91% para -7,35%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de -0,08%, ante 0,18%, no mês anterior.

O aumento no ritmo da produção industrial nacional na passagem de novembro para dezembro de 2016, série com ajuste sazonal, foi acompanhado por dez dos 14 locais pesquisados, com destaque para o avanço de 12,4% registrado pelo Ceará, eliminando, assim, a perda de 8,4% acumulada entre os meses de agosto e novembro. Rio Grande do Sul (6,3%), Espírito Santo (5,1%), Região Nordeste (4,9%) e Santa Catarina (3,6%) também assinalaram crescimento acima da média da indústria (2,3%), enquanto Minas Gerais (2,3%), Goiás (1,4%), Bahia (1,4%), Paraná (0,8%) e Pernambuco (0,6%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas nesse mês. Por outro lado, Amazonas (-2,0%) e São Paulo (-1,5%) apontaram os resultados negativos mais acentuados nesse mês, com ambos revertendo o crescimento verificado em novembro: 4,1% e 1,4%, respectivamente. As demais taxas negativas foram assinaladas por Rio de Janeiro (-0,9%) e Pará (-0,7%).

O paulistano começou o ano gastando mais. O Índice do Custo de Vida (ICV) de São Paulo, capital, variou 1,04%, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, segundo cálculo divulgado hoje (7) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No acumulado de 12 meses, entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017, a variação foi de 5,37%.

A maior alta foi observada no grupo educação e leitura (6,61%), puxada pela venda de material escolar e reajuste das mensalidades escolares com aumento de 8,02%. Em seguida, aparecem transporte (1,04%), habitação (0,90%) e alimentação (0,26%), que contribuíram com 0,97 ponto percentual na taxa de janeiro.

O IPC-S de 07 de fevereiro de 2017 apresentou variação de 0,61%, 0,08 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação.

 Nesta apuração, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,39% para 0,20%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item carnes bovinas, cuja taxa passou de 0,28% para -0,73%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro variou 0,38%, superando os 0,30% de dezembro em 0,08 ponto percentual (p.p.). Este foi o IPCA mais baixo para os meses de janeiro desde 1994, quando foi criado o Plano Real. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice desceu para 5,35%, ficando abaixo dos 6,29% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2016 a taxa foi 1,27%.

As tarifas dos ônibus urbanos, que subiram 2,84%, lideraram o ranking dos principais impactos individuais, com 0,07 p.p.. Importante na despesa do consumidor, os ônibus urbanos têm expressiva participação de 2,61% na formação do IPCA. Com isto, o grupo transportes apresentou a mais elevada variação de grupo.

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, variou 0,38% em janeiro, ficando 0,11 ponto percentual abaixo da taxa de dezembro de 2016 (0,49%). O acumulado nos últimos doze meses foram para 6,46%, resultado pouco abaixo dos 6,64% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2016, o índice foi 0,55%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em dezembro fechou em R$ 1.027,30, em janeiro subiu para R$ 1.031,21, sendo R$ 531,93 relativos aos materiais e R$ 499,28 à mão de obra.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou taxa de variação de 0,10%, na apuração referente ao primeiro decêndio de fevereiro. No mesmo período de apuração do mês anterior, este índice registrou taxa de 0,86%. A apuração referente ao primeiro decêndio do IGP-M de fevereiro compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de janeiro.

 O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 0,01%, no primeiro decêndio de fevereiro. No mesmo período do mês de janeiro, o índice variou 1,13%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de 0,64% para -1,02%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,80% para -2,43%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 1,32%, ante 0,90%, no mês anterior. A principal contribuição para este avanço partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 0,75% para 1,19%.

Diante disso, depois de cinco dias, o Ibovespa fechou a semana acumulando alta de 1,8% aos 66.125 pontos. Confira o gráfico:

Mercado Cambial

A semana foi marcada por pouca oscilação na cotação dólar comercial, que encerrou a semana com queda de 0,6%, resultado construído na sexta-feira, e sem a atuação do Banco Central no mercado de câmbio. A divisa foi negociada, no final da sexta-feira a R$ 3,1110. Confira o gráfico:

(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Publicado em: 13/02/2017 07:57:20

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