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Como investir na Bolsa de Valores com a Selic alta? Saiba se vale a pena

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Homem de terno cinza escuro segurando um gráfico
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Muito se fala sobre como a Taxa Selic impacta nos investimentos de renda fixa, mas ela também respinga no mercado de ações. Você já parou para pensar em como investir na Bolsa de Valores com a Selic alta?

Entender como essa dinâmica funciona pode ajudar a fazer melhores escolhas no momento em que a taxa mãe da economia está subindo.

Vale lembrar que no início de agosto, pela quarta vez no ano, a taxa Selic teve alta. O Conselho de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou a taxa em 1%, passando de 4,25% para 5,25%.

Além disso, os economistas do mercado financeiro projetam que ela deverá chegar a 7% no fim de 2021. Afinal, no acumulado de 12 meses, o IPCA já registra 8,35%, superando o teto da meta estipulado pelo governo, de 5,25%.

Ok, mas o que o investidor que deseja apostar na Bolsa de Valores faz com essas informações? Leia o artigo completo para entender como isso impacta na renda variável e como investir melhor neste cenário!

Como Taxa Selic impacta na Bolsa de Valores?

Além do impacto mais direto nos investimentos de renda fixa, as variações da Selic também têm impacto na Bolsa de Valores. Basicamente, as mudanças na taxa mudam a precificação das ações.

Um fenômeno que demonstra isso é o próprio movimento dos investidores. No início de 2020, quando a Selic estava baixa, por exemplo, houve um grande aumento no número de investidores inscritos na Bolsa.

Isso aconteceu porque, com a Selic a 2%, a renda variável ficou mais atrativa para mais pessoas, que sentiram a necessidade de diversificar a carteira.

Então esses investidores foram para a Bolsa, que é um mercado precificado com base na lei da oferta e demanda. Ou seja, os preços naturalmente tenderam a subir possibilitando ganhos especulativos.

Além disso, quando a Selic está baixa, a oferta de crédito melhora e o consumidor tem mais poder de compra. Isso repercute em mais lucro para as empresas e, portanto, mais rentabilidade para quem investe nessas ações.

Com a Selic em alta pode-se dizer que o movimento tende a ser o contrário, embora alguns relatórios apontem que a alta deste ano não deverá causar muito impacto.

Investir na Bolsa requer pesquisa, principalmente em época de juros altos

Como investir na Bolsa com a Selic em alta?

Não existe receita de bolo, as informações apresentadas neste artigo podem te ajudar como um pontapé inicial. Mas para quem quer investir na Bolsa, é fundamental estudar o mercado e compreender a fundo como as suas variações funcionam.

Além disso, acompanhar os principais indicadores econômicos e análises que o mercado oferece é fundamental. Os dados divulgados pelo Boletim Focus, por exemplo, são de extrema importância.

Analise os indicadores econômicos atualizados como o IPCA, o PIB, o dólar e a taxa Selic, e as previsões desses mesmos indicadores para os próximos anos. Assim terá uma ideia dos movimentos do mercado.

Mas de modo geral, é importante estar atento a quais setores podem ser mais ou menos beneficiados com as variações de juros (falaremos mais sobre isso a seguir).

Ou seja, quais são mais promissores neste cenário e quais são menos vantajosos.

A variação da taxa impacta na performance de vários mercados, se somando a outros aspectos, como hábitos de consumo, inflação, preço do dólar etc.

Por exemplo: um dos setores impactados negativamente com a alta da Selic foi o de construção civil. Então talvez apostar em ações desse ramo não seja a melhor pedida no momento.

Em março deste ano a XP Investimentos divulgou um relatório em que disse que a alta da taxa de juros não deve impactar a trajetória do Ibovespa, nem afetar o fluxo de renda fixa para ações.

Entenda também que ações conhecidas por distribuir bons e recorrentes dividendos ainda podem superar a taxa básica de juros. Ou seja, ter rendimentos de dividendos acima da Selic, mesmo com ela em alta.

Melhores ações para investir na Bolsa com a alta da Selic

É basicamente uma unanimidade entre especialistas em finanças que seguradoras e bancos estão entre os setores mais promissores para investir na Bolsa.

Acontece que, com a alta da Selic, a concorrência entre a renda fixa e as ações aumenta e o custo do crédito para as empresas também.

Por isso aquelas que dependem mais de financiamentos são mais prejudicadas. É o caso das construtoras, como já mencionado.

Mas a Bolsa ainda tem boas apostas, especialmente no setor financeiro. Ou seja, além de bancos e seguradoras, as empresas de cartões de crédito e de meios de pagamento.

Isso acontece porque a alta da taxa básica de juros eleva os resultados que vêm dos rendimentos do caixa e das aplicações financeiras, majoritariamente investidos em renda fixa (CDI).

No caso dos bancos, a tendência é o aumento do spread (diferença entre o menor preço de venda e o maior preço de compra de uma ação), por causa do crescimento na margem financeira dos bancos.

Os ganhos das reservas das próprias tesourarias dos bancos (reservas de caixa da própria empresa contingência de operações) também têm parte atrelada à taxa de juros da economia.

Mas além dessas informações, ao escolher uma ação para investir na Bolsa lembre-se que esta deve ser uma análise criteriosa. Não é só porque uma empresa é do setor financeiro que isso, automaticamente, a torna um bom investimento.

Faça uma análise da ação, avalie o desempenho ao longo dos anos, o desempenho no contexto em que o mercado atravessa, entenda se é uma empresa sólida. E estude sobre o mercado de ações, isso é fundamental!

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