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Como abrir conta para filhos e investir no futuro deles?

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imagem de um pai e uma filha juntos
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Investir para o benefício dos seus filhos é uma opção que pode começar desde cedo. A modalidade mais comum é abrir conta para filhos, como a poupança. Mas, você sabia que pode investir além da poupança e garantir uma renda maior?

Contudo, antes de escolher a aplicação, você deve definir seus objetivos para determinar o investimento mais adequado. Se será o financiamento da faculdade, para comprar um carro ou apenas deixar uma poupança de reserva para emergências.

Assim, você saberá mais ou menos quanto investir pelo tempo disponível, para garantir a renda necessária no futuro. Como todo investimento, você precisará determinar o seu perfil de risco.

Lembre-se, quanto maior a rentabilidade, maior o risco de perda do valor aplicado e que não existem promessas boas demais. Portanto, desconfie de ofertas que “garantem” médias acima do mercado ou algo semelhante. Fique atento a isso

Como abrir conta para filhos?

As regras para abertura de conta podem variar um pouco entre os bancos, porém, não há nenhum tipo de custo. Quanto ao depósito mínimo, algumas instituições exigem algum valor, mas, na maioria, não há essa exigência.

Para abrir a conta para filhos, basta um responsável legal ir até o banco sozinho, se o menor não tiver 16 anos ainda, ou acompanhando o menor entre 16 e 18 anos.

Aliás, algumas instituições já permitem a abertura de conta por meios eletrônicos, então, confira se essa é uma alternativa possível no seu banco de escolha.

Os documentos necessários são:

  • carteira de identidade (ou equivalente) do menor (e do responsável, se menor de 16 anos);
  • CPF do menor (e do responsável, se menor de 16 anos);
  • comprovante de residência do responsável;
  • comprovante de renda do responsável (se exigido pelo banco).

3 outras opções de investimentos para crianças

É muito comum jovens pais abrirem uma caderneta de poupança para o filho recém-nascido, com o objetivo de poupar regularmente um pouco de dinheiro que possa ser usado por ele no futuro.

Mas existem muitas outras alternativas de investimentos bem mais interessantes para horizontes longos de aplicação. São elas:

1 – Plano de previdência

Depois da caderneta de poupança, os planos de previdência são um dos investimentos mais clássicos para as crianças. Muitos bancos, aliás, possuem produtos especialmente voltados para esse público. Há algumas vantagens.

Como, em geral, os planos de previdência permitem que sejam programadas aplicações automáticas todos os meses, são uma forma de ir poupando aos poucos, sem “sentir” o baque de um grande desembolso na conta corrente.

O bom é que muitos planos aceitam investimentos bem baixos. Afinal, há opções a partir até de R$25 por mês.

2 – Títulos públicos

Os títulos públicos são emitidos pelo governo federal e representam um “empréstimo” feito pelos investidores. Em troca, eles recebem juros.

Há títulos que vencem daqui a mais de 30 anos. Ou seja, mantendo os papéis até o vencimento, o investidor recebe os juros acertados no momento do investimento.

3 – Ações

Ações representam “fatias” do capital de uma empresa e costumam ser indicadas como alternativas de investimento de longo prazo. Por isso, são tidas como opções interessantes para crianças.

O horizonte de tempo de uma criança favorece o investimento, mas isso não significa que dá para comprar “qualquer coisa”. Empresas também podem se dar muito mal no longo prazo. Por isso, é importante avaliar criteriosamente que ações serão compradas antes de fechar o negócio.
Uma das melhores maneiras de pensar no futuro dos filhos é fazendo uma conta ou apostar em outros investimento

A importância pedagógica da poupança para os filhos

O planejador financeiro pessoal Daniel Varajão destaca dois pontos importantes para pais que querem abrir conta para filhos. O primeiro deles é o hábito de poupar, e manter e respeitar o compromisso de investir.

Uma sugestão do planejador para um investidor com filhos pequenos que quer aplicar para o futuro das crianças, foram ativos indexados à inflação mais taxa de juro real. Um exemplo disso são títulos públicos conhecidos como Tesouro IPCA com prazos superiores a 10 anos.

Porém, ele alerta que, além do Imposto de Renda, ativos indexados ao IPCA apresentam oscilação no preço de mercado.

Com isso, não é possível prever o valor de resgate nos fundos de investimento e nos ativos com vencimento definido, quando resgatados antecipadamente.

Outros tipos de investimento, como títulos públicos, debêntures ou produtos bancários com vencimento definido e carregados até o vencimento, são mais previsíveis, pois vão render a taxa contratada.

Já o planejador financeiro Luciano Teixeira Pinheiro, faz um alerta à leitora que busca saber como investir para a faculdade do filho bebê.

Segundo o especialista, é importante os pais terem uma reserva para emergências que possam surgir ao longo do período. Dessa forma, o dinheiro que ficará poupado para o filho não precisará ser mexido.

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